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SUMMARY:May I Help You? Posso Ajudar?
DESCRIPTION:A questão quotidiana «Posso ajudar?» foi usada pela artista Andrea Fraser numa performance que abordava as complexas relações institucionais no mundo da arte.\nA pergunta dirige também um questionamento ao próprio museu: que tipo de ajuda é realmente oferecida e que tipo de conexão ainda é possível esperar numa era de crescente fragmentação\, dissonância e impermanência?\nA exposição toma como ponto de partida cinco décadas de produção artística\, da década de 1970 em diante\, e inclui obras de 90 artistas\, por exemplo\, Ad Minoliti (no hall do museu)\, Alberto Carneiro\, Carla Filipe\, Doris Salcedo\, Helena Almeida\, Gabriel Abrantes\, Gilbert & George\, Jeff Koons\, Júlia Ventura\, Kara Walker e Richard Serra\, entre muitos outros. As obras pertencem às coleções em depósito no MAC/CCB (Berardo\, Coleção de Arte Contemporânea do Estado\, Holma/ Ellipse e Teixeira de Freitas)\, contando também com novas encomendas a artistas portugueses. \n  \nCuradoria Nuria Enguita e Marta Mestre\nAssessoria curatorial Raphael Fonseca (Denver Art Museum) \n  \n  \nA exposição «MAY I HELP YOU? POSSO AJUDAR?» Artes e artistas da década de 1970 em diante\, inspirada pela performance homónima de Andrea Fraser\, expõe a diversidade de representações\, presenças e narrativas no campo artístico\, questionando a ideia de uma direção única nas histórias da arte. Partindo de diálogos entre obras através das últimas cinco décadas\, esta exposição investiga o que os artistas são e fazem\, e os papéis sociais que imaginam para si. Desde as ruturas em relação à própria definição de arte\, nos anos ‘70\, até à acelerada digitalização do presente\, a exposição coloca em ênfase formatos\, funções e intensidades heteróclitas. – Nuria Enguita Curadora da exposição e diretora artística do MAC/CCB \n  \nArtistas: \nGabriel Abrantes\, Helena Almeida\, Giovanni Anselmo\, Robert Barry\, Taysir Batniji\, Lothar Baumgarten\, Bernd & Hilla Becher\, Sara Bichão\, Irma Blank\, Alighiero Boetti\, Christian Boltanski\, Olaf Breuning\, Daniel Buren\, Alberto Carneiro\, Gabriel Chaile\, Adriano Costa\, Jim Dine\, Jimmie Durham\, Carla Filipe\, Fischli & Weiss\, Dan Flavin\, Fernanda Fragateiro\, Andrea Fraser\, Gilbert & George\, Simryn Gill\, Fernanda Gomes\, Félix González-Torres\, Dan Graham\, Hans Haacke\, David Hammons\, Ana Hatherly\, Mona Hatoum\, Kiluanji Kia Henda\, Thomas Hirschhorn\, Jenny Holzer\, Rebecca Horn\, Sanja Iveković\, Ana Jotta\, Donald Judd\, Mike Kelley\, Yazan Khalili\, Jeff Koons\, Joseph Kosuth\, Jannis Kounellis\, Barbara Kruger\, Louise Lawler\, Sol LeWitt\, Glenn Ligon\, João Marçal\, Agnes Martin\, Cildo Meireles\, Mario Merz\, Ad Minoliti\, Matt Mullican\, Bruce Nauman\, Senga Nengudi\, Chris Ofili\, Gabriel Orozco\, Damián Ortega\, Pino Pascali\, Silvestre Pestana\, Raymond Pettibon\, Antonio Pichillá\, Sandra Poulson\, Robert Rauschenberg\, Doris Salcedo\, Alan Saret\, Julião Sarmento\, Allan Sekula\, Richard Serra\, Jim Shaw\, Susana Solano\, Haim Steinbach\, Frank Stella\, Wolfgang Tillmans\, Rosemarie Trockel\, João Pedro Vale + Nuno Alexandre Ferreira\, Júlia Ventura\, Vídeo nas Aldeias\, Kara Walker\, Franz West\, Yonamine\, Bruno Zhu. \n  \n  \nVisitas às exposições
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SUMMARY:Ti Chitas – a voz que é uma montanha\, de Teresa Gentil - Estreia Absoluta
DESCRIPTION:Ópera + conversa \nEsta é uma ópera sobre a voz\, a voz como memória\, como fronteira entre as esferas pública e privada\, entre os espaços de intimidade e os de sociabilização. Esta é uma ópera sobre Catarina Sargenta\, conhecida por «Ti Chitas» (1913-2003)\, pastora\, cantora e tocadora de adufe. Nascida em Penha Garcia\, no concelho de Idanha-a-Nova\, a sua arte e criatividade musical foram registadas fonográfica e cinematograficamente por múltiplos agentes. Chitas deixou-nos um património inquantificável de saberes e ensinamentos\, transmitidos oralmente por sucessivas gerações de mulheres. \nÉ este espólio musical que sustenta a composição musical\, dramatúrgica e visual da presente ópera e é a voz de Chitas que nos conduz pelas paisagens sonoras\, emotivas e afetivas das montanhas de Penha Garcia. \n  \nNeste espetáculo são utilizadas luzes estroboscópicas (strobe).   \n 
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SUMMARY:Tratar o adufe por tu
DESCRIPTION:O adufe\, instrumento tradicional de percussão\, pandeiro quadrangular português\, é o centro desta oficina. O ponto de partida é a tradição oral do toque e das cantigas de adufe da região de Idanha-a-Nova\, terra de Ti Chitas. \nEsta oficina tem como objetivo dar as ferramentas básicas necessárias a cada participante para poder tratar o adufe por «tu»\, abordando os princípios básicos da sua execução\, desconstruindo-os em exercícios criativos\, simples\, progressivos e em grupo\, que visam o desenvolvimento da independência e coordenação psico-motoras e conhecer as dinâmicas tradicionais das adufeiras.
