Ciclo Beethoven 250

Conversas moderadas por Gabriela Canavilhas

CCB

GABRIELA CANAVILHAS

Na sequência do esforço nacional de contenção do novo coronavírus (COVID 19) e em consonância com as orientações da Direção Geral de Saúde, o Centro Cultural de Belém decidiu cancelar a programação cultural nos seus espaços, bem como as ações destinadas ao público escolar e visitas de grupo, até ao dia 5 de abril.

Estão a ser efetuados esforços no sentido do reagendamento dos espetáculos.

Para o devido reembolso, deverá dirigir-se ao local de compra dos mesmos, em data anunciar.

Para compras online irão receber um e-mail com todas as informações.

Agradecemos a sua compreensão.

Quase tudo já foi dito e escrito sobre o extraordinário legado musical de Beethoven. A sua obra representa mais do que o produto de um compositor excecional que transcendeu o classicismo do século XVIII, conduzindo-a ao encontro de algo novo, o Romantismo: representa o Novo Tempo, a conceção da Arte dirigida à Humanidade, ao Homem pós-Revolução Francesa. Representa o espírito liberal da nova sociedade burguesa que emergia na Europa, o artista com Ideal, com princípios humanitários e pensamento próprio, que não hesitou em os projetar na sua música como afirmação ideológica.
Há algo na sua música que convoca o melhor que temos em nós, como se nos garantisse uma capacidade interior de nos suplantarmos e a certeza inequívoca no triunfo.
Alguém disse: «Estude Shakespeare e ele nos mostrará quem somos. Ouça Beethoven e ele nos mostrará quem poderíamos ser.»
Em três ciclos de conversas, com seis convidados, iremos conversar sobre a marca de Beethoven na transição do espectro cultural oitocentista, cumprindo-se ontem, como hoje, o papel indiscutível da arte como indutor das transformações sociais.


17 de março
Beethoven e os portugueses
Que país era o nosso quando as obras de Beethoven se ouviam na Europa (1800-1840) e o seu rasto não se fazia sentir em Portugal? E hoje, como se identifica o público português com aquilo que representa a sua música?
Um tema a debater com o jurista e político Sérgio Sousa Pinto e o maestro Martim Sousa Tavares.


24 de março
Beethoven, o piano e a orquestra
Foi com o piano e as sonatas iniciais que Beethoven encetou a transformação formal e idiomática na sua música, que imprimiu de seguida nas suas sinfonias e, por fim, nos últimos quartetos, sempre com ciclos de sonatas para piano em paralelo a marcar o caminho da renovação. Em contrapartida, a sua música para piano reteve a marca do orquestrador, a sonoridade da orquestra e a expressão de uma orquestra.
Tema para debate com um dos mais internacionais músicos portugueses da atualidade:o pianista Artur Pizarro.

31 de março
Beethoven, a Humanidade na sua música
É difícil ouvir Beethoven sem extrair da sua música um enorme sentimento de humanidade, fator que provavelmente justifica o extraordinário apelo da sua música junto do cidadão comum. Entender o poder transformador da música de Beethoven, enquanto mensagem de um homem dirigida aos seus semelhantes – quer no tempo em que viveu, quer nos nossos dias – é o objetivo deste encontro, em debate  com António Araújo, historiador e ensaísta, e António Filipe Pimentel, historiador de Arte.

 

 


17, 24 e 31 março 2020  18:00
Centro de Congressos e Reuniões | Piso 1
M/6
Duração aprox. 1h
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