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Dicionário de Artistas

A arte contemporânea como ponto de partida; a literatura pega nela e vai indo sem olhar um segundo para trás; calcula-se o vago ponto zero – o nome de um artista, uma obra – mas tudo o que vem a seguir existe nesse texto que começa a pensar pela sua própria cabeça.
Um texto tem cabeça e é com ela que o texto pensa.
Basta um indício visual para a linguagem se pôr a caminho e avançar por veredas estreitas e desvios a pique, subidas e descidas.
Interessa-me isto: a arte que se vê como modo de emitir por trás de si uma linguagem que é necessário extrair do solo da própria obra à força. O olhar de quem escreve faz isso: o que vê transforma-se em palavra, mas há neste começo claro, – as obras de arte contemporâneas – uma potência que conduz o texto por dentro. Sem este começo – a arte contemporânea – não haveria estes textos.
Este Dicionário de Artistas, este Museu, parte de um pormenor, detalhe ínfimo ou centro centralíssimo, da obra de um artista, nunca da biografia, e daí o texto vai para outro local qualquer.
Como um animal que tem fome parte do ninho para um ponto onde pressente o alimento, assim parte o texto à sua vida.
Mas nada de didático ou explicativo, os textos deste Dicionário são seres autónomos que saem à rua livres e bem sozinhos depois da meia-noite. – Gonçalo M. Tavares

17. Distorção emotiva

dedicado a Michael Elmgreen & Ingar Dragset

A arquitectura disponível para se afundar; como se um edifício inteiro fosse uma semente: sob a terra será mais útil às gerações seguintes.

A casa é instável quando a lâmpada que acende o tecto está escondida na cave. O alto e o baixo misturados como se pertencessem a um baralho de cartas ou como se fossem simplesmente duas faces de um dado que balança na mão direita do jogador. Se o alto está em cima e o baixo não, eis um acaso – a sorte assim o ditou – pois a realidade joga aos dados com os nossos índices geográficos.

Estar louco é não reconhecer aquilo a que a multidão chama alto e baixo, direita e esquerda, longe e perto. Distúrbios na medição do mundo, eis o que existe numa certa arquitectura que parece animada por um combustível inteligente; um modo de distorcer a fita métrica, que acaba por emocionar.

Leitura por Ana Zanatti

16. Olhos inchados

dedicado a John Currin

 

Os corpos são vistos a partir de uma lente de aumento. As formas existem debaixo de uma lupa, como se fossem formigas a quem se tem de dar atenção para distinguir e contabilizar as patas.

Os retratos são caricaturas dos rostos verdadeiros, mas poderás sempre dizer que os rostos verdadeiros não são mais do que caricaturas das caricaturas. O rosto de um homem é uma caricatura orgânica que falhou.

E os seios das mulheres avançam no plano como se não fossem partes do corpo feminino; pelo contrário: o corpo feminino é uma parte dos seios. Em termos de quantidades absolutas dir-se-ia que dois seios são mais do que um corpo (dois-um).

As pinturas de John Currin incham os olhos, instalam nestes uma atenção inflamada, um excesso de visão que quase quer deixar de ver para poder tocar. Mas os olhos são coisas antigas, e sem dedos. Apesar de tudo ainda existem.

Leitura por Ana Zanatti

15. Catástrofe ao longe

dedicado a Martin Creed

Fendas numeradas, isto é: numerar o nada, os sucessivos nadas, os milhentos buracos que existem num percurso simples dos olhos, e fazer dessa série uma matéria concreta, isto é: o longo somatório de zeros não dá zero, porém para o descobrir é necessário uma certa paciência, pois só no último zero se percebe que muitos buracos juntos (ausência de matéria) são aquilo a que chamamos catástrofe. Uma catástrofe é um somatório intenso, e excessivo, de zeros.

Porém, o mundo é vasto: frases de grandes filósofos podem ser escritas nas costas de um bilhete de autocarro; assim funciona a linguagem e a democracia instintiva do alfabeto. Os melhores versos escritos no dorso lateral das botas do senhor carrasco. Como a vida é bela, vista de longe.

Leitura por Ana Zanatti

14. Tempo e espaço

dedicado a Christo

 

 

 

Só os nossos órgãos, enquanto estamos vivos, não podem ser embrulhados. Tudo o resto sim, porque é acessível. Até o planeta Terra, pois já o conseguimos ver por inteiro, pode ser considerado um objecto e, portanto, coisa embrulhável.
Mas o tempo não. O tempo é outro assunto. Não podes embrulhar um minuto para o guardar em casa.
Eis o volume e a sua grande fraqueza: pode ser embrulhado.
Eis o tempo e a sua grande força: não pode ser embrulhado.
Embrulhar é cortar as ligações, é exibir uma amputação, assinalar ostensivamente os efeitos da acção da lâmina. Embrulhar é ser bonzinho depois de exercer a grande maldade. É proteger do frio e do olhar dos outros, com uma espécie de cobertor, uma coisa a quem eliminámos a hipótese de regresso a casa.
E uma história para crianças ingénuas: um homem embrulhou a guerra e levou-a para outro planeta. Mas o embrulho estava mal feito, tinha buracos. Caíram coisas, uma espécie de sementes. O mundo ficou à mesma com as guerras (as sementes cresceram) e livrou-se do homem bonzinho que foi para outro planeta com o embrulho.

