Autoficção: o Desvanecimento do Eu, de Sergio Blanco
Tebas Land - Seminário
Datas / horários
Sábado, 15 novembro de 2025 14:00 às 18:00
Entrada Livre, mediante levantamento de bilhete na bilheteira CCB e sujeita à lotação da sala.
A Autoficção: o Desvanecimento do Eu é um seminário coordenado, articulado e dirigido por Sergio Blanco em torno do tema da autoficção nas artes cénicas e dos múltiplos desafios, riscos e problemáticas que o ato de dizer-se em cena implica e propõe.
O seminário tem como objeto de estudo o tema da autoficção cénica e as suas diversas formas de execução — desde a autorepresentação até à autobiografia, passando pela autofiguração, autonarração, autoreferência, autoencarnação e autorelato.
A partir do estudo de alguns textos fundamentais que inauguram o género da escrita de si — por meio da utilização de um «eu» que se confessa a um leitor potencial — o seminário procura investigar as possibilidades poéticas que se ativam quando um «eu» decide enunciar-se, fazendo da própria experiência vivida o seu principal suporte de criação e intervenção, ao propor distintas formas de se nomear e representar.
Ou, de forma mais ousada: é possível falar de si mesmo em cena, quando o teatro nos obriga, ética e esteticamente, a não sermos nós próprios?
Embora esta segunda pergunta evoque a célebre fórmula isabelina «ser ou não ser» (expressão que costumamos citar ao abordar a questão da identidade no teatro), o projeto de investigação propõe uma alternativa à famosa dúvida shakespeariana: a possibilidade de que talvez também seja possível ser e não ser ao mesmo tempo. Essa é a nossa questão.
Inscrições antecipadas aqui
Este seminário realiza-se a propósito da apresentação do espetáculo Tebas Land, de Sergio Blanco, com encenação de Rubén Sabbadini, de 13 a 16 de novembro, na Black Box.
Seminário O texto como matéria: ferramentas técnicas para o trabalho com o texto contemporâneo no dia 14 de novembro, das 15:00 às 18:00 na sala Lopes Graça e de entrada Livre, mediante a capacidade da sala.
A Fundação Centro Cultural de Belém reserva-se o direito de proceder à captação, armazenamento e utilização de registos de imagem, som e voz, com a finalidade de difusão e de preservação da memória, quer das suas atividades culturais e artísticas, quer dos seus espaços. Para quaisquer esclarecimentos adicionais utilize o endereço eletrónico privacidade@ccb.pt
Biografia
Sergio Blanco é dramaturgo e encenador franco-uruguaio, nascido em Montevideu e radicado em Paris. A sua obra, centrada na autoficção e na dissolução das fronteiras entre autor, ator e personagem, tem sido representada em inúmeros países e traduzida para mais de 15 línguas.
Foi distinguido com diversos prémios internacionais de relevo, entre os quais dois prémios Off West End, em Londres — por Tebas Land e La ira de Narciso. No Uruguai, foi também galardoado com o Prémio Alas e com a Medalha de Prata do Prémio Morosoli, atribuídos pelo conjunto da sua carreira.
Entre os seus textos mais emblemáticos, contam-se Kassandra, Cuando pases sobre mi tumba, El bramido de Düsseldorf e Tráfico, apresentados em instituições teatrais de referência em todo o mundo.
Nos últimos anos, estreou COVID451 (2020), Divina invención (Madrid, 2021), Zoo (no Piccolo Teatro de Milão, 2022), Tierra (Montevideu, 2023), Confesiones (Montevideu, 2024), bem como uma ópera baseada em Kassandra, apresentada no Teatro Colón de Buenos Aires em coprodução com a Ópera Nacional da Grécia.
Atualmente, é considerado um dos dramaturgos contemporâneos de língua espanhola mais representados em todo o mundo.
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