Datas / horários
De 27 de novembro de 2025 a 5 de abril de 2026 10:00 às 18:30 no Piso 0
Inauguração: 26 de novembro, 19h00 Entrada livre
Exposições
Lugar de estar: o legado Burle Marx é uma exposição que toma como ponto de partida vinte e dois projetos paisagísticos para áreas públicas desenvolvidos ao longo de sete décadas por Roberto Burle Marx (1909–1994) e pelos seus colaboradores. Considerado um dos mais inovadores paisagistas do século XX, e uma figura de referência no desenvolvimento do panorama urbano brasileiro, Burle Marx está associado ao imaginário moderno de grandes cidades como Brasília e Rio de Janeiro.
Enquanto paisagista atento às questões da botânica, aprofundou conhecimentos em torno da flora brasileira e identificou dezenas de espécies endémicas, alertando para a importância da preservação ambiental. A utilização dessas espécies nos seus projetos gerou uma linguagem moderna singular, subvertendo a geometria e organização dos jardins europeus. As linhas simbióticas e as formas orgânicas dos seus projetos evidenciam igualmente afinidades com a arte e a arquitetura moderna. Durante mais de quarenta anos, Burle Marx foi também um defensor acérrimo dos biomas brasileiros, principalmente da Mata Atlântica, da Amazónia e do Cerrado.
Incluindo estudos de composição, croquis, desenhos, fotografias e materiais de imprensa, esta exposição desenvolve-se através de cinco eixos — «Construir cidade e espaço público», «Compromisso estético e ético», «Projeto moderno», «Ativismo ambiental» e «Património botânico» —, numa seleção que também estabelece diálogos com seis artistas que vivem e trabalham em Portugal. Através da pintura, Juan Araujo investiga criticamente a arquitetura moderna, especialmente no Brasil e na América Latina; Filipe Feijão aborda as noções de construção e ruína; Mónica de Miranda dá destaque aos jardins «invisíveis» dos arredores de Lisboa; Fernanda Fragateiro sublinha o direito à fruição estética nos jardins públicos; Lourdes Castro dialoga com o património botânico autóctone da ilha da Madeira; e, finalmente, João dos Santos Martins explora a relação entre a coreografia e o jardim. Em confronto com os eixos da exposição, cada um
destes artistas estabelece perspetivas inéditas sobre a obra de Burle Marx.
Diálogos com Fernanda Fragateiro, Filipe Feijão, Mónica de Miranda, Juan Araujo, Lourdes Castro e João dos Santos Martins
Exposição desenvolvida em colaboração entre o Instituto Burle Marx, responsável pela salvaguarda e difusão do acervo paisagístico desenvolvido pelo Escritório Burle Marx, e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, onde foi apresentada de janeiro a maio de 2024.
Adaptação da exposição no MAC/CCB com curadoria de Nuria Enguita, Marta Mestre. Artistas convidados Juan Araujo, Fernanda Fragateiro, Mónica de Miranda, Filipe Feijão, Lourdes Castro, João dos Santos Martins.
Desenho Expositivo Diogo Passarinho Studio + RAR.STUDIO
O MAC/CCB agradece a Michael e Jessica Gailing pela sua contribuição para este projeto.
◾ Jardins: Lugares de Olhar
Sábado, 21 de março, às 11:00
Com Ivo Meco
Evocando um olhar contemplativo sobre as espécies botânicas e partilhando curiosidades sobre cada uma delas, Ivo Meco convida-nos a percorrer espaços verdes e jardins em redor do CCB. O professor de Botânica, Biologia e Geologia, e autor de Jardins de Lisboa: Histórias de espaços, plantas e pessoas, leva-nos num passeio-conversa, suscitando novos olhares sobre os jardins.
Participação gratuita, mediante inscrição prévia através de formulário ou e-mail servico.educativo.museu@ccb.pt.
◾ Alarve
Sexta e sábado, 27 e 28 de março, às 18:00
Performance de João dos Santos Martins
O corpo pode ser um campo de negociação entre a natureza e a construção. A partir desta premissa, João dos Santos Martins aborda a dança como prática de desaprendizagem e reinvenção. O bailarino e coreógrafo encontra na sua experiência pessoal de migração do meio rural para o urbano, e da ideia de adaptação — do corpo e do sujeito —, um ponto de contacto com Roberto Burle Marx. Tal como o paisagista brasileiro entendia o jardim como uma «adequação do meio ecológico às exigências da civilização», também a migração revela um processo contínuo de ajuste de gestos.
Participação gratuita, mediante inscrição prévia através de formulário ou e-mail servico.educativo.museu@ccb.pt. Sujeita ao número de lugares disponivéis.
A Fundação Centro Cultural de Belém reserva-se o direito de proceder à captação, armazenamento e utilização de registos de imagem, som e voz, com a finalidade de difusão e de preservação da memória, quer das suas atividades culturais e artísticas, quer dos seus espaços. Para quaisquer esclarecimentos adicionais utilize o endereço eletrónico privacidade@ccb.pt
Vista de exposição.Burle Marx (c) Fábio Cunha
Vista de exposição.Burle Marx (c) Fábio Cunha
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Marcações e informações
Visitas orientadas e atividades para escolas e famílias
☎️ Marcações e informações pelo 213 612 800 (chamada para a rede fixa nacional), de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30.
💻 Marcações pelo e-mail servico.educativo.museu@ccb.pt
Inscrições até às 13:00 da sexta-feira anterior às atividades.
Horário de funcionamento
De terça a domingo | 10:00 às 18:30 (última entrada às 18:00)
Encerra à segunda-feira
Entrada gratuita todos os domingos até às 14h00, para residentes em Portugal*
bilheteiraccb@ccb.pt
213 612 627 (chamada para a rede fixa nacional)
Ficha Técnica
Imagem: Vista de exposição. (c) Fábio Cunha
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Organização
Mecenas Centro de Arquitetura MAC/CCB
Mecenas MAC/CCB
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