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Cem anos de Violeta Parra

Isabel e Tita Parra do Chile

Isabel e Tita Parra do Chile ©Marcelo Machuca

Isabel e Tita Parra do Chile ©Marcelo Machuca

O ano em que Lisboa é Capital Ibero-americana de Cultura 2017, é também o ano em que se assinala o centenário do nascimento da cantora chilena Violeta Parra, figura incontornável na música e na História recente do Chile. Violeta Parra «comoveu públicos para lá das fronteiras do Chile e para lá da sua geração […] o seu trabalho foi um constante compromisso com os direitos humanos e com a justiça social, ambos cantados em versos fluídos e poéticos (…) abordando sempre os mistérios humanos e a condição de mulher».
Violeta Parra tem marcado presença na programação de Passado e Presente-Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017 em diversos momentos, através de concertos (o programa Canta Violeta Parra reuniu, em abril, no Cineteatro Capitólio, Lula Pena, Mísia, Rita Redshoes, Aline Frazão e a dupla Señoritas, num concerto de homenagem) e através da reflexão que a sua obra musical e poética convoca (em junho, em parceria com as Universidades de Lisboa e de Aveiro, tiveram lugar conferências que lhe foram dedicadas).
Assinalando este ano especial, Isabel Parra e Tita Parra, respetivamente, filha e neta da cantora chilena, estarão em digressão pela Europa, acompanhadas pelos músicos chilenos Greco Acuña e Juan Antonio Sánchez, marcando também presença em Lisboa.
Neste concerto, as artistas revisitam as composições mais emblemáticas de Violeta, passando por temas cuja raiz radica na música popular chilena e latino-americana. São ainda apresentadas criações originais de Isabel e de Tita. O espetáculo apresenta uma sonoridade acústica, repleta de ritmos chilenos e latino-americanos reinventados, contando com instrumentos como guitarras acústicas, cuatro venezuelano, charango, percussões e flauta transversal.
Violeta Parra é pouco conhecida em Portugal, mas foi graças a ela que, nos anos 1950, a música tradicional chilena viveu um período áureo de resgate e valorização: em viagem pelo país, mapeou ritmos, danças e canções, reunindo um espólio de cerca de três mil canções tradicionais. Depois, na década de 1960, a sua defesa do património colocou-a na frente do movimento da nueva canción, que não foi mais que a música de intervenção do Chile de Salvador Allende. Violeta Parra pode ser considerada a mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, tendo sido autora de páginas inapagáveis como a canção Volver a los 17. O lirismo dos versos de canções como Gracias a la vida (gravada por Elis Regina) embalou o ânimo de gerações de revolucionários latino-americanos em momentos em que a vida era questionada nos seus limites mais básicos.

Este espetáculo integra as comemorações do centenário do nascimento de Violeta Parra, organizadas pela Secretaria de Cultura do Governo do Chile.

 

Tita Parra voz e guitarra
Isabel Parra voz e cuatro venezuelano
Greco Acuña percussão
Juan Antonio Sánchez voz, guitarra, charango, Flauta

Apoio
Consejo Nacional de la Cultura y las Artes do Chile

Coprodução | CCB/Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017

Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017 é uma iniciativa da UCCI e da Câmara Municipal de Lisboa (Direção Municipal de Cultura e EGEAC)


12 setembro 2017 | 21:00
M/6
75 minutos s/ intervalo
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