CCB de Verão – Concertos Ao Vivo

Sábados e Domingos | 19:00 | Jardim das Oliveiras | Entrada Livre

CCB

14 julho 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
musaicus
Carla Pinto voz
Marcos Lázaro violino
Jorge Vasconcelos baixo elétrico e contrabaixo
José Vilão bateria e percussões

musaicus é uma banda de músicos com diferentes experiências e vivências musicais que se reuniram para partilhar a sua criatividade. Projeto pensado e criado por Carlos Sanches (guitarra clássica e portuguesa) e Leopoldo Gouveia (guitarra clássica), foram convidados a integrarem esta aventura, Carla Pinto (voz, letrista), Marcos Lázaro (violinista), José Vilão (bateria e percussões) e Jorge Vasconcelos (baixo elétrico e contrabaixo).
Com influências no jazz, blues, na música africana e latino-americana, esta é uma formação que se referencia no universo world music, criando um musaicus de espaços intimistas entre músicas, tradições, culturas e geografias.

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15 julho 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
ESPÍRITO NATIVO
Jacqueline Mercado voz, guitarra e bombo legüero
Rui Meira guitarra, charano e quatro venezuelano
Iúri Oliveira percussão

 «Una palabra no dice nada  y al mismo tiempo lo esconde todo»

«Semibreves da Palavra» resgata das palavras a sua olvidada origem e força primordial para deixar que estalem, que nos toquem, que digam o que têm para dizer. Surgirão assim cadenciadas pelos ritmos afro-americanos de um candombe, pela sensualidade de um landó, pela força de um joropo, pela liberdade de um festejo peruano ou de um son cubano.
Trata-se de um concerto que dá especial cuidado às letras – a música traz o texto e o texto traz a música, numa relação que na América Latina floresce de uma maneira particular.
Espírito Nativo é um coletivo de músicos dirigido por Jacqueline Mercado e Rui Meira, com diferentes projetos dedicados à música da América Latina.

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21 julho 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
ANTÓNIO EUSTÁQUIO E CARLOS BARRETTO
António Eustáquio guitolão
Carlos Barretto contrabaixo

Idealizado há cerca de 10 anos, este projeto tem-se destacado em Portugal como forma de divulgação deste magnifico instrumento musical, o guitolão, bem como destes dois excelentes criadores.
Um instrumento de tensão, mas muito equilibrado no seu balanço entre sepulturas e agudos, que seja o mesmo, suave e forte.
Apresentado aqui num contexto menos tradicional, aliado ao som do contrabaixo de Carlos Barretto, numa viagem sonora pelos mais variados territórios musicais: jazz, música tradicional e até algum rock.

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22 julho 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
PETIT GATÔ
Ricardo Torres clarinete
Vítor Nunes acordeão
Pedro F. Sousa contrabaixo

Um clarinetista, um acordeonista, um contrabaixista.
Quem são? Três amigos.
Que têm em comum? O desejo de tocar em conjunto.
E tanto assim é que, simplesmente, têm o prazer da partilha musical, sendo esta, executada ao vivo sem artifícios outros para além do virtuosismo próprio de cada instrumento, criando e recriando sonoridades de um tempo num espaço que só não poderiam existir se, numa memória tão longínqua mas tão íntima, não estivessem em ebulição efervescente neste grupo.
Com a destreza curiosa de um gato, abordam vários estilos e sonoridades musicais, que passam pelo cancioneiro francês, o tango, o jazz, a bossa-nova e até mesmo um repertório mais atual, sempre com a liberdade e espontaneidade tão próprias de um Petit Gatô.

