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CCB ilumina-se para assinalar a memória do Terramoto de 1755

O Centro Cultural de Belém associou-se ao Movimento Recordar 1755, promovido pelo Quake – Museu do Terramoto, iluminando de roxo o seu edifício na noite de 1 de novembro, numa iniciativa que pretende preservar a memória histórica e sensibilizar para a importância da prevenção sísmica em Portugal.

 

A iniciativa assinala os 271 anos do Terramoto de 1755, um dos acontecimentos mais marcantes da história de Lisboa, que teve um impacto profundo na cidade e, em particular, na zona de Belém, deixando consequências duradouras na sua configuração urbana e na vida das populações.

 

Mais de dois séculos e meio depois, o conhecimento científico e os avanços tecnológicos permitem compreender melhor os fenómenos sísmicos e os riscos associados ao território que habitamos. A memória do passado assume, por isso, um papel fundamental na sensibilização das populações e na promoção de uma cultura de prevenção e segurança.

 

Ao associar-se a este movimento, o CCB reafirma o seu compromisso com a preservação da memória coletiva e com a valorização do conhecimento, contribuindo para uma maior consciência da importância da preparação e da prevenção do risco sísmico.

CCB acolhe programação de Ponta Delgada 2026

O Centro Cultural de Belém acolheu, no dia 27 de outubro, o espetáculo Falas & Afetos, de Aníbal Raposo, integrado na programação de Ponta Delgada — Capital Portuguesa da Cultura 2026, um projeto que celebra a riqueza da cultura açoriana e promove o encontro entre diferentes geografias e expressões artísticas do espaço da língua portuguesa.

 

Ao ser o único equipamento cultural de Portugal continental a acolher dois espetáculos desta programação, o CCB reforça o seu compromisso com a cooperação e a pluralidade cultural do país.

 

Este acolhimento insere-se ainda no eixo da coesão territorial, definido no Plano Estratégico «Revisitar» do CCB, que procura promover a articulação entre diferentes territórios, incentivar a circulação de projetos culturais e valorizar a diversidade das expressões artísticas presentes no país.

 

Imagens: CCB / Rita Carmo

CPLP celebra 30 anos de cooperação no CCB

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) assinalou 30 anos de existência com o colóquio CPLP 30 anos – Uma Comunidade de Língua e de Futuro, que teve lugar no Centro Cultural de Belém, a 8 de outubro.

 

Organizado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, o encontro contou com a presença do Presidente da República Portuguesa, António José Seguro, da Secretária Executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, e do Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Timor-Leste, Bendito dos Santos Freitas, em representação da presidência em exercício da organização. O Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, presidiu à sessão de encerramento.

 

Sob o lema «Unidade na Diversidade, Uma Comunidade para os Povos», as comemorações destacaram os laços institucionais, culturais, sociais e humanos que aproximam os países de língua portuguesa.

 

O programa incluiu debates sobre o percurso político e diplomático da organização, a língua portuguesa enquanto ativo global e os desafios geopolíticos atuais. A iniciativa terminou com o lançamento de um inteiro postal comemorativo dos 30 anos da CPLP.

 

Fundada em 1996, a organização reúne nove Estados-membros e promove a cooperação em áreas como a cultura, a educação e o desenvolvimento, reforçando os laços entre os povos da comunidade lusófona.

CCB adere à Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool

O Centro Cultural de Belém aderiu à Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool, uma iniciativa do Turismo de Portugal que pretende reforçar a proteção de residentes e visitantes durante períodos de calor extremo, através da disponibilização de espaços de acolhimento e conforto térmico.

 

Com esta adesão, o CCB passa a integrar uma rede nacional de espaços que contribuem para a adaptação às alterações climáticas, oferecendo à população locais onde pode encontrar abrigo e condições de maior conforto nos dias de temperaturas elevadas.

 

A participação nesta iniciativa reforça o compromisso do CCB com a hospitalidade, a acessibilidade e o bem-estar dos seus públicos, afirmando-se como um espaço aberto à cidade, atento às necessidades de quem o visita e aos desafios ambientais atuais.

 

A Rede de Refúgios Climáticos | Stay Cool conta já com 95 espaços registados em todo o país, envolvendo diferentes entidades num esforço conjunto de proteção das populações e de promoção de um turismo mais sustentável e resiliente.

