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Sete Rosas Mais Tarde

Ciclo Sobre a Solidão

CCB

CCB, inv, G22
Fotografia CCB/Tiago Pinto,2018


CRISTAL
«Não busques nos meus lábios a tua boca,
nem diante do portão o forasteiro,
nem no olho a lágrima.

Sete noites mais alto muda o vermelho para vermelho,
sete corações mais fundo bate a mão à porta,
sete rosas mais tarde rumoreja a fonte.»

Paul Celan
Tradução de João Barrento e Y.K. Centeno


O ciclo dedicado à temática da solidão, cujo título foi roubado a um poema de Paul Celan intitulado Cristal, propõe uma reflexão sobre uma realidade integrante da condição humana e que muito recentemente foi considerada, por várias instituições e governos, epidemia. A reflexão, contudo, não se debruça sobre discursos clínicos, mas é antes mediada por objetos artísticos que partem desse solo que cada um sente como único para o transcender e, quer através da palavra ou da música, nos confrontar com as várias modulações que a arte soube construir a partir dessa experiência radical e universal.
O ciclo inicia-se com uma conferência sobre o poeta Paul Celan, proferida pelo Prof. João Barrento, seu tradutor.
Em fevereiro e março, teremos duas propostas teatrais que abordam, a partir da experiência amorosa, as falas da solidão – Confissões de um coração ardente, inspirada na obra de Dostoievski, com encenação de Carla Macielm e A Criada Zerlina, de Hermann Broch, com encenação do cineasta João Botelho; também em março, teremos A Boda, de Brecht, com encenação de Ricardo Aibéo e uma conferência/performance de Sónia Baptista, Sozinhar, em que se propõe a construção de uma poética da palavra e do gesto.
O Castelo do Barba Azul, ópera em um ato de Bela Bartók, e A Voz Humana, de Francis Poulenc, com encenação de Olga Roriz, vão estar no Grande Auditório, numa coprodução com o Teatro Nacional de São Carlos e com direção de Joana Carneiro. A Orquestra Metropolitana de Lisboa, com direção de Eivind Jensen, e a soprano Elisabete de Matos irão interpretar, em fevereiro, as Quatro Últimas Canções, de Richard Strauss; em março, uma das obras mais marcantes do compositor António Pinho Vargas, Six Portraits of Pain, com direção de Pedro Amaral, que será acompanhada por um filme de Teresa Villaverde, realizado propositadamente para esta peça, desafio que o CCB lançou à cineasta. A programação musical fecha com a apresentação, em fevereiro, de Linus Roth e o seu Stradivarius a solo.
A Fábrica das Artes completa a programação do ciclo com a reposição de Margem, de Victor Hugo Pontes, trabalho que se inspirou em Capitães da Areia, de Jorge Amado, e Pink for Girls, Blue for Boys, da coreógrafa Tabea Martin, espetáculo que lança um desafio aos mais novos sobre as questões da identidade e de género

CONFERÊNCIAS
9 FEV 2019 «O POEMA É SOLITÁRIO E VAI A CAMINHO…» PAUL CELAN
16 MARÇO 2019 | SOZINHAR | Sónia Baptista

TEATRO
14 A 17 FEVEREIRO 2019 | CONFISSÕES DE UM CORAÇÃO ARDENTE | encenação Carla Maciel
21 FEV A 6 MAR 2019 | A CRIADA ZERLINA | encenação João Botelho
23 A 28 MAR 2019 | A BODA | encenação Ricardo Aibéo

MÚSICA
24 FEVEREIRO 2019 | QUATRO ÚLTIMAS CANÇÕES | Orquestra Metropolitana de Lisboa
28 FEVEREIRO 2019 | STRADIVARIUS A SOLO | Linus Roth violino
6/8/10 MARÇO 2019 | A VOZ HUMANA | O CASTELO DO BARBA AZUL | Orquestra Sinfónica Portuguesa
24 MARÇO 2019 | SIX PORTRAITS OF PAIN | Orquestra Metropolitana de Lisboa

FÁBRICA DAS ARTES
ESPETÁCULO DE DANÇA 
1 E 2 FEVEREIRO 2019 | PINK FOR GIRLS, BLUE FOR BOYS | coreografia Tabea Martin

ESPETÁCULO DE TEATRO/DANÇA
22 A 24 FEV 2019 | MARGEM | direção Victor Hugo Pontes

UMA ENCOMENDA CCB / FÁBRICA DAS ARTES APRESENTADA ORIGINALMENTE EM JANEIRO DE 2018


1 fevereiro a 28 março 2019

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