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SUMMARY:A arte do século XXI…? Outros espaços: Margens criativas.
DESCRIPTION:Em 1926\, o historiador e teórico da arte Carl Einstein publica\, em Berlim\, na famosa Propyläen-Verlag\, a A arte do século XX. Bem cedo\, pensaram muitos. Logo nos primeiros parágrafos da obra\, Einstein toca um problema que parece repetir-se agora\, o do «ceticismo desta época». \nO fazer criativo do homem consiste\, também\, em criar uma dimensão que não pertence ao regime do natural\, da cognição\, do conhecimento\, mas sim da imaginação e das novas formas de redesenhar os objetos\, ainda que às primeiras dimensões possa ainda estar ligada. A arte\, porque age a partir do real\, e sobre ele\, é construtora e configuradora do real\, já que o organiza\, reorganizando os seus objetos em torno de leis que não existem na natureza\, mas só e sim na própria pulsão criativa do homem; porque só a arte tem o poder de «transformar as coisas em signos nunca vistos» (Carl Einstein). Compreende-se esta caracterização porque para Einstein se tratava sempre\, e principalmente\, de se afastar do seu tempo\, de criar distâncias para poder pensar\, de um querer ir mais além da época histórica\, procurando a simultaneidade temporal das formas de ver que a história até então tinha produzido\, «o dever»\, diz em A arte do século XX\, de «transformar a atividade e a perceção humanas». Para Einstein tudo se jogava nas formas de afeção da visualidade e da organização das imagens\, antecipando muito das fraturas que\, no mesmo século\, vieram a produzir-se e que ainda hoje subsistem. É essa forma de reorganização da visão que recolhe dentro de si o conceito do alucinatório\, um elemento que para ele pertence à arte enquanto instrumento que permite recriar novas formas de ver\, não um meio ou instrumento que dá a ver formas\, que projeta ideias ou sensações\, mas que provoca modificações do olhar e\, ao fazê-lo\, produz novos modos de ver\, de recriar a própria realidade. Por isso\, para este\, a arte é sempre\, também\, da ordem do político. O uso do conceito de alucinatório remete\, em Einstein\, para processos psíquicos complexos que ligam condições subjetivas e condições objetivas\, processos psíquicos e fenómenos percetivos\, fenómenos sociais\, também. Quando o alucinatório se produz\, ocorrem para este processos de reações entre o psiquismo e o fenómeno biológico\, produzindo-se dessas reações o trans-visual\, um conceito que vai mais além da simples definição da arte como algo estanque\, completamente definido. Entre estas possibilidades\, queremos pensar\, um século depois\, a situação da arte no século XXI; e\, para tal\, não só Carl Einstein nos interpela\, também vem a jogo a conhecida afirmação\, vezes sem conta repetida na última centúria\, de Samuel Beckett num título muito afim ao que propomos: «É o fim que é o pior\, depois o meio\, depois o fim\, no fim é o fim que é o pior.» (L’Innommable\, 1958) \n  \n\nConferências CCB/CICANT_ECATI  \nO ciclo de conferências «Outros Espaços» é uma parceria entre o Centro Cultural de Belém\, a Escola de Comunicação\, Arquitetura\, Artes e Tecnologias da Informação (ECATI) e o Centro de Investigação em Comunicação Aplicada\, Cultura e Novas Tecnologias (CICANT) da Universidade Lusófona — Centro Universitário de Lisboa.\nO objetivo desta parceria é ligar a produção académica e científica à comunidade\, possibilitando a transmissão de conhecimento ao mesmo tempo que se mostra como um espaço de diálogo plural. A ação que cada instituição leva a cabo contempla a possibilidade de sinergias temáticas\, que vão desde as artes visuais\, o cinema\, as artes cénicas e as artes sonoras\, a comunicação\, a cultura e a arquitetura aos novos dispositivos digitais. \n\n 
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SUMMARY:Concerto de Natal das Forças Armadas
DESCRIPTION:A Banda da Armada\, a Banda Sinfónica do Exército e a Banda de Música da Força Aérea juntam-se para um Concerto de Natal das Forças Armadas\, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém\, a 6 de dezembro pelas 17:00.
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