C1 - A Danação de Fausto Hector Berlioz

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Frédéric Chaslin ©Chaslin Martinez

Frédéric Chaslin ©Chaslin Martinez

Orquestra Sinfónica Portuguesa ©Bruno Simão

Coro do TNSC ©Bruno Simão

Nuno Margarido Lopes

Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa

Aquiles Machado

Philippe Rouillon ©Claudius Dans Hamlet

Béatrice Uria-Monzon

Arnaud Rouillon

Arnaud Rouillon

Coro Juvenil de Lisboa

Aquiles Machado tenor FAUSTO
Philippe Rouillon barítono MEFISTÓFELES
Béatrice Uria-Monzon meio-soprano MARGARIDA
Arnaud Rouillon baixo BRANDER
 
Frédéric Chaslin direção musical
 
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Joana Carneiro maestrina titular 
 
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Giovanni Andreoli maestro titular

Pequenos Cantores do Conservatório de Lisboa
Rui Teixeira maestro do coro

Coro Juvenil de Lisboa
Nuno Margarido Lopes maestro do coro

Hector Berlioz (1803-1869) A Danação de Fausto

Em 1828, Hector Berlioz, com apenas 25 anos, era já a quintessência do artista torturado: intensamente idealista, terrivelmente sensível, perpetuamente apaixonado e incrivelmente ambicioso. Nesse ano, Berlioz lê a versão francesa de Fausto e fica fascinado. Começou imediatamente a compor música para algumas partes do poema e, em 1829, publica o seu Opus 1, as Oito Cenas de Fausto.
Como outros artistas antes dele, Berlioz mudou o significado da lenda: O Fausto de Berlioz não é um grande estudioso; não vive em busca de reflexões profundas, mas de grandes emoções; Fausto é torturado pelo tédio; não tem nenhum interesse na magia negra; Mefistófeles chega sem ser convidado; inicialmente não existe nenhum acordo com o diabo, só um estratagema – Mefistófeles apresenta Fausto a Margarida com a intenção de levá-lo à danação; o amor é assim uma cilada armada pelo diabo; e só quando Margarida vai para a prisão, é que Mefistófeles exige de Fausto a sua alma para que a de Margarida possa ser salva. Este novo final foi a grande inovação de Berlioz que transforma Fausto no redentor de Margarida. Ele sacrifica-se, descendo até o inferno para que ela possa chegar ao paraíso.
Berlioz esperava que A Danação fosse um sucesso. Infelizmente, o que deveria ter sido um grande evento musical, passou completamente despercebido.
Afortunadamente, A Danação de Fausto foi depois reconhecida como uma obra-prima. No séc. XX, esta lenda dramática foi decisiva para restabelecer Berlioz como um dos mais importantes compositores da história. - ANDRÉ CUNHA LEAL

                                                                                                 

Concerto legendado em português



Coprodução | CCB | OPART


27 abril 2018 | 21:00

M/6
Duração aprox. 2h c/ intervalo
Enviar a um Amigo