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Dia Mundial da Poesia 2018

Celebração de Natália Correia

CCB

ENTRADA LIVRE ATÉ AO LIMITE DA CAPACIDADE DAS SALAS

Pelo décimo primeiro ano consecutivo, o Centro Cultural de Belém comemora o Dia Mundial da Poesia, no dia 24 de março, celebrando este ano a vida e obra de Natália Correia. Um ambiente de festa com muita cor e poesia, para todas as idades, invade os mais variados espaços do Centro Cultural de Belém.

Natália de Oliveira Correia nasceu na ilha de São Miguel, Açores, no dia 13 de setembro de 1923, e morreu em Lisboa, no dia 16 de março de 1993. Importante figura da cultura portuguesa da segunda metade do século XX, notabilizou-se como poetisa e como política.


15:00 – 19:00
Feira do Livro de Poesia 
Entrada do Centro de Congressos e Reuniões | Piso 1

 Na entrada e receção do CCB poderá encontrar o seu poeta preferido ou último livro de poesia editado. Parceria com a livraria Bertrand

Espaço Imprensa Nacional-Casa da Moeda 
Centro de Congressos e Reuniões | Piso 2
No posto de venda da Imprensa Nacional-Casa da Moeda poderá encontrar o livro que falta na sua biblioteca.


Gastronomia dos Açores 
Espaço Gastronómico dos Açores | Receção | Piso 1
 Visite o espaço de degustação e venda de produtos gastronómicos dos Açores: chá, pão levedo, licores, queijos e fruta.


Diga lá um poema 
Sala Eugénio de Andrade | Piso 1
Espaço aberto para leituras de poesia em voz alta, organizado como um estúdio de gravação, onde o público é convidado a dizer os seus poemas favoritos ou de sua autoria. As filmagens são posteriormente exibidas ao longo do dia num ecrã junto à Sala de Leitura.


Natália Correia, deputada parlamentar 
Foyer da Sala Almada Negreiros | Piso 1
Natália Correia notabilizou-se também como como política.  Foi eleita deputada à Assembleia da República, pelas listas do PPD, de 1979 a 1980 e de 1980 a 1983, e pelo PRD, como independente, de 1987 a 1991. Colaboração com a RTP

Natália Correia, uma voz rebelde
Sala Almada Negreiros | Piso 1
A rica imaginação metafórica de Natália Correia coloca-a num lugar especial na literatura do século XX. É uma voz rebelde que foi construindo o seu percurso literário e cívico juntando o talento poético e a energia orientada pelos valores da verdade e da justiça. A sua voz é singular e presente. Nunca se fechou em torre de marfim. Trilhou sempre os caminhos da liberdade. Parceria com o Centro Nacional de Cultura 

15:00 | Abertura Elísio Summavielle / Guilherme d'Oliveira Martins
15:15 | A intervenção cívica e cultural Guilherme d'Oliveira Martins / Álvaro Laborinho Lúcio
15:45 | O pensamento inovador Adalberto Alves / Fernando Dacosta
 
16:15 INTERVALO

16:45 | A diversidade criativa José Carlos Vasconcelos / Manuela Ramalho Eanes / Ana Paula Costa / «Nome: Natália», por Maria Emília Castanheira


Poesia Latino-Americana 
Sala Maria Helena Vieira da Silva | Piso 1
Conceção e organização Casa da América Latina 

Parceira habitual do Dia Mundial da Poesia, a Casa da América Latina traz-nos a obra de Claribel Alegría (Nicarágua/El Salvador), Prémio Rainha Sofia de Poesia Ibero-americana de 2017, e a visita de Antonio María Flórez (Espanha/Colômbia), autor de Desplazados del paraíso, um dos livros de referência da poesia colombiana contemporânea.

15:00-17:00 Poesia de Claribel Alegría. Leituras coordenadas por Isabel Araújo Branco
17:00-19:00 Poesia de Antonio María Florez. Leituras pelo próprio e por convidados latino-americanos

 
15:00 – 18:00

Papel Poético – Oficina de Construção de Livros e Histórias 
Salas Daciano da Costa e Cottinelli Telmo | Piso 1

Fábrica das Artes - Para Todas as Infâncias 
CONCEÇÃO E ORIENTAÇÃO ANTONELLA GILARDI E DORA BATALIM SOTTOMAYOR
PÚBLICO-ALVO FAMÍLIAS COM CRIANÇAS DOS 5 AOS 12 ANOS

Duas contadoras de histórias irão levar-te a dar vida a pequenos livros poéticos, nesta oficina de poesia, papel e criação.
Com materiais simples e algum truque na manga vamos montar palavras e cadernos, de onde cada um fará nascer a sua história, para encantar os olhares e ouvidos dos presentes.


15:00 – 16:00

Vida na Poesia e Poesia na vida: Origens açorianas de Natália Correia 
Sala Sophia de Mello Breyner Andresen | Piso 1
António Valdemar

A poesia não pode ser comemorada uma vez por ano e apenas num dia. Constitui, em todos os tempos e em todos os lugares do universo, uma das reivindicações do quotidiano de todos nós. Como Natália Correia escreveu: «É na poesia que realizámos o nosso ser integral, na comunhão com o outro. Sem isso o nosso eu está incompleto».