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SUMMARY:Sobre a verdade da mentira
DESCRIPTION:Não querer ser enganado com mentiras e descobrir a verdade é a situação em que cada ser humano se encontra. Há uma pressão contínua — 24 horas por dia\, 7 dias na semana — para escapar à mentira e saber da verdade. Por norma\, achamos que estamos na verdade e somos verdadeiros\, mas não sucumbimos à mentira? O contexto contemporâneo levanta a questão da mentira de um modo pandémico. A proliferação da desinformação (deepfakes\, algoritmos e bots) é uma necessidade que empresas como a Cambridge Analytica ou alguns estados vieram suprir. A desinformação pode influenciar eleições e minar a confiança na democracia. Este nosso percurso explora as relações entre verdade\, mentira e perceção da realidade\, analisando conceitos filosóficos clássicos e contemporâneos nos contextos complexos da nossa vida pessoal e coletiva. O esforço de compreensão da eficácia da mentira e desativação da verdade não é novo. É tão antigo como o acontecimento do ser humano. Anular o estado de negação em que nos encontramos a respeito de ilusões e autoenganos é condição de possibilidade da descoberta da verdade. Somos\, às vezes\, enganados com a mentira e também com a verdade. Mas não a propagamos também nós? E não acontece também ser um outro\, muitas vezes\, a dizer-nos verdades sobre nós? \n  \n 
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SUMMARY:Um Estar Aqui Cheio
DESCRIPTION:«If I can’t dance in your revolution\, I’m not coming.»\nEmma Goldman \n  \nUm Estar Aqui Cheio é uma peça de 2001 que foi apresentada apenas em três salas. Vinte e cinco anos após a estreia\, é apresentada pela primeira vez em Lisboa\, no Centro Cultural de Belém\, com praticamente todo o elenco original\, ao qual se junta um novo intérprete. \nPara a residência proposta em 2001 pelo Le Quartz e pela Capital Europeia da Cultura Porto 2001\, Vera Mantero propôs-se pensar em conjunto (uma das suas atividades favoritas). Reuniu vários artistas durante um mês em Brest\, com o objetivo de pensar com eles: os coreógrafos/performers Sabina Holzer\, Litó Walkey\, João Samões e Martin Nachbar\, o escritor-performer António Poppe\, o músico Boris Hauf e\, no campo das artes visuais\, Nadia Lauro e Helena Inverno. Durante quatro semanas\, as questões giraram à volta de: como surge a energia? O que nos faz mover na vida\, o que é que põe um ser humano em movimento? O que é que cria a curiosidade\, o que é que a põe em movimento? Como atravessar uma vida que de facto aproveita a força de toda a sua potência? \nEstes nove artistas quiseram habitar\, e fazer habitar (pelo público)\, esses outros lugares da existência\, menos palpáveis\, menos lineares\, menos funcionais\, mas igualmente necessários. Ou mais necessários ainda\, pois que não encontramos sentido para as nossas «funções» sem os habitarmos. Estas coisas inexplicáveis e indescritíveis através da nossa linguagem quotidiana\, mas dizíveis por estas outras línguas que estão no nosso corpo\, na nossa perceção\, na existência de todos nós. Precisamos desta prática de «afinarmos» os nossos seres a estas outras línguas\, de emitir e de entender o que nos atravessa através delas. \nNum processo de um mês refletiram\, falaram\, improvisaram\, observaram\, trocaram e criaram ligações entre palavras\, acções\, movimentos\, sons\, espaços ou objectos. Um espetáculo criado por artistas de diferentes campos e que toma\, sucessivamente ou simultaneamente\, várias formas: o concerto\, a conferência\, a coreografia\, a instalação… e onde o público encontrará assim também o seu lugar sob diferentes formas\, seja em termos de espaço\, de tempo ou de perceção. \nas ligações entre liberdade e desejo. entre abertura e emergência de movimento.\ncriar aquilo que cria movimento. criar o que cria desejo. criar o que cria aberturas.\nincluir na vida toda a potência do corpo\, toda a potência do seu saber\, e toda a potência do seu desejo\, dos seus diversíssimos desejos.\ncompreender a vida sensualmente\, compreender a vida socialmente.\nviver na presença de todo o padrão poético.\ncontinuar a fazer leituras do mundo\, leituras criadoras do mundo\, e criadoras de sentido. dar sentido ao estar aqui. um estar aqui cheio. o que implica necessariamente cheio de troca e de partilha.  \nVera Mantero \n  \n  \n\nConversa no final do espetáculo com os artistas e Vera Santos.
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