Ciclo de Cinema William Shakespeare

Sorrisos de uma Noite de Verão (1955)

de Ingmar Bergman

Sorrisos de uma noite de verão - cinema no CCB

Sorrisos de uma noite de verão

 O filme vai ser exibido numa versão digital restaurada, em Blu-ray. 

Num género que poucos lhe associam, Bergman faz uma brilhante adaptação livre da comédia Sonho de uma noite de Verão, de Shakespeare, cruzando-a com influências de Arthur Schnitzler, Oscar Wilde e Strindberg.
Esta comédia de costumes explora a guerra de sexos entre os homens – sempre simbolicamente representados de negro –, e as mulheres – sempre representadas pelo branco – para, numa confluência de enredos e revelações amorosas, mostrar como os sentimentos, nomeadamente o amor e a fidelidade, evoluem ao longo da vida e da passagem do tempo.
Apesar do registo bucólico e luminoso de um verão nórdico, o humor poético do filme de Bergman esconde um lado denso e trágico sobre os amores difíceis e a volatilidade das relações humanas, e que já deixa antever o tom e estilo que viriam a pautar as futuras obras deste realizador.
Realizado e produzido de forma simples e sem grandes pretensões, a influência de Shakespeare torna-se evidente sobretudo na mise-en-scène, quer na encenação dos diálogos, quer na composição das cenas que, até pela posição assumida pela câmara, nos remete para um palco e para o cariz teatral do texto original.
Vencedor do Prémio Especial do Júri no Festival de Cannes de 1956, Sorrisos de uma Noite de Verão foi o filme que colocou Bergman no mapa do cinema mundial e que, não menos profícuo que a obra original de Shakespeare, inspirou diversos filmes, destacando-se Uma Comédia Sexual numa Noite de Verão (A Midsummer Night’s Sex Comedy, no título original), de Woody Allen, em 1982.



Produção | CCB | Midas Filmes

 


Ciclo de Cinema William Shakespeare
Uma parceria CCB / Midas Filmes

É já longa a relação do cinema com a obra dramatúrgica de Shakespeare. O ciclo de filmes que agora se apresenta cobre um lapso temporal que vai de 1948, com o Hamlet de Laurence Olivier, um homem do teatro, até ao Romeu e Julieta, de Baz Luhrmann, de 1996, adaptação e releitura contemporânea de uma das histórias de amor mais marcantes da literatura ocidental. Se a questão das adaptações a partir da palavra escrita levanta sempre questões de fidelidade ao texto de partida – neste caso as peças de W. Shakespeare –, os filmes deste ciclo são a demonstração de que cada caso é um caso – uns mais próximos do pathos dos personagens, como nas adaptações de Laurence Olivier, e outros em que a linguagem cinematográfica parece afastar-se do texto original ou, ainda, em que o realizador opta por uma aproximação da linguagem ao universo teatral. No entanto, todos os filmes deste ciclo são a demonstração da genialidade de Shakespeare e testemunho do fascínio que a sua obra continua a exercer noutras artes.

17 maio 2019 | 21:00

M/12
Duração aprox.1h50
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