Teatro

Confissões de um Coração Ardente

A partir de Fiódor Dostoiévski

CCB


«Quem não ama aborrece-se, no sentido mais radical do termo. E quem se aborrece desenvolve infalivelmente as mais sólidas deformações da alma e do corpo.»
                                                                                                                                                                                                        Fiódor Dostoiévski

Inspirado na complexidade caótica do universo literário marcadamente masculino do autor, Confissões de um coração ardente mergulha a fundo nos seus romances, invocando o romantismo patente na sua obra. Para isso, e recorrendo a ambientes de grande subtileza, nos quais a tensão psicológica tem o lugar primordial no desenrolar da ação, o espetáculo explora, a partir de algumas das suas obras, a irracionalidade nos comportamentos dos heróis, as suas obsessões e os seus conflitos, traços indeléveis do realismo que caracteriza toda a obra de Dostoiévski. O cruzamento destes diferentes textos permite a possibilidade de um jogo de ligações entre os seus heróis, cujo objetivo será, acima de tudo, realçar os temas centrais do universo do autor: o Amor, a procura da Felicidade a todo o custo e a Liberdade do indivíduo.
É possível um homem ser feliz ao acreditar num ideal ou num sonho?
Partindo da seleção e organização dos textos escolhidos, Confissões de um coração ardente cria uma teia dramatúrgica flexível em que cada personagem, movida pelo Amor, expõe a sua condição humana. Privilegia-se a transversalidade do Amor, que nos heróis dostoievskianos é o principal motor das ações e da trama de que são protagonistas. Os discursos das diferentes personagens que gravitam em torno de uma figura feminina são habitados pelo sonho e pela dor, oscilando entre o trágico, o patético e o grotesco. O Amor, tantas vezes explorado, permite-nos aceder ora ao mais belo e elevado ora à imperfeição e miséria que caracterizam o ser humano que, neste espetáculo, será o mote para uma reflexão possível sobre a fragilidade, a falha e o ridículo de «Quando um homem ama uma mulher». - CARLA MACIEL

 
Carla Maciel encenação
Teresa Coutinho assistência de encenação
Albano Jerónimo, Gonçalo Waddington, Marco Paiva, Miguel Loureiro, Teresa Coutinho, Tónan Quito interpretação
Maria Ribeiro, Nádia Henriques cenografia
Daniel Worm D'Assumpção desenho de luz
Miguel Lima sonoplastia
Mário Melo Costa registo audiovisual
Manuel Poças produção

Apoio Centro de Artes de Aljustrel, Comuna – Teatro de Pesquisa, Quinta Vale D. Maria Agradecimentos Artistas Unidos, Filipe Guerra, Flávia Gato Lombardi, Júlio Alves, Maria Leonor Sousa, Nina Guerra, Maria João Brilhante, Maria Leonor Sousa, Patrícia Costa, Teatro Nacional Dona Maria II



Coprodução | CCB | Cine-Teatro Louletano




Sete Rosas Mais Tarde - Ciclo Sobre a Solidão

O ciclo dedicado à temática da solidão, cujo título foi «roubado» a um poema de Paul Celan, intitulado Cristal, propõe uma reflexão sobre uma realidade integrante da condição humana e que muito recentemente foi considerada, por várias instituições e governos, epidemia. A reflexão, contudo, não se debruça sobre discursos clínicos, mas é antes mediada por objetos artísticos que partem desse solo que cada um sente como único para o transcender e, quer através da palavra ou da música, nos confrontar com as várias modulações que a arte soube construir a partir dessa experiência radical e universal.

 

14 a 16 fevereiro 2019 | 21:00
17 fevereiro 2019 | 16:00

M/12 (classificação provisória)
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