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C6 - Tempestade

Divino Sospiro

Divino Sospiro

Divino Sospiro

Celine Scheen ©Tantdeposes SF Mariscotti

Hugo Oliveira

Vittorio Ghielmi ©LMontesdeoca

Divino Sospiro

Elisa Bestetti, Valeria Caponnetto, Katarzyna Solecka, Lina Manrique, Gemma Longoni violinos
Roxanne Dykstra violeta
Sara Ruiz viola da gamba
Marta Vicente violone em Sol
Pedro Castro flauta de bisel
Marianna Henriksson cravo, órgão positivo

Céline Scheen soprano
Hugo Oliveira baixo
Fabio Rinaudo gaita-de-foles renascentista
Vittorio Ghielmi viola da gamba e direção musical


Henry Purcell (1659-1695) Music for a While com texto de John Dryden
Matthew Locke (1622-1677) The First Music: Introduction-Galliard-Gavotte, da música instrumental usada em A Tempestade
Robert Johnson (1583-1633) Full Fathom Five (canção original de A Tempestade, Ato I, Cena II), publicada em Cheerful Ayres or Ballads, 1659
Henry Purcell (1659-1695) Mask of the Spirits: Arise, arise ye subterranean winds
Compositor anónimo do tempo de Shakespeare Fortune My Foe (gaita-de-foles)
Compositor anónimo do tempo de Shakespeare Peg-a-Ramsey de Twelfth Night, Ato II, Cena III (gaita-de-foles)
Matthew Locke (1622-1677) The Second Music: Sarabrand-Lilk, da música instrumental usada em A Tempestade
Henry Purcell (1659-1695) Mask of the Spirits: Great Neptune!, música para A Tempestade (versão de Dryden/Shadewell)
Compositor anónimo do séc. XVII She rose and let me in (arr. Vittorio Ghielmi) (gaita-de-foles)
Henry Purcell (1659-1695) Ariel: Dry those eyes which are o’erflowing, música para A Tempestade (versão de Dryden/Shadewell)
Matthew Locke (1622-1677) Curtain Tune da música instrumental usada em A Tempestade
Robert Johnson (1583-1633) Where The Bee Sucks There Suck I (canção original de A Tempestade, Ato V, Cena I), de Cheerful Ayres or Ballads, 1659
Matthew Locke (1622-1677) Rustick Air da música instrumental usada em A Tempestade
Compositor anónimo do séc. XVII Cremonea (arr. Vittorio Ghielmi) (gaita-de-foles)
Compositor anónimo do séc. XVII Callino Casturame (do gaélico Cailín Og, an Stiuir Thu mi, Young Maid, will you guide me, citado por Shakespeare em Henry V) (gaita-de-foles)
Henry Purcell (1659-1695) No stars again shall hurt you from above, música para A Tempestade (versão de Dryden/Shadewell)

Conceito: Vittorio Ghielmi & Massimo Mazzeo

O estranho e mágico mundo que Shakespeare inventa em A Tempestade tem inspirado compositores ao longo de mais de 400 anos.
Toda a narrativa desenrola-se a partir de um fascinante percurso feito de «barulhos», encantos, «truques auditivos», seja na língua falada, seja na língua dos sons. É um mundo todo feito de situações implacavelmente estranhas e tentadoras, um mundo de astúcias do intelecto; afinal, na «tempestade» nada é estável. Ilusão, desilusão e imprevisto colidem nessa ilha curiosa, sentada numa espécie de vazio entre a «ordem» do Mediterrâneo e a «excitabilidade» do Norte de África.
A Tempestade tem oferecido ilimitadas possibilidades de interpretação, de viagens possíveis e impossíveis dentro do território da fantasia, da filosofia, do conhecimento da natureza humana.
Locke escreveu em 1674 música para a versão encenada, em forma de semiópera, por Thomas Shadwell, numa produção que também contemplava dança, canções (as chamadas «broadside ballads») e diálogos recitados (excertos abreviados do texto original de Shakespeare, que também introduzimos no nosso concerto).
A produção de Shadwell foi substituída em 1690 por uma nova encenação com música de H. Purcell, cuja visão e instinto teatral deverá ter parecido tão arrojado e visionário aos seus contemporâneos do séc. XVII. É extraordinário como na música de Purcell, se prestarmos atenção aos pormenores, poderemos detetar sinais e reflexos dos mistérios de A Tempestade e da Ilha onde tudo isso acontece.
Iremos ouvir uma boa parte das músicas originais de Locke e Purcell escritas para caracterizar A Tempestade, sendo o programa concluído com melodias de carácter mais folclórico. Essas melodias estiveram na base das chamadas «broadside ballads», baladas que eram cantadas pelos «tocadores» ambulantes na época de Shakespeare. Nessa base, tentámos dar lugar a uma «dramaturgia» entre música culta e música popular, à volta das duas Tempestades de Locke e Purcell.
E, assim, como canta a famosa canção do Ariel:
«Como em todos os romances, tudo acaba em maravilha

 

Produção | CCB

 


27 abril 2019 | 17:00
M/6
Duração estimada 60 min
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