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Orquestra de Câmara Portuguesa | 10 Anos. O Som da Coragem

©Luísa Oliveira / Direção-Geral do Património Cultural / Arquivo de Documentação Fotográfica (DGPC/ADF)

© Alfama, fotografia de João Martins, séc. XX ©Luísa Oliveira / Direção-Geral do Património Cultural / Arquivo de Documentação Fotográfica (DGPC/ADF)

Neste concerto a Orquestra de Câmara Portuguesa, dirigida pelo maestro Jan Wierzba, traz-nos a canção orquestra Lonely Child de Claude Vivier, e uma das mais conhecidas Sinfonias de Mozart, a Sinfonia no. 38, ou Sinfonia Praga.

Lonely Child é uma longa canção de solidão, depurada de recursos harmónicos ou contrapontísticos. Claude Vivier queria trabalhar toda a expressão de uma única linha homofónica. O importante nesta peça é o timbre e a cor. Para esta obra a Orquestra de Câmara Portuguesa convidou a soprano Marina Pacheco, que terá assim a difícil missão de se apropriar desta linha e ir ao encontro do que é pedido por Vivier, no sentido de se fundir com o timbre e a cor da orquestra, tirando partido de toda a sua capacidade expressiva. 

A segunda obra deste concerto é a Sinfonia n.º 38 de Mozart, ou Sinfonia Praga. No final de 1786, Mozart concluiu duas peças magistrais – o Concerto para piano n.º 25 e a Sinfonia n.º 38 –, obras cuja densidade do pensamento musical e o pleno domínio dos recursos composicionais sinalizam o derradeiro período criativo do compositor. Ambas estavam destinadas ao público de Praga e apresentam a particularidade de não usar clarinetes (instrumento muito querido de Mozart, mas com os quais, ao que parece, ele não contaria na orquestra de Praga). O consagrado rótulo de Sinfonia de Praga presta-se, portanto, muito bem à obra, homenageando a cidade tão amada pelo compositor e onde a sua música era acolhida com entusiasmo. O sucesso triunfal de As bodas de Fígaro no teatro local contrastara com a fria recepção da estreia vienense. Confiante no caloroso público checo, Mozart não precisou de fazer concessões: a composição da nova Sinfonia marca um nítido salto qualitativo na sua obra sinfónica. E, mais uma vez, Praga mostrou apreciar as inovações, encomendando-lhe uma nova ópera. De facto, se estivermos atentos, há vários episódios no Don Giovanni que lembram trechos desta Sinfonia de Praga.

Orquestra de Câmara Portuguesa
Jan Wierzba
direção 
Marina Pacheco
soprano

Programa
Claude Vivier Lonely Child (1980)
Mozart Sinfonia nº. 38 em Ré maior Praga, K. 504,

Produção | CCB



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28 Maio 2017 | 17:00

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