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SUMMARY:Tebas Land
DESCRIPTION:Um dramaturgo entrevista um parricida num campo de basquetebol de uma prisão. O dramaturgo convida o parricida a interpretar-se a si mesmo numa peça de teatro. \nQuando as autoridades prisionais impedem o parricida de contar a sua própria história numa peça teatral\, o dramaturgo convoca um ator para interpretar o parricida. \nA encenação tem a particularidade de o personagem do parricida e o ator que o interpreta serem representados pelo mesmo ator. Ao mesmo tempo\, o personagem do dramaturgo conta a história em dois planos narrativos: a prisão onde se desenvolve a ficção e o teatro onde a ficção é representada\, utilizando este procedimento para atualizar o mito de Édipo no teatro contemporâneo. \nNeste jogo de espelhos e múltiplos planos narrativos\, Tebas Land toma a figura do mito ocidental de Édipo para questionar a fronteira entre realidade e ficção. A peça propõe um debate poético para evidenciar um dos temas centrais do teatro contemporâneo: o conflito entre Apresentação e Representação. \nTebas Land é a primeira obra da Trilogia Sul Americana\, projeto do encenador argentino Rubén Sabbadini\, que se propõe a traduzir e encenar textos centrais do teatro contemporâneo latino-americano. \nRubén Sabbadini\, como autor e encenador\, tem uma longa trajetória em Portugal\, tendo-se apresentado nos Festivais de Almada e Fitei\, etc. As suas obras mais conhecidas – Um Disfarce Magnífico\, Um Fêmeo e 88 coisos de um minuto – foram publicadas em Portugal pela Dois Dias Edições. Sergio Blanco\, dramaturgo uruguaio/francês\, é um dos autores latino-americanos mais representados atualmente e foi premiado em vários países da América e da Europa. \n  \nNo dia 15 de novembro\, haverá uma conversa pós-espetáculo com o público. \n\nNeste espetáculo são utilizadas luzes estroboscópicas (strobe). \n  \n• Seminário Autoficção: o Desvanecimento do Eu\, de Sergio Blanco\, no dia 15 de novembro\, das 14:00 às 18:00 na sala Lopes Graça e de entrada livre\, mediante a capacidade da sala. \n• Seminário O texto como matéria: ferramentas técnicas para o trabalho com o texto contemporâneo no dia 14 de novembro\, das 15:00 às 18:00 na sala Lopes Graça e de entrada Livre\, mediante a capacidade da sala. \n  \n  \n  \n 
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SUMMARY:Autoficção: o Desvanecimento do Eu\, de Sergio Blanco
DESCRIPTION:A Autoficção: o Desvanecimento do Eu é um seminário coordenado\, articulado e dirigido por Sergio Blanco em torno do tema da autoficção nas artes cénicas e dos múltiplos desafios\, riscos e problemáticas que o ato de dizer-se em cena implica e propõe. \nO seminário tem como objeto de estudo o tema da autoficção cénica e as suas diversas formas de execução — desde a autorepresentação até à autobiografia\, passando pela autofiguração\, autonarração\, autoreferência\, autoencarnação e autorelato. \nA partir do estudo de alguns textos fundamentais que inauguram o género da escrita de si — por meio da utilização de um «eu» que se confessa a um leitor potencial — o seminário procura investigar as possibilidades poéticas que se ativam quando um «eu» decide enunciar-se\, fazendo da própria experiência vivida o seu principal suporte de criação e intervenção\, ao propor distintas formas de se nomear e representar. \nOu\, de forma mais ousada: é possível falar de si mesmo em cena\, quando o teatro nos obriga\, ética e esteticamente\, a não sermos nós próprios? \nEmbora esta segunda pergunta evoque a célebre fórmula isabelina «ser ou não ser» (expressão que costumamos citar ao abordar a questão da identidade no teatro)\, o projeto de investigação propõe uma alternativa à famosa dúvida shakespeariana: a possibilidade de que talvez também seja possível ser e não ser ao mesmo tempo. Essa é a nossa questão. \n  \nInscrições antecipadas aqui \n  \nEste seminário realiza-se a propósito da apresentação do espetáculo Tebas Land\, de Sergio Blanco\, com encenação de Rubén Sabbadini\, de 13 a 16 de novembro\, na Black Box. \nSeminário O texto como matéria: ferramentas técnicas para o trabalho com o texto contemporâneo no dia 14 de novembro\, das 15:00 às 18:00 na sala Lopes Graça e de entrada Livre\, mediante a capacidade da sala.
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SUMMARY:Pequenas Escalas\, Grandes Ambições: o início como método
DESCRIPTION:O Avenida 211 constituiu-se como um projeto artístico autogerido único em Portugal. Embora tenha cessado atividade em 2014\, foi a partir dele que surgiu\, em 2009\, a Kunsthalle Lissabon\, inicialmente no exterior do edifício\, na Rua Rosa Araújo\, e\, pouco depois\, instalada no primeiro andar do n.º 211 da Avenida da Liberdade. \nCriada num momento em que\, em Lisboa e em Portugal\, não existia uma reflexão sistemática sobre o papel e o alcance das instituições artísticas\, a Kunsthalle Lissabon pôde\, graças ao apoio do Avenida 211\, desenvolver um programa expositivo de referência\, consolidar uma rede internacional singular de colaborações e gerar conhecimento sobre modelos institucionais alternativos que poderíamos imaginar e construir coletivamente. Desde o início\, valores como sociabilidade\, generosidade e amizade constituíram o núcleo do seu pensamento e da sua ação institucionais\, destacando uma ética de responsabilidade e cuidado sobre o que fazemos\, como e com quem fazemos e para quem fazemos. Num tempo em que o termo «instituição» era quase exclusivamente associado a grandes museus ou centros de arte\, a Kunsthalle afirmou-se como uma instituição de pequena escala\, mas com ambições de largo alcance. \nNeste contexto — tão distante da atual lógica\, dominada pela «imobiliariocracia» —\, que significava\, afinal\, criar uma instituição de raiz? Quais eram os seus objetivos\, os seus desafios e potencialidades no final da primeira década do século XXI? E como se organizava então o panorama das pequenas instituições artísticas em Lisboa? \nA conversa propõe revisitar esse período e\, em diálogo com dois projetos congéneres — Maumaus e Old School —\, refletir sobre as continuidades e diferenças entre o que estava em jogo naquela época e o que está em causa hoje. Procura também compreender por que razão o atual contexto político\, económico e social parece tornar improvável o aparecimento de novos projetos institucionais de pequena escala\, tal como aconteceu então\, e ensaiar uma reflexão sobre o passado\, o presente e futuro das instituições artísticas independentes em Lisboa. \nParticipantes: João Mourão e Luís Silva (Kunsthalle Lissabon)\, Jürgen Bock (Maumaus)\, Susana Pomba (Old School) \n  \nConversa no âmbito da exposição Avenida 211: Um espaço de artistas em Lisboa. \n 
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