 

Os espaços aderentes podem ser consultados na plataforma oficial da iniciativa, disponível em refugiosclimaticos.turismodeportugal.pt

Sessão pública sobre novo regime do Mecenato Cultural e Autorizações de Residência para Investimento

O Centro Cultural de Belém recebeu hoje uma sessão pública de esclarecimento promovida pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto sobre o novo regime do Mecenato Cultural e as Autorizações de Residência para Investimento na Cultura (ARI).

 

A Ministra Margarida Balseiro Lopes abriu a sessão, que reuniu representantes de várias instituições e equipamentos culturais do país.

 

O programa incluiu a apresentação do novo regime do Mecenato Cultural e um painel dedicado às ARI, no qual foram apresentados os principais aspetos deste instrumento e o seu contributo para a concretização de projetos na área da Cultura.

 

Rita Romão, administradora do CCB, participou no painel, partilhando a experiência do Centro Cultural de Belém no desenvolvimento de projetos culturais com recurso a investimento privado.

 

Festa da Temporada reuniu mais de 7 000 pessoas

Durante três dias, mais de 7 000 pessoas passaram pelo Centro Cultural de Belém para participar na Festa da Temporada, que, de 11 a 13 de setembro, assinalou o arranque da Temporada 2026_2027 das Artes Performativas.

Espetáculos, performances, conversas, música, exposições e o Mercado CCB ocuparam diferentes espaços do CCB, numa programação que se estendeu para além das salas e auditórios, chegando à Praça CCB, ao Jardim das Oliveiras, ao Caminho José Saramago e ao MAC/CCB – Museu de Arte Contemporânea.

Ao longo dos três dias, artistas e públicos cruzaram-se numa programação pensada para diferentes gerações e diferentes formas de viver a cultura, afirmando o CCB como um lugar de encontro, descoberta e partilha.

A Festa da Temporada mostrou, na prática, o CCB que queremos continuar a construir: uma casa aberta, vivida e hospitaleira, onde a cultura convida à participação, promove o conhecimento e cria espaço para o encontro e para a liberdade.

CCB partilha na RFM o compromisso com uma cultura para todos

Rita Romão, membro do Conselho de Administração da Fundação Centro Cultural de Belém, participou, no dia 17 de setembro, na emissão especial da RFM dedicada à Cultura para Todos, integrada no programa Sem Olhar a Quem.
Durante a entrevista, a administradora partilhou o caminho que o CCB tem vindo a desenvolver na área da acessibilidade, enquadrado no Plano Estratégico RE-VISITAR 2026–2030, no qual a hospitalidade assume um papel central.
Para o CCB, a acessibilidade é uma condição para que todos possam participar, fruir da cultura e sentir-se esperados. Um compromisso que se tem traduzido em medidas concretas nos espaços, na programação e na relação com diferentes públicos.
Das 11 sessões acessíveis realizadas em 2025, o CCB prevê realizar 16 em 2026 e 24 em 2027 — mais do dobro em dois anos. No caso da audiodescrição, a oferta mais do que triplica, passando de 3 sessões em 2025 para 10 previstas em 2027.
Este percurso estende-se também ao MAC/CCB, com visitas em Língua Gestual Portuguesa e projetos dirigidos a diferentes públicos, e às condições de acessibilidade do edifício, onde têm vindo a ser concretizadas melhorias.
O CCB reconhece que permanecem barreiras e que há ainda trabalho a fazer. Mais do que disponibilizar recursos, o objetivo é informar, acolher e fazer com que cada pessoa se sinta esperada.
Um caminho em construção, com um princípio claro: a cultura só acontece quando chega a todos.

 

Ouça aqui a entrevista de Rita Romão na RFM.

CCB recebe sessão pública sobre Mecenato Cultural e investimento na Cultura

O Centro Cultural de Belém recebe, no dia 28 de setembro, às 14:30, uma sessão pública de esclarecimento promovida pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto sobre o novo regime do Mecenato Cultural e as Autorizações de Residência para Investimento na Cultura (ARI).

 

A abertura da sessão estará a cargo da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes. O programa inclui a apresentação do novo regime do Mecenato Cultural, um painel de debate e um momento dedicado às ARI, com informação sobre o respetivo enquadramento e procedimentos.

 

Rita Romão, administradora do CCB, participará no painel dedicado às ARI, que dará também a conhecer experiências e resultados do investimento privado no setor cultural, evidenciando o contributo deste instrumento para a concretização de projetos na área da Cultura.

