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Os grandes textos abrigam grandes questões, razão pela qual se transformam em clássicos. Nunca separados da sua época e do seu contexto, e por isso vozes do seu tempo, a amplitude e a complexidade dos temas abordados, das aporias manifestadas fazem com que rasguem os séculos, arrastando uma orvalhada alegria matinal que propicia recriações, reinterpretações que lhes outorgam um lugar central, clássico, na tradição que nos é legada. Nestas sessões, procuraremos auscultar estas obras como vozes do seu tempo e também como lugar de acolhimento da nossa, contemporânea, compreensão do real e ainda da nossa sensibilidade.

#1

1ª Sessão – 9 janeiro 2020 
Constituindo a epopeia um modo primordial de dizer a realidade, a primeira sessão incidirá sobre a Ilíada. Ao incidirmos sobre este texto, situar-nos-emos no ádito da compreensão épica do mundo e da vida, do ritmo e da brisa que a erguem, o que rasgará igualmente caminho para a visão trágica da realidade. E como sobre isto falaremos em mais de uma sessão, está assim justificada a primeira estação do nosso percurso.

#2

2ª Sessão – 16 janeiro 2020 
Traçado o perfil épico da Ilíada, assente na aguçada consciência da efemeridade da vida desenhada sobre a aspiração ao gesto nobre, de que o destino de Aquiles, integrando violência e compaixão, é exemplo privilegiado, procurar-se-á, nesta 2.ª sessão, inquirir outra expressão do épico, esta vinculada às aventuras do herói dos mil artifícios, aquele que muito viajou, experimentou e sofreu. A Odisseia, fundamental demanda do regresso a Pátria, à nossa morada, marca o início da literatura de viagens e se é certo que, imediatamente, nos coloca no seio de fantásticas aventuras com invulgares seres, não é menos certo que estas abrigam os mais densos enigmas, as mais radicais questões. Viajar com Ulisses e com-sentir que o seu destino se faça também nosso, constituirá a segunda estação do nosso percurso.

#3

3ª Sessão – 23 janeiro 2020 
Na reinterpretação simbólica de Ítaca, da viagem ou das aventuras, na recriação da origem perdida ou da Pátria a encontrar, a Odisseia acompanhou sempre, em múltiplas expressões, o passar dos séculos. A «dor do regresso», a nostalgia assume na tradição portuguesa o nome de saudade, canto da ausência de quem no mar se perde. A sagração do heroísmo épico, porém, continua à Ilíada vinculada mediante a longuíssima tradição da poesia épica. E até quando aspiração épica se torna prosaica, isto é posta em prosa, ainda que imensa e grandiosa como em Guerra e Paz, é no poema de Aquiles que encontra o seu reflexo. No caso concreto do romance de Tolstoi, junta-se ao sonho glorioso do guerreiro, a ferida da palavra do Evangelho, que fere a alma no desejo de um Amor aos outros. Este é o horizonte duplo que delimitará a nossa terceira estação.

#4

4ª Sessão – 30 janeiro 2020 

A tragédia, herança primeira da epopeia, mantém com esta, desde as origens gregas, um vínculo indestrutível. Se procurássemos caracterizar aquela numa fórmula sugestiva e breve, poder-se-ia dizer que a tragédia é uma concentrada narrativa épica debruçada reflexivamente sobre ela própria. Mas, mais precisamente, o que é a tragédia, ou quais os modos de dizer o trágico? E qual a sua origem? E qual o contexto em que se desenvolveu? E em que consistia a representação de uma tragédia? Estas e outras questões relacionadas orientaram a quarta estação da nossa reflexão.

#5

5ª Sessão – 7 fevereiro 2020 

Depois de nos debruçarmos sobre a questão da origem da tragédia e de delinearmos o contexto religioso, político e cultural da tragédia grega, nesta última sessão abordaremos com especial pormenor Os Persas, de Ésquilo, o mais antigo texto que chegou até nós. Representada em 472 a.C., em Atenas, este texto permitir-nos-á comentar a evolução da tragédia grega e aflorar alguns dos mais importantes temas nela acolhidos.

José Pedro Serra
Licenciou-se em Filosofia, em 1980, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. No mesmo ano terminou o 5.º ano do curso de Teologia na Universidade Católica. Em 1989 obteve o grau de Mestre em Literatura Grega na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e em 1999 obteve o grau de Doutor em Cultura Clássica na mesma universidade. É professor catedrático no Departamento de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Atualmente é o Diretor da Biblioteca da mesma instituição. Coordena a linha de investigação sobre Matrizes Clássicas e Cultura Europeia.

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