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28 julho 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
LUIZ CARACOL
Luiz Caracol voz e guitarra

Luiz Caracol é músico, cantor e autor português que tem na génese do seu trabalho uma mestiçagem muito própria, fruto da forte influência urbana da cidade de Lisboa, onde vive, e do hemisfério sul, África, de onde sempre se sentiu fazer parte.
Colaborou com nomes como Sara Tavares, Zeca Baleiro, Manecas Costa, Fernanda Abreu, Uxía, Narf, Aline Frazão ou Tito Paris, assim como também tem sido parceiro autoral de nomes como Jorge Drexler, Fernando Pessoa, Mia Couto, José Luís Peixoto, Fred Martins, Edu Mundo, entre muitos outros.
Nascido em Portugal, mas gerado em Angola, Luiz Caracol sempre assumiu na sua música e nas suas letras um forte lado mestiço, em que a obra dos grandes cantautores portugueses encontra ecos em grandes nomes da canção brasileira, cabo-verdiana ou angolana, assim como no funk, no rock ou no reggae.
Por isso é que no seu segundo álbum, Metade e Meia, pode encontrar-se toda a sua mestiçagem e mistura de influências que em si existem, como muitos dos elementos que o caracterizam e caracterizam a sua maneira de fazer música, em que as texturas e as sonoridades de uma Lisboa marítima e mulata se misturam com as suas palavras e as suas histórias, assim como com as dos seus parceiros autorais.
É o culminar de uma maturada viagem sonora, lírica e musical que se deve ao seu percurso a solo, mas nunca solitário.

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29 julho 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
RUA DA LUA
Tatiana Carmo voz
Rui Silva contrabaixo
Manú Teixeira percussão
Carlos Lopes acordeão
Tiago Oliveira guitarra

Nascido em 2008, pela mão da experiência marcante de dançar o fado, Carlos Lopes, Tiago Oliveira, Manú Teixeira, Rui Silva e mais tarde Tatiana do Carmo, apercebem-se da química que os une e que flui nas composições originais que então têm início.
Assim nasce um nome de rua, de lua, onde cabe toda a inspiração, o que já era e volta a ser, as versões únicas revisitadas e os pequenos passos para a banda, grandes para a música Portuguesa.
Na Rua da Lua, as histórias são terrenas, quotidianas, evocam memórias e futuro, fazem a leitura de modos de estar e sentir, que se materializam quando cantados e aplaudidos por quem ouve.
Uma viagem pelo que já sabemos, sem sabermos que se podia dizê-lo assim.
A Lua como pano de fundo é a luz de um cenário onde as peças originais se desenrolam e se ligam. «Sabe bem» ouvir que «Há vida no bairro», onde por «Três paus» se fazia a festa, onde se canta o «Fado Bisnaga», enquanto «Maria lua Mulher» assume ser amante do Mar. Onde a paixão é «Feita de Lua» e o «Tempo, dono de ninguém», passa a correr e nos mostra «O fim», que se veste de início de uma banda que já tem o seu lugar.
O CD de estreia Rua da Lua, inclui nove originais e duas versões arrebatadoras de temas que ainda hoje fazem história.
Músicos exímios e cúmplices, através da voz de Tatiana do Carmo, criam um novo mundo, onde todos, por uma ou outra razão se reveem.
Acordeão, guitarra clássica, contrabaixo e percussão são os ingredientes que cozinham um som universal, que atravessa gerações e as une, numa viagem que se quer repetir.

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4 agosto 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
RUI DRUMOND & THE SOUL JOURNEY
Rui Drumond voz
Marco Reis guitarra elétrica
Ricardo Dick baixo
Rui Reis bateria
Aleixo Franco piano

Dono de uma voz inconfundível, Rui Drumond reencontra-se com as suas raízes, com a sua zona de conforto, a sua inspiração de sempre: a soul e o jazz.
The Soul Journey é uma viagem entre o «old school» e o atual da música soul. Através de versões únicas, originais e de algumas fusões, Rui Drumond, acompanhado por músicos de excelência, criou um espetáculo contagiante, único, e com toda a magia da soul.


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5 agosto 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
PELA RUA FORA
Claudio Alves voz e guitarra
Gonçalo Sousa harmónica

Cláudio Alves e Gonçalo Sousa apresentam Pela Rua Fora.
O projeto Pela Rua Fora, formado pelo cantor e guitarrista Cláudio Alves e pelo harmonicista Gonçalo Sousa, explora um universo musical sem fronteiras onde a improvisação e o diálogo musical são pedras basilares.

