Temporada Sinfónica

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Quatro Últimas Canções

OML - Quatro Últimas Cancões ©Pedro Proença

OML - Quatro Últimas Cancões ©Pedro Proença

Richard Strauss compôs mais de duzentas. Ao fim das Quatro Últimas Canções, conseguiu um silêncio e uma serenidade de encher o peito. Em 1948, já com 84 anos de idade, completou este breve ciclo temático em que enfrentou com despudor o assunto da Morte. Três das canções têm poemas de Hermann Hesse, vencedor do Prémio Nobel, dois anos antes. A Morte é assim evocada na sua expressão mais sublime, como um estágio da existência propício à reflexão contemplativa da própria vida. A entoação dolente da voz soprano deseja com ardor o retorno da primavera. Projeta a fadiga e o descanso na descrição de um jardim outonal. Mergulha num sono eterno e livre, diante do céu que escurece. Diz adeus às cotovias e ao perfume do ar, numa paz profunda e tranquila. Em sentido inverso, e do mesmo Strauss, junta-se neste programa uma obra que remonta ao início da sua carreira, no final da década de 1880. O poema sinfónico Macbeth, baseado no drama de Shakespeare, apresenta uma escrita orquestral cheia de vitalidade, imponente, na linhagem de Liszt e Wagner. Contrasta, também aqui, com a mais bucólica das sinfonias de Antonín Dvořák, composta pela mesma altura no coração da Boémia.

Elisabete Matos soprano
Kristjan Järvi direção musical

Programa
R. Strauss
Macbeth, Op. 23 (1888, 22 min.)
R. Strauss Vier letzte Lieder,  Op. posth (1948, 17 min.)
A. Dvorak Sinfonia N.º 8 em Sol maior, Op. 88 (1889, 39 min.)



Coprodução | CCB | Metropolitana


Sete Rosas Mais Tarde - Ciclo Sobre a Solidão

O ciclo dedicado à temática da solidão, cujo título foi «roubado» a um poema de Paul Celan, intitulado Cristal, propõe uma reflexão sobre uma realidade integrante da condição humana e que muito recentemente foi considerada, por várias instituições e governos, epidemia. A reflexão, contudo, não se debruça sobre discursos clínicos, mas é antes mediada por objetos artísticos que partem desse solo que cada um sente como único para o transcender e, quer através da palavra ou da música, nos confrontar com as várias modulações que a arte soube construir a partir dessa experiência radical e universal.

 

24 fevereiro 2019 | 17:00

M/6
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