Fim da história quase boazinha.

Leitura por Ana Zanatti

13. Mutilados e humanos

dedicado a Jake & Dinos Chapman

 

 

 

Os corpos mutilados são coisas que o diabo faz quando está irritado.

Também as misturas, os acrescentos disformes ao corpo, não são mais do que uma espécie de passeios de Domingo do senhor Lúcifer. Um corpo disforme é um jardim bem tratado para o Reino da maldade.

Mas a perversão é um produto que a humanidade mandou vir; como alguém que, com o dedo o ar, pede algo, sentado na mesa de um café.

Substâncias perversas e que inspiram nojo são aquelas em que a sua forma nos faz hesitar: é para beber ou comer?

Nem sempre as coisas são, do princípio ao fim, sólidas ou líquidas, e quando tal acontece está instalada a excitação do medo. Até aquilo que é banal tem no seu centro o monstruoso. Só precisas de estar atento.

Quanto ao corpo humano: foi um hábito que a Terra ganhou.

 

 

Leitura por Ana Zanatti

12. Movimentos, formas e pensamento

dedicado a Jean-Marc Bustamante

Gaiolas de um metal viril sobem até aos sítios altos para capturar pássaros, e descem aos sítios mais baixos porque suspeitam da existência de toupeiras.

As formas movem-se como se em vez de formas fossem movimentos. Ou então: são os movimentos que ficam fixos.

Mas certas formas falam. Estar parado não é o mesmo que estar calado. E mesma a coisa silenciosa e parada pode ter outras qualidades; por exemplo: a de ouvinte. Ou a de pensante. Pensar não pressupõe nem movimento nem discurso. É algo estranho, essa coisa: pensar.

Leitura por Ana Zanatti

11. Escritura e loucura

dedicado a Daniele Buetti

A escrita é um elemento sólido pois não é líquida, nem nada em si se aproxima do estado gasoso. A escrita é uma escultura, não é o despejar da água de uma garrafa para o copo.
E o corpo belo quando tocado por um sólido pode confundir esse toque com uma investigação amorosa. No fundo, o amor são dois corpos em estado sólido que se tocam.
Claro que escrever em cima de um corpo é um tocar apoderado pela lentidão. Porquê? Porque o toque fica, como se fosse um toque-monumento. Escrever sobre uma superfície é deixar nesta um certo peso; uma matéria que pesa e é interpretável: eis a escrita.
Mas o lado esquerdo da beleza, quando olhado com atenção, pode ser entendido como o lado direito da fealdade e, assim sucessivamente – o direito de uma coisa é o esquerdo do oposto dessa coisa – no mundo e na existência particular, até ao infinito. A realidade está encadeada como se fosse o efeito único da acção de um louco.

Leitura por Ana Zanatti

10. Forma e função

dedicado a Joan Brossa

 

Nenhuma arma que queira ser respeitada pode ser construída a tricôt, com tecido. A arma, pelo contrário, deverá ser uma coisa espessa, um material que quando pousado a certa velocidade sobre o inimigo o esmague, o triture, o faça desaparecer, se possível – como a diluição rápida do açúcar na água. Uma explosão é um processo químico de dissolução humana, que infelizmente deixa vestígios pretos: sujam o chão.

Vejamos: a função do artista é baralhar formas e funções, como quem baralha cartas. Eis as operações necessárias: primeiro separa-se a forma da função, da coisa 1, depois a forma e a função da coisa dois; e assim sucessivamente até às cem coisas. Desta maneira, o artista tem na mão, não 100 coisas, mas duzentas – forma e função de cada coisa vezes 100. Essas duzentas coisas serão então, como dissemos, baralhadas como quem baralha cartas. Depois tiram-se, ao acaso, pares. A forma 14 pode juntar-se à função 75.

E eis que está no mundo um novo objecto: o objecto único que tem a forma 14 e a função 75. Dizem: não é útil e é estranho. Outros dizem: eis que a poesia finalmente ocupa volume no mundo.

Um verso pode interferir em dois metros quadrados de terreno. E já é bom.

