Integrado no Ciclo de Zeus a Varoufakis

Orquesta Sinfónica Castilla y León

Temporada Darcos

CCB

©Direção-Geral do Património Cultural / Arquivo de Documentação Fotográfica

Vultos incontornáveis do romantismo musical europeu e profundos conhecedores da arte grega, R. Wagner e H. Berlioz deixaram para a história da música dois ciclos de canções que revelam o génio de cada um: os Wesendonck lieder e Les nuits d’été, respetivamente. São canções de um lirismo exacerbado e de fulminante paixão, cristalizando singularmente a época na qual os dois compositores viveram. Estes dois ciclos, verdadeiros tours de force para qualquer cantor, serão interpretados pela internacional soprano portuguesa Elisabete Matos, que estreará também a obra do compositor Nuno Côrte-Real, Canções Helénicas, sobre poemas de Sophia. Completando o programa, ouvir-se-á a abertura A Consagração da Casa, de L. V. Beethoven, composta em 1822 para a inauguração de um novo teatro em Viena. Este pequeno trecho, ao estilo de Bach e de Händel, integrou a reposição da música incidental As Ruínas de Atenas, substituindo a anterior abertura. O concerto terá a participação da Orquesta Sinfonica Castilla y León, com direção musical de Nuno Côrte-Real.

Nuno Côrte-Real direção musical
Elisabete Matos soprano

Nuno Côrte-Real Canções Helénicas (de Sophia) – Estreia Absoluta
   I. O búzio de Cós 
   II. A Hera 
   III. Beira Mar 
   IV. Orpheu
Ludwig van Beethoven Abertura de A Consagração da Casa, op. 124
Richard Wagner Wesendonck Lieder (Mottl/Wagner)
Hector Berlioz Les nuits d'été, op.7

Produção | CCB


Este espetáculo está integrado no ciclo DE ZEUS A VAROUFAKIS aqui

A Grécia nos Destinos da Europa

Da Grécia Antiga à atualidade, este núcleo programático percorre algumas das ideias e valores que a cultura grega incutiu no solo cultural do ocidente, moldado e consolidado através das várias expressões artísticas que dão corpo e estruturam um modo de ser, ver, sentir e pensar.
Num momento em que a Europa, herdeira deste caldo multímodo e multicultural, parece esquecer-se dos fundamentos que lhe foram desenhando o rosto, é altura de acolhermos pela arte o modo diverso de sermos europeus, revisitando a Grécia do passado e a atual, deixando-nos interpelar pela força da imaginação e das várias expressões artísticas.

20 janeiro 2018 | 21:00

M/6
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