 

A iniciativa realiza-se também no dia 2 de outubro, às 14:30, na Fundação de Serralves, no Porto.

BOOK 2.0 no CCB: o lugar dos livros num mundo de algoritmos e IA

O CCB recebeu a quarta edição do BOOK 2.0 – O Futuro da Leitura, organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). Livros, literacia, educação, democracia e os desafios da transformação tecnológica estiveram no centro de um encontro que reuniu autores, editores, responsáveis políticos, académicos e profissionais da cultura de vários países.

 

Sob o mote “Regresso às Origens. Regresso aos Livros.”, e ao longo dos dois dias, o programa cruzou diferentes geografias, gerações e áreas de conhecimento. Sanna Marin, ex-Primeira-Ministra da Finlândia, refletiu sobre leitura e democracia; Markus Dohle, ex-CEO da Penguin Random House, abordou o poder duradouro do livro; David Hayman, responsável pelo Ano Nacional da Leitura do Reino Unido 2026, falou da necessidade de tornar a leitura uma prioridade nacional; e Luísa Sobral levou ao encontro a relação entre música, escrita e criação.

 

Passaram ainda pelo CCB nomes como Nuno Crato, Adolfo Mesquita Nunes, Luís Portela, Alessandra Carra, Joan Tarrida, Emma House, Erin Cox, Joel Halldorf, Mafalda Ribeiro e Daniela Pierre.

 

A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, lembrou na sua intervenção que ler continua a significar o confronto com uma perspetiva diferente da nossa, permanecendo nela o tempo necessário para a compreender.

 

O Cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação no Vaticano, centrou a sua intervenção num dos desafios do presente: num mundo atravessado pela inteligência artificial, o risco não está apenas no que as máquinas são capazes de fazer, mas também na possibilidade de esquecermos o valor da experiência humana que está na origem das histórias.

 

No encerramento da manhã do segundo dia, o Presidente da República, António José Seguro, defendeu a necessidade de leitores mais críticos e informados, apelando a um novo impulso para as políticas de leitura e ao cuidado com a língua portuguesa enquanto bem essencial à vida em sociedade. A ideia de “bons livros contra o algoritmo da banalidade” marcou a sua intervenção.

 

A transformação digital esteve também em debate, numa conversa com o Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Saraiva Matias, enquanto outras sessões abordaram temas como a crise da atenção, as novas formas de chegar aos leitores e os desafios da visibilidade dos livros no atual ecossistema digital.

 

O encontro contou ainda com a presença do Conselho de Administração da Fundação Centro Cultural de Belém.

 

Ao acolher uma iniciativa que coloca em diálogo cultura, conhecimento, tecnologia e os grandes desafios contemporâneos, o CCB reforça uma das ambições do Plano Estratégico RE-VISITAR 2026–2030: afirmar-se como lugar de encontro entre arte, pensamento e sociedade, aberto à circulação de ideias, ao debate e a diferentes públicos e gerações.

 

Num mundo de algoritmos e de crescente fragmentação da atenção, o BOOK 2.0 deixou no CCB uma ideia essencial: continuar a ler é também continuar a pensar.

MAC/CCB inaugura as Obras Convidadas da Mostra Espanha 2026

O MAC/CCB inaugurou hoje as Obras Convidadas da Mostra Espanha 2026, na presença da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto de Portugal, Margarida Balseiro Lopes; do Ministro da Cultura de Espanha, Ernest Urtasun Domènech; e da Diretora do Centro de Arte Fundación María José Jove, Susana González.

 

Basuras (1930) e Naturaleza viva (1943), de Maruja Mallo, chegam a Lisboa depois de uma grande retrospetiva no Museo Reina Sofía. Percorrendo décadas e geografias — da agitação política do pré-guerra em Madrid à plenitude da cor do exílio da artista em Valparaíso –, estas peças inscrevem-se no lema da 9.ª edição da Mostra Espanha: “Espanha em movimento: diversidade e futuros sustentáveis”.

 

Em simultâneo, o Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado recebe as Pescadoras valencianas, de Joaquín Sorolla, prolongando o diálogo ibérico que se celebra desde 2009.

 

As obras de Maruja Mallo estão patentes no piso 2 do MAC/CCB até 29 de novembro.

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