Nova Criação

Humor Maligno
Companhia Maior

Encenação de Pedro Penim

CCB

Espetáculo inserido na Plateia Atlântica
Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura, 2017

Em 1782, uma viúva, que a História guardou apenas como Mrs. Fitzherbert, morreu por ter rido durante mais de 24 horas seguidas depois de assistir a The Beggar’s Opera num teatro de Londres. Sentada na plateia começou a rir que nem uma perdida quando entrou em cena um ator travestido de Polly Peachum.
O obituário publicado no The Gentleman’s Magazine relatava que a mulher fora incapaz de tirar a figura teatral da memória, tendo entrado num estado de histeria tal que o riso durou desde a noite de quarta-feira até à manhã de sexta, quando finalmente morreu. A este processo chama-se hilaridade fatal.
Em 1939, um ano em que parecia que ninguém queria / podia rir, André Breton publicou a primeira versão da Antologia do Humor Negro, cunhando assim um termo que permite que nos riamos da desgraça dos outros (da desgraça, ponto), dando a experimentar a gargalhada e o desconforto, muitas vezes em simultâneo.
Rir dói.
E é isso o Humor Maligno. É o humor do calabouço.


Texto Hugo van der Ding e Pedro Zegre Penim
Encenação Pedro Zegre Penim
Figurinos Joana Barrios
Cenário Bárbara Falcão Fernandes
Iluminação Daniel Worm d’Assumpção
Intérpretes Companhia Maior


Elenco da Companhia Maior
Espetáculo inserido na Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura - Plateia Atlântica

Coprodução | CCB | Companhia Maior

 

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18 e 20 novembro 2017 | 21:00
19 novembro 2017 | 16:00

M/12
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