Historial

CCB


A construção do CCB foi decidida em 1988. É um complexo composto por um centro para exposições temporárias, que desde 2006 alberga o Museu Berardo, um módulo com salas polivalentes, um auditório para música sinfónica e ópera e outro mais vocacionado para artes performativas, e um centro de reuniões que acolheu a presidência portuguesa da União Eupropeia, em 1992. Este edifício, assinado pelos arqtos. Vittorio Gregotti (Itália) e Manuel Salgado (Portugal), tem hoje uma intensa programação cultural e uma importante atividade como Centro de Reuniões. É classificado desde 2002 como monumento de interesse público.

Lançado o concurso internacional pelo Instituto Português do Património Cultural, recolheram-se 57 projetos, dos quais seis foram convidados a desenvolver o anteprojeto. A proposta selecionada foi a do consórcio do Arquiteto Vittorio Gregotti (Itália) e do Arquiteto Manuel Salgado (Portugal) que previa a construção de cinco módulos: Centro de Reuniões, Centro de Espetáculos, Centro de Exposições, Zona Hoteleira e Equipamento Complementar. Estão edificados os três primeiros módulos, respetivamente o Centro de Reuniões, o Centro de Espetáculos e o Centro de Exposições (atualmente Fundação de Arte Moderna e Contemporânea Museu Coleção Berardo), estando a decorrer os procedimentos para a conclusão dos restantes módulos.

O Centro de Reuniões foi pensado para acolher, de forma privilegiada, congressos e reuniões de qualquer natureza ou dimensão, através de equipamentos e acabamentos de qualidade. A estrutura passou também a incluir os serviços gerais de funcionamento do CCB, várias lojas, um restaurante, dois bares e duas garagens abertas a utilizadores. 

O segundo módulo, o Centro de Espetáculos, é o epicentro da produção e apresentação de caráter artístico e cultural do CCB. São três salas de diferentes dimensões equipadas para acolher diversos tipos de espetáculos, desde o cinema à ópera, do bailado ao teatro ou qualquer género musical. O Grande Auditório tem uma capacidade de 1429 lugares, o Pequeno Auditório tem uma lotação de 348 lugares e a Sala de Ensaio comporta 72 lugares. É ainda nesta estrutura que se encontram as salas de apoio à produção e preparação dos espetáculos. 

Finalmente, o Centro de Exposições é composto por um conjunto qualificado de áreas expositivas distribuídas por quatro galerias que apresenta e produz exposições de artes plásticas, arquitetura, design, instalações, fotografia. Lojas e uma cafetaria completam a estrutura, que inclui ainda um espaço destinado ao tratamento e armazenamento de peças de arte.
Desde junho de 2007, o Centro de Exposições alberga a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Museu Coleção Berardo.

O CCB ocupa hoje uma área de construção de 97 mil metros quadrados, distribuída por seis hectares separados por duas ruas internas e unidos pelo caminho José Saramago que cria uma continuidade com a Praça do Império, negando a tradicional separação entre o interior e o exterior. É uma pequena cidade, com jardins, lagos, pontes, rampas, ruas, praças, cantos, onde se destaca, pela sua nobreza, a Praça CCB.

O Centro Cultural de Belém é classificado desde 2002 como monumento de interesse público, através do Decreto n.º 5/2002, DR, 1.ª série-B, n.º 42 de 19 de Fevereiro de 2002, incluído na Zona Especial de Proteção do Mosteiro de Santa Maria de Belém.
 

 
Curiosidades
• 30 500 m2 área bruta do Centro de Reuniões
• 22 000m2 área bruta do Centro de Espetáculos
• 35 000 m2 área bruta do Centro de Exposições (80 mil m2 livres para exposições temporárias)
• as paredes do complexo (36 mil m2) estão revestidas de pedra calcária "Abancado de Pêro Pinheiro" com acabamento "Rústico Gastejado" assente em suportes metálicos
• 1600 quilómetros de cabos elétricos
• 15 mil lâmpadas
• 280 quadros elétricos
• 2600 sensores de incêndios, gás e intrusão
• 700 sensores de temperatura, humidade e pressão
• 19 elevadores e monta-cargas
• 1300 portas e portões
• 550 ventiladores, caixas e unidades de ar condicionado