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B3 - Por Terras da Escócia

Orquestra XXI

CCB

Orquestra XXI ©FCG Marcia Lessa

Dinis Sousa HiRes ©Francisco Rivotti

Felix Mendelssohn-Bartholdy As Hébridas; Sinfonia Escocesa
  
Orquestra XXI
Dinis Sousa direção musical

Vivendo uma infância privilegiada no seio de uma abastada família que atribuía especial importância à educação, Felix Mendelssohn-Bartholdy (Hamburgo, 1809 – Lípsia, 1847) revela desde cedo prodigiosas capacidades na música como na literatura e na pintura, traduzindo habilmente do grego para o alemão. Para além de encorajamentos tão extraordinários como o de, no seu 12.º aniversário, ver levado à cena o seu primeiro singspiel em casa dos Mendelssohn, e da permanente aposta na sua formação, também a “viagem” constitui, já em tenra idade, uma experiência de máxima influência na construção da sua personalidade. Se em criança viajara pela Alemanha e visitara Paris com a família, travando contacto com personagens tão incontornáveis como J. W. Goethe, aos 20 anos Mendelssohn sente o forte apelo da viagem, planeando percorrer Itália, França e Inglaterra com o intuito de “cultivar o gosto”. Chegado a Londres, em abril de 1829, o jovem Mendelssohn abre oficialmente a sua visita dirigindo a sua primeira sinfonia, numa temporada em que, entre outras, apresenta ainda a sua bem recebida Abertura de Sonho de uma Noite de Verão. Viajando seguidamente para a Escócia, aí descobre a inspiração, tanto para a abertura As Hébridas como para a Sinfonia n.º 3, conhecida como Sinfonia Escocesa. Só em 1842 é esta última concluída, sendo publicada no ano seguinte com dedicatória à Rainha Vitória. Não evocando qualquer narrativa, a atmosfera escocesa reflecte-se pela influência de algum material melódico, consistindo esta obra na experiência mais ambiciosa de Mendelssohn a nível formal (sendo os quatro andamentos tocados sem interrupção). A lenta introdução ao primeiro andamento reaparece por momentos no final do mesmo para o ligar ao scherzo; o andamento lento começa com uma passagem que afecta uma transição da tonalidade do scherzo (fá maior) para a sua própria tonalidade (lá maior), havendo uma familiaridade temática que liga algumas das principais ideias da obra.


DIANA FERREIRA
[A AUTORA ESCREVE SEGUNDO A ANTIGA ORTOGRAFIA]


23 abril 2016 | 18:00

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