Isabelinha

Há Fado no Cais

Isabelinha

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Na infância de Isabelinha, a música estava em toda a parte. No ballet clássico, que praticou até aos 17 anos, ou em casa, onde todos os dias se ouvia jazz, blues, bossa nova, música erudita e fado. O fado ocupou, desde cedo, um lugar à parte. Uma espécie de bairro imaterial habitado por toda a família: pais, avós, tios-avós, amigos de longa data. Um código postal tocado à guitarra. Um bilhete de identidade escrito a cantar. A certeza de se pertencer a qualquer coisa. A qualquer coisa maior.
Pelas vozes da mãe e da tia-avó, sempre acompanhadas por um qualquer ilustre guitarrista de ocasião, teve o primeiro contato com os mestres do fado: Fernanda Maria, João Ferreira-Rosa, Carlos Ramos, Amália, Maria Teresa de Noronha, Teresa Tarouca, Beatriz da Conceição. Habituou-se a ouvi-los, a aprendê-los, a intui-los sem saber, que viriam a ser, não só a banda sonora da sua infância e adolescência, mas também as grandes influências no seu próprio trajeto pelo fado.
Aos 18 anos, aventurou-se a cantar a canção da família. Está ainda no princípio. Há 8 anos que canta no Clube de Fado, em Lisboa, e tem vindo a criar uma identidade a partir dum enorme património genético e coletivo. Neste concerto, celebra o legado de um nome maior do património fadista: João Ferreira-Rosa.

Coprodução | CCB | EGEAC | Museu do Fado


20 julho 2019 | 21:00

M/6
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