Integrado no Ciclo de Zeus a Varoufakis

Orquestra de Câmara Portuguesa

©Ivo Cordeiro Brandia

Num concerto que tem a Grécia como tema, a Orquestra de Câmara Portuguesa apresenta-nos todo um programa que faz a ponte entre a era moderna e a antiguidade. Se em Mozart e em Beethoven temos dois representantes do classicismo musical, com o seu fascínio pelos temas e pelas formas da antiguidade clássica, com Xenákis temos um dos maiores compositores gregos do século XX, a compor igualmente inspirado por essa Grécia da antiguidade.
Durante o verão de 1780, o Intendente da Ópera da Corte de Munique encomendou a Mozart uma ópera, escrita em apenas três meses. Idomeneu é a sua terceira e maior ópera séria, a qual, de certa forma, antecipa as suas maiores obras-primas.
Já na viragem para o século XIX, o ballet como género independente da ópera ou da música de cena era uma realidade pouco comum. Salvatore Viganò (1769-1821), nome associado aos primórdios da prestigiadíssima escola de bailado do Teatro La Scala, de Milão, encomendou a Beethoven a música para o bailado As Criaturas de Prometeu, obra de 1801, que tem por base o mito de Prometeu.
Como contraponto a Mozart e a Beethoven, mas igualmente inspirado na Grécia Clássica, teremos ainda neste concerto Psappha, de Iánnis Xenákis. Psappha é uma forma arcaica do nome Safo, poetisa e aristocrata de renome da Ilha de Lesbos, nascida no século VI antes de Cristo.
  

Wofgang A. Mozart Abertura de Idomeneu, Rei de Creta
Iánnis Xenakis Psappha *
Ludwig van Beethoven As Criaturas de Prometeu, op. 43

Pedro Carneiro direção musical e percussão*
Teresa Simas encenação

Produção | CCB


Este concerto está integrado no ciclo DE ZEUS A VAROUFAKIS aqui

A Grécia nos Destinos da Europa

Da Grécia Antiga à atualidade, este núcleo programático percorre algumas das ideias e valores que a cultura grega incutiu no solo cultural do ocidente, moldado e consolidado através das várias expressões artísticas que dão corpo e estruturam um modo de ser, ver, sentir e pensar.
Num momento em que a Europa, herdeira deste caldo multímodo e multicultural, parece esquecer-se dos fundamentos que lhe foram desenhando o rosto, é altura de acolhermos pela arte o modo diverso de sermos europeus, revisitando a Grécia do passado e a atual, deixando-nos interpelar pela força da imaginação e das várias expressões artísticas.

11 março 2018 | 17:00

M/6
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