«Pela Rua Fora é uma construção sólida baseada no efémero, o assobio de um pássaro urbano feito espuma no passeio, maré de sonhos, baile de dedos, um canto à vida mais além do palco» - MILI VIZCAÍNO

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11 agosto 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
PENICOS DE PRATA
Catarina Santana ukelele e voz
André Louro guitarra e voz
Eduardo Jordão contrabaixo e voz
André Pontífice violoncelo e voz
 
Os Penicos de prata compõem música para poemas de cariz erótico e satírico.
Depois de se terem debruçado sobre alguns dos poemas incluídos na Antologia de poesia portuguesa erótica e satírica, organizada e publicada por Natália Correia em 1966 (e logo apreendida pelas estruturas competentes do Estado Novo), a formação alargou o leque de autores portugueses a que recorre, integrando, por exemplo, contributos de António Botto, Fernando Pessoa, Liberto Cruz e Adília Lopes. Com um contrabaixo, um violoncelo, um ukelele e uma guitarra, os Penicos de prata aliam a poesia à música e associam-lhe a teatralidade presente na sua postura em palco e na utilização da voz. Fazem-no, no entender de Liberto Cruz, «astuciosa e inteligentemente», «sem rodeios, rodriguinhos ou subterfúgios», encontrando no acompanhamento musical uma forma de reforçar o carácter desconcertante e transgressor dos textos literários, invariavelmente irónico e hilariante.
Os Penicos de prata nasceram em 2002, em Almada, quando André Louro foi convidado por João Lima a musicar poemas eróticos de Natália Correia. O projeto transformou-se entretanto num quarteto de voz e cordas e é mantido em paralelo com as carreiras artísticas dos seus membros: André Louro e Catarina Santana são atores, Eduardo Jordão e André Pontífice são músicos de formação clássica.
Este ano os Penicos de Prata irão apresentar novos temas com textos de Raquel Serejo Martins e Valério Romão.

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12 agosto 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
PROJECTO AAMA
Mili Vizcaíno voz
Cláudio Andrade (Brasil) piano e teclados (membro da banda de Seu Jorge e Gilberto Gil)
Sebastien Scheriff  (Argentina)bateria e percussões
Yannick Nolting (Alemanha) baixo elétrico
Cláudio Alves (Portugal)  guitarra elétrica e voz
 
AAMA é um projeto de música fundado em finais de 2016 por Mili Vizcaíno constituído por músicos de várias nacionalidades que residem na cidade de Lisboa. A palavra Aama significa «Sim» em Tamil (idioma indiano) e representa uma visão positiva do coletivo sobre a vida e a música.
A sua música pode ser definida por uma original abordagem ocidental da música carnática, através da introdução de elementos provenientes de outros estilos de música que vão desde o jazz ao flamenco. Os AAMA não procuram ser uma formação de música indiana ou de jazz, dado que a sua visão da música é assente num processo conjunto de composição e arranjo, no qual resulta um som autêntico, orgânico e diferente, resultado este das várias influências e experiências musicais de cada elemento da banda.
Este projeto pode ser inserido no âmbito da world music ou fusão, onde a música indiana é a principal fonte de inspiração.
Cantando em tamil, sânscrito, espanhol, inglês ou português, a cantora espanhola Mili Vizcaíno, acompanhada parcialmente pelo seu Shruti Box, é a líder do projeto e cativa quem a escuta com o seu canto poderoso, sensível e virtuoso.
Os AAMA proporcionam a quem assiste um concerto ou escuta sua música uma poderosa viagem musical entre vastas paisagens indianas combinadas com melodias de carácter místico, intimista e fascinante acompanhadas por um groove muito próprio da banda, onde a improvisação também é uma das essências desta música.

