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D11 - A Trilogia das Barcas: Auto da Barca do Purgatório

Toy Ensemble

Toy Ensemblee ©Fernando Lapa

Toy Ensemblee ©Fernando Lapa

Sara Barros Leitão

João Castro

Fernando Lapa música
Sara Barros Leitão adaptação/conceção, atriz
João Castro ator

Toy Ensemble
Jed Barahal violoncelo / David Lloyd viola e violino / Ricardo Alves clarinete e clarinete baixo / Magna Ferreira voz e percussão / Christina Margotto piano

Teresa Arcanjo assistente de cena

Agradecimentos Teatro Nacional de São João – Porto / Escola dos Gambozinos / Escola Guilhermina Suggia

Gil Vicente (c.1465-c.1536) Auto da Barca do Purgatório (uma leitura)

Purgatório retoma o motivo trabalhado em Inferno, mas constitui uma unidade autónoma. «São representações distintas de almas humanas, num conjunto que se vai formando: Purgatório conhece Inferno, Glória conhece Inferno e Purgatório», como diz Cardeira Villalba.
Purgatório terá sido apresentado na capela de um hospital, para que os doentes pudessem assistir ao auto, comportando, assim, a função didática de ser apresentado a quem está a sentir de perto a doença ou a morte. 1518 é o ano a que se atribui a primeira apresentação pública desta obra e é também o ano da peste em Lisboa, pelo que a actualidade da doença é tão pertinente que se imiscui discretamente no auto.
«Purgatório é, simultaneamente, um espaço e um tempo, o tempo de espera num cais de embarque. É esperar e não embarcar. Os três autos com barcas passam-se no Purgatório, mas é em 1518 que este surge como uma instância nova, um destino (provisório) que não é o Paraíso nem o Inferno e para onde não há barca – há só ficar em cena na margem do rio, à espera de outro destino que há-de vir depois do fim do auto», como escreve José Camões.
Assim, O Auto da Barca do Purgatório tem uma construção mais linear e alargada, sugerindo movimentos horizontais e sustentados, com alguns cirúrgicos pontos de contraste ou de ruptura. Esta dinâmica energética reflectir-se-á na proposta cénica e sonora, que, apesar de beber da mesma estética que acompanha o tríptico, torna a obra absolutamente distinta das demais. - SARA BARROS LEITÃO

                                                                                                
A autora escreve segundo a antiga ortografia


Produção | CCB


28 abril 2018 | 19:00

Sala Almada Negreiros
M/6
Duração aprox. 1h
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