 

Leitura por Ana Zanatti

9. Líquidos do coração

dedicado a Marcel Broodthaers

 

 

 

Nem sempre os líquidos do coração circulam no mesmo sentido. (Até as máquinas sentem um certo nojo – tímido, é certo – em relação às repetições.)

Ter uma ideia é também interromper o trajecto habitual da intimidade: até o coração e os órgãos indispensáveis estão disponíveis para a mudança nos seus rituais. O corpo e o seu mecanismo respeitam os acontecimentos extraordinários e obedecem às suas condições como bons soldados obedientes. E ter uma ideia – quando ela é o que deve ser: uma surpresa para quem a descobre – é, de facto, um acontecimento fora do comum. E o coração não tem uma fisiologia tão teimosa que não possa, por exemplo, parar por um segundo, virar-se para o cérebro, e suspirar: ai, ai – como uma rapariga ingénua embevecida.

Uma ideia no momento certo afecta o museu parado em que algumas existências se transformam. E pode perturbar mais esse museu – que é o viver – do que sustos bruscos nos sentimentos. É assim: certos abanões do edifício lírico já entediam.

Cascas brancas de ovos não devem ser encostadas à madeira escura onde levam o morto. Porquê? Porque certas matérias e certas cores começam, e outras acabam; e o espectador fica desconfortável quando o mundo lhe surge indeciso, pois não sabe como agir.

Mas o agir a sério é assim: só aparece forte no meio do longo mundo indeciso.

Leitura por Ana Zanatti

8. Ponto mínimo

dedicado a Louise Bourgeois

Há fragmentos de monstros: uma 2ª monstruosidade. Um corte sobre outro corte não estanca a hemorragia, mas baralha-a: para onde corre o medo se abrimos centenas de portas?

Comportamentos belíssimos são conspurcados por um ponto mínimo; e quem vê só consegue olhar para o obsceno, esse ponto mínimo. Porque o mal não pode ser medido com os mesmos instrumentos do bem e da beleza. Digamos: um milímetro de mal ocupa mais espaço que cem metros de bondade cristã. O mal atrai a energia do espectador. Montado em animal rápido vem o mal; em mula velha e cansada chega o bem, com o seu discurso longo.

Escolhidos como favoritos, o instinto e a mistura. O que vemos parece ter ingerido uma doença, uma certa fraqueza espalha-se pelas esculturas e, portanto: não há aborrecimento; ver aquilo que é fraco sempre distraiu os povos e o indivíduo tonto.

Leitura por Ana Zanatti

7. Tristeza

dedicado a Christian Boltanski

Nem sempre a tristeza é uma massa informe de pensamentos que encostados a uma certa teimosia do raciocínio, que não avança para outros objectos, permanece, ali, no lugar vazio, dirigida para nada. Melancolia, dizemos.

Por vezes a tristeza é efeito de um outro modo de os pensamentos se movimentarem. Por vezes há uma causa concreta e um alvo bem definido e então a pessoa está triste como se está dentro de uma gaveta.

Os arquivos, por exemplo, são tristezas organizadas; melancolias por ordem alfabética.

A memória ou é utilizada para avançar mais rápido ou é tendência errada, irresponsabilidade da existência; distracção na e da vida. Existir é estar preparado para esquecer. Agir é uma tentativa física de esquecimento. E voltamos a agir porque não esquecemos completamente.

Mas vê: a morte atrai os vivos porque está mais à frente.

 

Leitura por Ana Zanatti

6. Conferência

dedicado a Joseph Beuys

 

 

 

 

Um certo chapéu que, quando ele – personagem – anda, parece ser afinal a parte mais baixa do céu, isto é: um elemento importante e natural. Como se fosse a tampa de uma caixa onde o inferno está guardado e também uma mitologia boazinha com gestos que sucessivamente salvam e alimentam. O chapéu, apenas ele.

Mas há também os pensamentos que por vezes são misturados com o perigo físico numa combinação que faz da existência uma gastronomia complicada onde o cozinheiro e o alimento ocupam o mesmo espaço no mesmo tempo. Estar vivo é cozinhar o mundo e estar vivo é pertencer ao mundo: como resolver esta equação? Sentado na cadeira e a cadeira és tu.

Ele explicava coisas: como se a matéria fosse desintegrada por associações de palavras mais ou menos sensatas, mas não. Uma pedra mantém-se na sua teimosia vitoriosa, apesar de o cientista repetir 100 vezes a sua fórmula essencial; como se a pedra fosse feita de diferentes peças como a máquina, peças que exibem uma afabilidade íntima que designamos de forma depreciativa: bom funcionamento. Mil conferências não bastam para explicar uma única pedra.

5. Nudez

dedicado a Vanessa Beecroft

As mulheres desnudam-se de uma maneira mais perfeita do que aquela com que permanecem nuas. O despir tem mais elementos do que o simples estar-despido (estado final).

