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SUMMARY:Colóquio Flusser Transcultural
DESCRIPTION:Vilém Flusser foi um dos pensadores contemporâneos nos quais cabe mais perfeitamente o   qualificativo   de «transcultural».   Em   primeiro   lugar\,   porque o ambiente social em que ele se criou — a Praga das primeiras décadas do século XX — era o ponto de intersecção de três tradições culturais e linguísticas diferentes\, ainda que\, naquele contexto\, complementares: a tcheca\, representada pelo elemento eslavo autóctone daquela região do leste europeu; alemã\, oriunda do pertencimento da então   Tcheco-Eslováquia   ao   Império   Austro-Húngaro\, e a judaica\, cuja comunidade se encontrava na região da Boémia desde a Idade Média e\, no século XIX\, tinha obtido completa equiparação jurídica aos gentios locais. O facto de que a precoce experiência multicultural de Flusser foi interrompida pela invasão nazi em Praga\, em 1940\, lançou-o num outro universo de transculturalidade\, representado pelo período de imigração que se iniciou no Brasil nesse mesmo ano. \nNo país sul-americano\, ao lado de incursões no pensamento oriental\, Flusser interessou-se pelas culturas autóctones\, a ponto de ter se iniciado no idioma tupi-guarani\, e apaixonou-se tanto pela herança africana do Brasil que chegou a proclamá-la como a verdadeira alta cultura existente no país. Mas a sua experiência transcultural renovou-se ainda uma vez quando ele se mudou para o sul de França\, no início da década de 1970\, já que a localização estratégica da sua nova moradia possibilitou contatos académicos e trocas pessoais com intelectuais europeus de várias nacionalidades\, marcadamente franceses e de língua alemã. \nToda essa experiência transcultural de Flusser refletiu-se\, naturalmente\, na temática e na metodologia de boa parte dos seus ensaios e livros\, razão pela qual se pretende celebrar\, no âmbito   do   projeto   Estética   contemporânea:   diálogo de culturas\, financiado pelo consórcio CAPES-COFECUB\, o pioneirismo e a genialidade de Flusser\, também no que concerne ao pensamento transcultural\, tendo como escopo principal as incursões do filósofo na estética e na filosofia da cultura. Essa homenagem concretiza-se na realização do «Colóquio Flusser Transcultural»\, no dia 7 de dezembro de 2022\, no Centro Cultural de Belém\, Lisboa. \n  \nColóquio realizado no âmbito do projeto «Estética contemporânea: diálogo de culturas»\, financiado por CAPES-COFECUB. \nUniversidade Federal Rural do Rio de Janeiro | Université Paris 1 – Sorbonne | Centro Cultural de Belém.
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SUMMARY:Gregório Duvivier
DESCRIPTION:É já no próximo dia 7 de dezembro que Gregório Duvivier volta a pisar os palcos portugueses. Depois de um enorme sucesso em 2019\, o aclamado ator e humorista do Porta dos Fundos volta a Portugal para uma digressão de Sísifo: um monólogo escrito pelo próprio em parceria com Vinícius Calderoni\, coautor e diretor da peça. \nInspirado no mito grego de Sísifo – o homem que carrega diariamente a sua pedra morro acima para vê-la rolar ladeira abaixo e começar tudo de novo – o texto assinado pela dupla brasileira relaciona a mitologia grega com o caótico mundo globalizado e «híperconectado»\, trazendo a palco temas contemporâneos e urgentes\, para falar e refletir\, sobretudo\, sobre a condição humana. \nTraduzido em 60 histórias muito curtas onde cabem personagens de todos os tipos\, o texto vai da comédia\, à tragédia\, passando pela poesia e pelo drama\, recriando o mundo dos memes e dos gifs em palco\, numa analogia à história de humanidade\, à vida contemporânea e ao contexto social e político do Brasil. Fake news\, suicídio transmitido através da Internet\, influenciadores digitais e tragédias brasileiras como o assassinato de Marielle Franco ou o incêndio do Museu Nacional\, são apenas alguns exemplos dos vários temas tratados em Sísifo e brilhantemente retratados por Gregório Duvivier. \nCom a produção da H2N -Phenomena Makers\, produtora responsável pelo Festival Porta dos Fundos e pelo espetáculo de improvisação Portátil em Portugal\, Sísifo regressa a Lisboa no dia 7 de dezembro\, no Grande Auditório do CCB. \nHá uma célebre frase de Marx que diz que a história acontece primeiro como tragédia\, depois como farsa. Pensando no Brasil contemporâneo\, podemos acrescentar\, como hipótese\, um terceiro desdobramento: a história acontece primeiro como tragédia\, depois como farsa e\, por ﬁm\, como meme? \nAcompanhar as desventuras de um país em moto perpétuo que repete indeﬁnidamente o DNA da sua desigualdade social num ciclo patológico traz à tona a dúvida: será o Brasil uma nação aprisionada dentro de um gif animado? \nEstará cada indivíduo desta nação girando na mesma rotação e submetido pessoalmente à mesma lógica (des)ordenadora de todo país?
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