Ópera e Oratória

A Voz Humana
O Castelo do Barba Azul

Teatro Nacional de São Carlos

Alexandra Deshorties ©GTGNicolasSchopfer

Alexandra Deshorties ©GTGNicolasSchopfer

snAllisonCookRobertWolanski

Olga Roriz ©Verissimo Dias

Numa noite dupla de ópera, apresentam-se duas obras que nos fazem pensar sobre a condição humana e sobre a solidão.
Na primeira o duque Barba Azul chega ao castelo com a nova mulher, Judith. O espaço escuro e frio vai ganhando diferentes tonalidades à medida que a noiva consegue convencer o marido a abrir cada uma das sete portas. É uma luta de resistência. Ele resiste. Ela persiste e leva a melhor. A ópera em um ato O Castelo do Barba Azul, com música de Béla Bartók e libreto de Béla Balázs, inspirada num famoso conto de Charles Perrault, encerra uma reflexão profunda sobre a sociedade atual e a dificuldade de integração do indivíduo, tantas vezes condenado pelo seu próprio individualismo à solidão.
Na segunda ópera, uma voz, talvez mais humana porque cantada, uma mulher sem nome, Elle, expõe a intimidade e o drama do último contato telefónico com o seu antigo amante que rompe com ela. Esta é  A Voz Humana, uma tragédia lírica em um ato com música de Francis Poulenc, a partir do texto de Jean Cocteau, sobre o medo de romper, de ficar só, de perder quem se ama.

 

Béla Bartók (1881-1945) O Castelo do Barba Azul (1911) | Ópera em um ato com libreto de Béla Balázs (1884-1949)

Francis Poulenc (1899-1963) A Voz Humana (1958) | Tragédia lírica em um ato com libreto de Jean Cocteau (1889-1963)

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

Direção Musical Joana Carneiro
Encenação Olga Roriz
Desenho de Luz Cristina Piedade
Vídeo João Pedro Fonseca

Barba Azul Marcell Bakonyi
Judit Allison Cook
Elle Alexandra Deshorties





Coprodução | CCB | OPART


Sete Rosas Mais Tarde - Ciclo Sobre a Solidão

O ciclo dedicado à temática da solidão, cujo título foi «roubado» a um poema de Paul Celan, intitulado Cristal, propõe uma reflexão sobre uma realidade integrante da condição humana e que muito recentemente foi considerada, por várias instituições e governos, epidemia. A reflexão, contudo, não se debruça sobre discursos clínicos, mas é antes mediada por objetos artísticos que partem desse solo que cada um sente como único para o transcender e, quer através da palavra ou da música, nos confrontar com as várias modulações que a arte soube construir a partir dessa experiência radical e universal.

6, 8 março 2019 | 20:00
10 março 2019 | 16:00

M/12
Duração aprox. 1h50 s/intervalo
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