Datas / horários
Sexta e sábado, 27 e 28 de março de 2026 18:00 no MAC/CCB
Participação gratuita, sujeita ao número de lugares disponíveis.
Performance
O trabalho de João dos Santos Martins explora relações entre dança, linguagem e transmissão. Para esta performance, integrada na exposição Lugar de estar: o legado Burle Marx, o bailarino e coreógrafo toma o corpo como campo de negociação entre natureza e construção. O trabalho dialoga com a sua experiência pessoal de migração do meio rural para o urbano, e da ideia de adaptação — do corpo e do sujeito. Tal como o paisagista brasileiro entendia o jardim como uma «adequação do meio ecológico às exigências da civilização», a migração revela um processo contínuo de ajustar gestos.
A dança é abordada como prática de desaprendizagem e de reinvenção: um exercício de reconhecimento das camadas sociais e corporais que se acumulam na tentativa de adequar hábitos vistos como estranhos, brutos e selvagens. Mais do que representar uma identidade, o trabalho apresenta um campo de fricção entre natureza, ruralidade e cultura. O corpo torna-se matéria em processo, na qual o dentro e o fora dialogam propondo formas de escuta.
De e com João dos Santos Martins
Figurino Darius Dolatyari-Dolatdoust
Música Ladainha Franz Schubert
Produção Maria Monteiro | Associação Parasita, Association Mi-Maï
Coprodução Associação Parasita, MAC/CCB — Museu de Arte Contemporânea e Centro de Arquitetura, Festival Silvestre, Sismógrafo
Residências Espaço Parasita, Lamia Santolino
Programação do Museu Aberto.
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