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Teatro

A Criada Zerlina

João Botelho

A Criada Zerlina  ©João Frazão

A Criada Zerlina ©João Frazão

A PARTIR DE HERMANN BROCH
VERSÃO DE ANTÓNIO S. RIBEIRO COM A COLABORAÇÃO DE JOSÉ RIBEIRO DA FONTE, A PARTIR DA TRADUÇÃO DE SUZANA MUÑOZ

Não se pode fazer bom teatro sobre alguma coisa. Só se pode fazer bom teatro com algumas belas coisas. Um texto sublime sobre a mais bela e terrível história de amor, uma bela e prodigiosa atriz que transformará em verdade o intenso monólogo da velha criada Zerlina, um magnifico canapé onde o senhor A. está no meio de um amontoado de móveis, a estender os seus inquietos pensamentos, a falar pouco e a ouvir muito, numa tarde quente de um domingo de verão, uma sala negra, íntima, uma janela alta com gelosias corridas que apenas deixa passar um pequeno raio de luz para ferir a obscuridade onde a revelação e o triunfo do texto devem acontecer. Tudo isto me oferecem.
A filosofia de um cineasta reside na luz, nas sombras, no enquadramento, na direção dos atores. Mas aqui o enquadramento está já decidido (o teatro acontece sempre em plano geral). Restam-me a luz, as sombras e a comunhão com a maravilhosa Luísa Cruz. O que não é pouco. – JOÃO BOTELHO

A Suhrkamp Verlag AG detém os direitos do autor do texto, Hermann Broch, para a apresentação do espetáculo no CCB.

João Botelho encenação
Pedro Cabrita Reis cenografia e figurino
Nuno Meira desenho de luz
Sérgio Milhano/Pontozurca sonoplastia
Nuno Pratas produção executiva
Luísa Cruz interpretação



Coprodução | CCB | Culturproject

 

 


Sete Rosas Mais Tarde - Ciclo Sobre a Solidão

O ciclo dedicado à temática da solidão, cujo título foi «roubado» a um poema de Paul Celan, intitulado Cristal, propõe uma reflexão sobre uma realidade integrante da condição humana e que muito recentemente foi considerada, por várias instituições e governos, epidemia. A reflexão, contudo, não se debruça sobre discursos clínicos, mas é antes mediada por objetos artísticos que partem desse solo que cada um sente como único para o transcender e, quer através da palavra ou da música, nos confrontar com as várias modulações que a arte soube construir a partir dessa experiência radical e universal.

 

21, 22, 23, 25, 26 fevereiro, 4, 5 e 6 março às 21h / 24 fev e 3 mar às 16h


Sala de Ensaio
M/12
Duração aprox. 75 min
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