É a diferença entre um processo e uma conclusão: um processo pode ter inúmeras conclusões. Enquanto uma conclusão tem esta quantidade: um.

As mulheres sentam-se quando estão fortes, ao contrário dos homens que se sentam apenas depois do combate. A mulher não precisa de se levantar para combater.

Há uma certa astúcia perversa na forma como a fisiologia feminina parece não interferir nas resoluções dos astros. Porque interfere. O que é causa e efeito entre a excitação erótica e uma certa inclinação de um planeta? As mulheres e as suas maldades interferem mais na astronomia do que os astrónomos. Estes observam, aquelas cobiçam e insultam.

Os astros são coisas sensíveis, de um nervosismo previsível, mas ainda assim físico. Certas posições femininas que se aproximam da nudez instalam a perturbação em coisas que o telescópio jurara nada terem de animal. Mas afinal sim.

Leitura por Ana Zanatti

4. Espanto

dedicado a Matthew Barney

Materiais moles exibem a segunda parte de um fenómeno de que ninguém viu o início. As mobílias parecem invadidas por convulsões, mas estes distúrbios estão suspensos. Como se fosse possível fazer a estátua de um corpo que cai, no exacto momento em que cai. Não podes fazer uma estátua sem base, mas podes pensar nela, ou então fazer batota nos materiais que a constituem. Uma estátua-balão, por exemplo.

Orelhas feitas para ouvir o que ainda não começou a ser som. Orelhas grandes. Uma disformidade localizada, deficiência que permite uma maior eficiência lateral: o aumento de um lado é a prova de que esse lado se espantou. O espanto é uma técnica. O espanto é o pressuposto da atenção localizada, do aumento das possibilidades. Estar espantado é estar pronto para um alargamento das possibilidades. Estar espantado é inventar. O espanto é uma invenção do próprio corpo sobre si. Como alguém que faz um corte no seu braço, com uma lâmina escolhida entre objectos recebidos por herança familiar. O corpo espantado é o corpo que recebe um golpe.

Leitura por Ana Zanatti

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3. Pormenor

dedicado a Carl Andre

A firmeza exigida ao demónio faz deste a trave mestra do mundo. Endireitar o demónio é o processo básico da engenharia. Fazer algo é eliminar a desordem, a extraordinária capacidade da natureza para instalar o caos. Fazer é parar, à força, o mundo.

O demónio é uma energia desanimada, espalhada pelo espaço. Fazer algo é dar ânimo; alma, portanto. Isto é: dar uma direcção, impor um mapa e nesse mapa um caminho. Mas um caminho é já uma produção do homem; o mundo natural e a sua primeira voz – o demónio – não tem um caminho, mas todos e ao mesmo tempo: como alguém muito indeciso ou muito avarento que guarda tudo para si.

E o mais difícil é fazer devagar, fazer baixinho. Muito mais energia exige o pormenor. Todos os trabalhadores manuais, incluindo Deus, o sabem.

Leitura por Ana Zanatti

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2. Etiquetas

Darren Almond

A Realidade cheia de etiquetas como se ela própria necessitasse de indicações. A realidade precisa de linguagem para não se perder, nisto acredita o homem.
Mas a Realidade já existia antes do Homem, e antes do substantivo.
Não foi a palavra pedra que colocou a primeira pedra no mundo: foi a pedra que colocou a primeira palavra pedra na linguagem humana.
A realidade criou a linguagem; sem ela o linguista não teria coisas em que pudesse pousar as letras. A Língua ficaria vazia, à espera que a realidade começasse. Não houve, pois, um diálogo de gentilezas mútuas, um: comece você/ Não, primeiro você, faço questão. Nada disto. A Realidade entrou primeiro. Depois, muito mais tarde, veio a linguagem e começou a falar. E não se calou.

Leitura por Ana Zanatti

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1. Sapatos

Francis Alÿs

Quando calçamos os sapatos o mundo perde altura, muda.
Há uma inclinação do dorso das costas que corresponde à postura atenta de um investigador, e uma outra, que parece ganhar ânimo com o tambor distante ou com a proximidade do silêncio, que corresponde à postura do esqueleto de um poeta ou de um príncipe. Duas formas de relacionar a geometria e a anatomia (portanto). Ou te curvas, ou não te curvas.
Os sapatos levam atrás o caminho. Como se o caminho não fosse um elemento indiferente, mas participasse na perseguição, na fuga, na batalha. O espaço tem coisas, não é um mapa, não é um plano estúpido que só recebe; o espaço é uma forma de vigilância, é um volume, uma coisa orgânica.
Tens cidade nos pés, alguém podia dizer.

Leitura por Ana Zanatti

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CONVERSA

Gonçalo M. Tavares com Alicia Kopf

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