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Temporada Sinfónica e Ópera

Orquestra de Câmara Portuguesa

©Ivo Cordeiro

A história é das mais conhecidas da história da música, assim como a sinfonia que leva o número 45 na longa série que Haydn escreveu. De acordo com o que o próprio Haydn contou aos seus biógrafos no final da vida, no ano de 1772 o Príncipe de Eszterhaza prolongou a sua estadia na residência de Verão muito além do que seria de esperar. Saudosos da família, os músicos pediram a Haydn para intervir. O compositor, com a maior subtileza, acrescentou um adagio no final da sinfonia em que os músicos se vão retirando sucessivamente até que ficam apenas dois músicos, num claro sinal de que é tempo de terminar. O Príncipe entendeu a mensagem e encerrou a estadia no dia seguinte.
A começar este concerto, ouvimos a música do compositor francês Gérard Grisey. A sua música é muitas vezes considerada como música espectral, embora tenha vindo a rejeitar este rótulo em vários textos e entrevistas. A verdade é que Grisey passou grande parte de sua atividade a explorar o espectro das cores e as tonalidades. Para além disso, este compositor era fascinado por processos musicais que se desdobram lentamente, fazendo do tempo musical o elemento mais importante de muitas de suas peças.


Orquestra de Câmara Portuguesa
Pedro Carneiro direção e apresentação
Teresa Simas encenação

Programa
Gérard Grisey Partiels (1975)
J. Haydn Sinfonia nº. 45 em Fá sustenido menor, O Adeus




Produção | CCB

5 novembro 2017 | 17:00

M/6
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