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18 agosto 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
TRÊS BAIRROS
Guilherme Madeira voz
João Correia guitarra clássica
Ricardo Gama guitarra portuguesa
 
Em 2015, Guilherme Madeira, João Correia e Ricardo Gama juntam-se para formar algo que trouxesse o melhor da musicalidade que há em cada um, combinando vários géneros e formas de abordar a música.
Cada um traz na alma uma história. Misturam o fado e as guitarradas, unindo o calor das searas, desde a lezíria à frescura da serra. Juntos são os Três Bairros.
Um alentejano de Mértola e um saloio de Sintra tinham acabado de se juntar a um ribatejano, em Santarém, a sua cidade natal, tendo a música e a paixão pelo Fado como denominador comum.
As influências daquele que, desde há seis anos, é património imaterial da humanidade, manifesta-se tanto na escolha do nome, ao trazerem o tema de Casimiro Ramos para batizar o grupo, como na sonoridade, para onde cada um trouxe o melhor da sua musicalidade, combinando vários géneros e formas de abordar a música. Como conjunto, não procuraram traçar uma linha orientadora, agarrando-se a um género específico, deixaram-se levar pelas várias contribuições e por onde a composição, a três, lhes permitia viajar.

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19 agosto 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
DANIEL BERNARDES E JOÃO MORTÁGUA
Daniel Bernardes piano
João Mortágua saxofone
 
Daniel Bernardes e João Mortágua reúnem-se pela primeira vez desafiados em exclusivo pela programação do CCB de Verão 2018.
Um encontro entre dois excelentes músicos com muito em comum.
Daniel Bernardes é uma figura incontornável do panorama musical português e tem vindo a construir uma carreira marcada pela exploração dos contactos entre o jazz e a música de tradição europeia.
João Mortágua um dos saxofonistas surgidos em cena nos últimos anos e que se destacou entre os mais completos e desafiantes que além de ter uma voz própria, apresenta uma visão do jazz muito pessoal bem explícita em composições que são elegantes sem serem pretensiosas e que proporcionam tanto a improvisação solística como uma dinâmica de grupo particularmente feliz.
Da associação destes dois artistas poderemos esperar uma música tão sólida e afirmativa como resultado de uma mistura de referências e influências diversificadas e com uma elasticidade de vocabulário surpreendente sem nunca perderem a sua identidade pessoal.

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25 agosto 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
ANDRÉ FERNANDES TRIO
André Fernandes guitarra
João Correia bateria
Francisco Brito contrabaixo
 
Qualquer alma que devote o mínimo de atenção às movimentações jazzísticas portuguesas da última década e meia sabe que, quando se fala de guitarristas, há um nome que se destaca acima de qualquer suspeita: André Fernandes.
Exímio instrumentista e dotadíssimo compositor, já tocou com uma miríade de enormes jazzmen nacionais e estrangeiros que lhe elogiam a originalidade (Lee Konitz, Mário Laginha, Maria João, Bernardo Sassetti, David Binney entre outros), a vitalidade e a versatilidade artística. Incansável obreiro do jazz local - não apenas como músico, mas também como mentor da editora Tone Of A Pitch - André Fernandes apresenta-se no formato de trio, onde adapta o seu vasto repertório a uma instrumentação mais reduzida do que lhe é habitual, e explora desta forma novas sonoridades para a sua música.

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26 agosto 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
KOLME
Ruben Alves piano
Miguel Amado contrabaixo
Carlos Miguel bateria
 
A formação piano + contrabaixo + bateria é provavelmente a mais marcante na história do jazz pós-bebop.
Com o legado deixado pelos trios de Bill Evans, Keith Jarrett e mais recentemente Brad Mehldau, a importância desta formação é incontornável.
KOLME é uma nova perspetiva do trio de piano no jazz.
Com influências recebidas de várias áreas musicais, devido ao percurso multifacetado dos três músicos.
O repertório composto quase exclusivamente de temas originais, surpreende pela diferença que marca em relação as suas próprias referências.

