Primitivos em Paris, modernos no Brasil
Conferência
Datas / horários
Sábado, 18 outubro de 2025 16:00 no Auditório do MAC/CCB (piso -1)
Participação gratuita, sujeita ao número de lugares disponíveis. Inscrição prévia pelo e-mail servico.educativo.museu@ccb.pt.
Conferências
Museu
O problema do primitivismo voltou com força no século XXI, emaranhado com as disputas em torno da contracolonialidade. O quadro A negra (1923), de Tarsila do Amaral, desperta controvérsia hoje pelo modo problemático que representa um corpo racializado. No seu tempo, pretendeu-se moderno. Pintado em Paris, a obra faz parte de um esforço de consagração da arte brasileira na capital francesa.
Esta conferência centra-se nas tentativas de inserção de alguns artistas e intelectuais brasileiros, com destaque para Tarsila e Vicente do Rego Monteiro. Ambos se aproximaram do primitivismo, então em voga, com o intuito de obter reconhecimento no meio artístico parisiense. De seguida, ambos se posicionaram no Brasil como representantes do modernismo avançado. Elucidar as estratégias desenvolvidas, pontuando semelhanças e diferenças, ajuda a aprofundar o nosso entendimento da dialética entre primitivismo e cosmopolitismo. É dada atenção especial ao movimento Pau Brasil, salientando a sua especificidade conceptual como desafio à colonialidade.
Organização: MAC/CCB em colaboração com o Instituto de História de Arte, NOVA FCSH.
Com Rafael Cardoso, historiador da arte e autor de Modernidade em preto e branco: Arte e imagem, raça e identidade no Brasil, 1890–1945 (2022).
No âmbito da exposição Uma deriva atlântica. As artes do século XX a partir da Coleção Berardo
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Ficha Técnica
Crédito fotográfico: Patricia Breves
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