Celebrar a poesia com Alice Vieira 
Sala Vianna da Motta | Piso 1
Alice Vieira como poucas vezes se vê, a celebrar a poesia, a sua poesia, sobretudo a que consta no seu mais recente livro, Olha-me Como Quem Chove, título que parte de uma epígrafe que tem que ver com um poema de Ruy Belo, e no qual são abordados temas com que todos nos identificamos,  como o quotidiano de amores reencontrados e perdidos, recordações como sustentáculo da vida, da aprendizagem de novos lugares e novas sensações, das perdas que se enraízam na nossa pele e nos ajudam a sobreviver. Temas que seguramente servirão de mote para a conversa com o jornalista Luís Caetano, durante a qual também teremos a oportunidade de escutar a autora a ler alguns dos seus poemas.


A antologia da poesia erótica e satírica, o julgamento de Natália Correia 
Sala Luís de Freitas Branco | Piso 1 
Francisco Topa

Há meio século, Natália Correia, o editor Fernando Ribeiro de Melo e os poetas Mário Cesariny de Vasconcelos, Luiz Pacheco, Ary dos Santos e E. M. de Melo e Castro foram condenados pela sua participação numa antologia que foi considerada um ultraje à moral pública. O processo estendeu-se de 1966 a junho de 1973, envolveu a fina-flor da advocacia da época que militava na oposição ao regime (Manuel João da Palma Carlos, Fernando Luso Soares, Francisco Salgado Zenha) e terminou com a destruição pelo fogo dos 38 exemplares apreendidos.
A evocação do episódio no Dia Mundial da Poesia é uma forma de homenagear a inteligência e a coragem de Natália Correia e dos seus companheiros de aventura, mas também de refletir sobre outras formas de condicionamento da poesia que continuam a ser praticadas em muitas partes do mundo.

 
15:30 – 18:30

Maratona de Leitura
Celebrar Natália Correia por ocasião dos 25 anos da sua morte 
Sala Fernando Pessoa | Piso 1
Apresentação Pedro Lamares

Leitura dos poemas dos seis vencedores do concurso Faça lá um Poema, organizado em colaboração com o Plano Nacional de Leitura. Será ainda lida poesia de Natália Correia por diferentes individualidades da nossa vida pública. Parceria com o Plano Nacional de Leitura

 
16:30 - 17:30

Música Medeiros | Lucas
Pequeno Auditório (entrada na sala mediante o levantamento de bilhetes)

Medeiros/Lucas são Carlos Medeiros e Pedro Lucas, o primeiro é um veterano cantor dos Açores ligado à música tradicional e o segundo é um jovem produtor e guitarrista seu conterrâneo. Em vésperas do lançamento do seu terceiro trabalho de estúdio – Sol de Março – vêm ao Pequeno Auditório do CCB revisitar os seus trabalhos anteriores: Mar Aberto (2015) e Terra do Corpo (2016). De modo a celebrarem a poesia das suas canções, com letras do escritor João Pedro Porto e de vários autores do séc. XX ligados às ilhas, o concerto vai ter um formato inédito, com arranjos minimais a juntarem-se à voz grave de Medeiros. Para além de Lucas em guitarra acústica e elétrica, este concerto conta ainda com a presença do teclista e compositor vimaranense Rui Souza em piano e sintetizadores.

 
17:00 – 18:30

À conversa com amigos de Natália 
Sala Luís de Freitas Branco
| Piso 1
Coordenação José Manuel dos Santos 
As estórias, as vivências, o perfil e os afetos. Uma tertúlia feita por quem bem a conheceu. Com Cruzeiro Seixas, Manuel Murteira, António Valdemar e António Victorino de Almeida.


17:30 – 18:30

1968-1974. Natália Correia superstar? Dos discos a Vilar de Mouros, à revelia da lei da rolha
Sala Sophia de Mello Breyner Andresen
| Piso 1
David Ferreira

No dia dedicado a Natália Correia, David Ferreira recorda a camaradagem que unia o seu pai, David Mourão-Ferreira, à poetisa e os tempos em que uma autora de muitas peças censuradas descobriu novos desafios na gravação de discos. Curiosamente, este ano completa-se meio século sobre o famoso serão de Vinicius de Moraes em casa de Amália (gravado para disco), em que Natália e Mourão-Ferreira tiveram destacada participação.
David Ferreira nasceu em Lisboa e era adolescente quando conheceu Natália Correia, que o intimidava com o seu tom definitivo e uma postura de permanente desafio. Ouvindo o pai, aprendeu a respeitar a artista e a mulher corajosa, detestada pelos inimigos das correntes de ar. David Ferreira, depois de ter trabalhado na edição discográfica durante quase 40 anos, dedica-se hoje à realização de vários programas de rádio na Antena 1.


Produção | CCB

 

 


24 março 2018 | 15:00 às 19:00

No CCB
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