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1 setembro 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
TIROLIRO E VLADIMIR
Gimba voz e guitarra
Jorge Galvão voz e guitarra
 
Tiroliro e Vladimir (aliás, os guitarristas e cantores Gimba e Jorge Galvão) apresentam um reportório lendário - que tem muito para contar - cheio de canções fresquinhas e divertidas.
Querem ouvir a história?
O histórico grupo Os Afonsinhos do Condado começou sendo um duo chamado Tiroliro e Vladimir, que nunca chegou a gravar o seu reportório a duas vozes e duas guitarras, pois as canções dos discos que o público conhece(u) foram compostas e publicadas quando o duo era já um trio (onde pontificava o não menos lendário contrabaixista e cantor Nuno “Dr.” Faria!)...
Essas músicas que Tiroliro e Vladimir deram ao mundo na idade de ouro dos bares lisboetas (primeira metade dos anos 80) eram (e são!) – como foi dito – «divertidas e fresquinhas», e permaneceram intocadas até aos nossos dias! Note-se que esta «idade de ouro» se refere a um período em que pelos referidos bares davam também os primeiros passos nomes como Jorge Palma, Mário Mata, Fernando Pereira, Michel, Alexandra Solnado, Telectu (Vitor Rua e Jorge Lima Barreto), Joaquim Caixeiro (mais tarde «Quinzinho de Portugal»), o malogrado Rui Siqueira, Rodrigo d’Orey e muitos outros, enfim: um autêntico caldeirão de talentos!
Trinta anos passados, em 2015, aquando da abertura do espaço Clube Royale na agora badalada zona do Poço dos Negros, surgiu o convite para o duo desenterrar o baú com as suas antigas canções e apresentar esse seu reportório «pré afonsino» no seu formato original, a duas vozes e duas guitarras.
Depois de um período de ensaios, que envolveram muita «arqueologia cerebral» (dado o hiato de três décadas...), as músicas - compostas quando os rapazes andavam na casa dos vinte anos - voltaram a ganhar vida, e aí estão - prontas para todas as plateias, já que desde aí, estes rapazes – que já são uns senhores – as têm tocado sem parar!

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2 setembro 2018 | Jardim das Oliveiras | 19:00
TRIO ORFEU
Fred Martins voz e violão
Ruca Rebordão percussão
Jed Barahal violoncelo
 
A grande bossa do Brasil na poesia de Vinícius de Moraes e Tom Jobim.
No ano de 1942 Vinícius de Moraes passava alguns dias na casa de um amigo, em Niterói, no Morro do Cavalão. Foi lá, lendo um livro sobre mitologia grega enquanto ouvia, ao longe, o som de uma batucada vindo de uma favela próxima, que o poeta vislumbrou o mito grego de Orfeu transposto para o ambiente das escolas de samba. Naquele momento, a sua tragédia carioca ganhava o primeiro ato.
A 25 de setembro de 1956 a peça finalmente estreia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a participação de grandes nomes da cultura brasileira de então: Oscar Niemeyer fez os cenários, Carlos Scliar e Djanira fizeram os cartazes, o Teatro Experimental do Negro de Abdias Nascimento forneceu os atores para o elenco, como o próprio Abdias, além de Haroldo Costa, Ademar Pereira da Silva, Ruth de Souza entre outros. Foi a primeira vez, na história do Teatro Municipal, que atores negros pisaram no seu palco.
Foi também por causa de Orfeu da Conceição que Vinícius iniciou a sua parceria brilhante com Tom Jobim. Através de Lúcio Rangel, o poeta conhece o compositor e ambos trabalham na banda sonora da peça. Ela sai em disco no mesmo ano, tornando-se um dos marcos fundadores de uma estética que três anos depois seria chamada definitivamente de Bossa Nova.
O Trio Orfeu, constituído por Fred Martins na voz e violão, Jed Barahal no violoncelo e Ruca Rebordão, propõe um programa baseado nos clássicos consagrados da bossa nova brasileira.


PARCERIA | CCB/ADDMORE

 

 

 

 


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