Este evento já decorreu.

Garagem Sul | Exposições de Arquitectura

Maria Moita
A Arquitetura de Emergência

CCB

Paquistão, Sindh. 2013 Pakistan, Sindh. 2013 Foto Amina Saoudi

Maria Moita
A Arquitetura de Emergência

Todos os anos, desastres naturais e conflitos armados causam uma enorme destruição e a deslocação massiva de pessoas. Em 2016, o número pessoas deslocadas internamente devido a conflitos, violência e desastres ascendeu a trinta e um milhões, o equivalente a uma pessoa forçada a abandonar os seus pertences e a sua casa em cada segundo que passa. Isto significa que, em todo o mundo, existe a necessidade de providenciar apoio de emergência e abrigo, de procurar soluções para o deslocamento interno de pessoas, de estabelecer as bases para a reconstrução e, sempre que possível, estarmos preparados para uma evacuação massiva em qualquer parte do mundo. Um abrigo é um elemento central no percurso que conduz da sobrevivência à recuperação. Um abrigo é a essência do espaço habitável. É concebido para responder aos requisitos mínimos de proteção, segurança e dignidade para as famílias afetadas. Um abrigo é, também, uma âncora num lugar em que as pessoas podem assentar, ainda que temporariamente. Assim, num cenário pós-crise, proporcionar abrigo vai para além do fornecimento de paredes e tetos: tem de ser entendido e desenvolvido enquanto catalisador da recuperação. 

Maria Moita é arquiteta pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). Em 2002, inicia projetos e uma investigação sobre construções em cenários pós-catástrofe, tanto de origem humana como desastres naturais. Desde então, trabalhou em Timor-Leste, Haiti, Paquistão, Nepal, Filipinas, Micronésia e Vanuatu. Atualmente, trabalha em Bangkok, no Escritório Regional para a Ásia e o Pacífico da International Organization for Migration (IOM), como especialista em Emergência e Pós-Conflito. Dá resposta a desastres em países da região, lidando com a destruição de habitações e infraestruturas, deslocamentos da população, recolocação, reconstrução e evacuação, em coordenação com outras agências humanitárias e de acordo com os padrões globais e as melhores práticas.

 


6 de novembro de 2018 | 19:00

Sala Luís de Freitas Branco
Enviar a um Amigo