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B25 – DSCH na Rússia

Filipe Pinto Ribeiro ©Rita Carmo

Filipe Pinto Ribeiro ©Rita Carmo

Adrian-Brendel

Corey Cerovsek ©JBMillot

Rosa Maria Barrantes ©Leonel de Castro

Piotr Ilitch Tchaikovsky Souvenir d’un lieu cher, op. 42, para violino e piano
I. Méditation / II. Scherzo / III. Mélodie
Sergei Rachmaninov Duas Peças (Romance e Valsa), para piano a 6 mãos
I. Romance / II. Valsa
Dmitri Schostakovich Trio n.º2, op. 67, para piano, violino e violoncelo
I. Andante / II. Allegro con brio / III. Largo / IV. Allegretto

 
DSCH – Schostakovich Ensemble
Filipe Pinto-Ribeiro piano e direção artística

Corey Cerovsek violino
Adrian Brendel violoncelo
Rosa Maria Barrantes piano

Nesta viagem musical pela Rússia, o DSCH encontra três dos seus maiores compositores: Piotr Ilich Tchaikovsky, Serguei Rachmaninov e, claro, Dmitri Schostakovich, homenageado no nome do ensemble desde o ano da sua fundação, em 2006, precisamente no ano do centenário do seu nascimento. De Tchaikovsky, interpretaremos Souvenir d’un lieu cher (Recordação de um lugar querido), op. 42, um conjunto de três peças muito inspiradas para violino e piano, compostas em Brailovo, na sumptuosa propriedade da mecenas do compositor, a Sra. von Meck. Brailovo é o “lugar querido” onde Tchaikovsky terminou a convalescença do seu casamento frustrado. De Rachmaninov, escolhemos uma raridade: as duas peças para piano a seis mãos, compostas em 1890-91 e dedicadas às três irmãs Skalon. A enérgica Valsa foi composta sobre um tema da autoria de uma das três irmãs, Natalia, e o inspirado Romance contém uma belíssima introdução que viria a ser utilizada pelo compositor no famoso início do segundo andamento do seu Concerto N.º 2 para piano e orquestra.  Para encerrar a viagem, uma obra-prima de Schostakovich: o poderoso Trio op. 67, composto durante os anos da II Grande Guerra. É uma obra profundamente associada ao sofrimento pessoal causado pela morte de um amigo muito próximo, o musicólogo Ivan Ivanovich Sollertinsky, a cuja memória é dedicado este Trio, que vem na linha dos Trios elegíacos de Tchaikovsky e Rachmaninov. Sabendo da morte súbita e inesperada do seu amigo, Schostakovich começou de imediato a compor o Trio e escreveu numa carta a I. Glickmann: “Não tenho palavras para expressar a dor que me atormenta. Ivan Ivanovich não está mais entre nós... É muito difícil ultrapassar este sofrimento…”.


FILIPE PINTO-RIBEIRO


23 abril 2016 | 22:00

Sala Almada Negreiros
M/6
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