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D6 - Caim, ou o Primeiro Homícidio de Scarlatti

Ludovice Ensemble

Ludovice Ensemble ©Tomás Monteiro

Ludovice Ensemble ©Tomás Monteiro

Fernando Miguel Jalôto ©Michal Novak

Carlo Vìstoli

Eduarda Melo ©Susana Neves

Fernando Guimarães

Joana Seara

Pascal Bertin ©Ferranti Ferrante

Hugo Oliveira

Ludovice Ensemble
Fernando Miguel Jalôto direção musical
Huw Daniel concertino e violino solo
Joana Amorim flauta solo
Carlo Vìstoli contratenor CAIM
Eduarda Melo soprano ABEL
Fernando Guimarães tenor ADÃO
Joana Seara soprano EVA
Pascal Bertin contratenor DEUS
Hugo Oliveira barítono LÚCIFER

Ludovice Ensemble
Joana Amorim flauta / Huw Daniel, Patrizio Germone violino solo / Iñigo Aranzasti, Reyes Gallardo, Álvaro Pinto, César Nogueira violino / Miriam Martins viola e violino / Julien Hainsworth violoncelo / Marta Vicente contrabaixo / Sara Águeda Martín harpa / Manuel Minguillón tiorba e guitarra / Fernando Miguel Jalôto cravo e órgão

Alessandro Scarlatti (1660-1725) / Cardeal Pietro Ottoboni (1667-1740) Caim ou o Primeiro Homicídio

Caim, ou o primeiro homicídio é uma oratória de Alessandro Scarlatti composta sobre um libreto do cardeal Pietro Ottoboni (1667-1740) e estreada em Veneza na Quaresma de 1706. Obedece genericamente à forma e convenções típicas do género tal como este se cristalizou em Itália nos finais do século XVII. Apesar da temática ser edificante e moral, não é uma obra religiosa, mas antes um «entretenimento sacro». Scarlatti foi um dos principais cultivadores do género compondo cerca de 37 obras, tanto em latim como em italiano, estreadas na sua maioria em Roma. Caim é a única oratória de Scarlatti estreada em Veneza e o sujeito é a trágica história de Caim e Abel, narrada no Livro do Génesis 4, 1-18. Caim é, no contexto da cultura judaico-cristã, o primeiro criminoso, e não só fruto mas também origem de todo o Mal. Abel é percebido como o primeiro mártir e, para os cristãos, assume a categoria de arquétipo do próprio Cristo, enquanto vítima inocente, expiatória de um pecado alheio. O objectivo final da obra é apelar à conversão dos pecadores mas o ênfase é colocado nas paixões e atitudes negativas personificadas em Caim: desobediência, transigência, tentação, orgulho, inveja e revolta. Esta é das oratórias mais ricas e variadas de Scarlatti, e duas principais acções dramáticas – a apresentação do sacrifício pelos dois irmãos e o fratricídio, seguido da condenação – são tratadas de forma muito efectiva. As personagens são incisivamente caracterizadas, não só nas árias individuais mas também nos duetos, pela variedade empregue na escrita vocal. A predominância de tempos lentos e tonalidades menores reforçam o carácter trágico e melancólico da obra. Os ritornelos e as diversas sinfonias auxiliam a caracterização dos estados de ânimo oferecendo breves mas eficazes «paisagens» sonoras que antecipam ou reflectem as emoções e o drama de uma obra magistral. - FERNANDO MIGUEL JALÔTO

                                                                                                 

O autor escreve segundo a antiga ortografia


Produção | CCB


28 abril 2018 | 19:00

M/6
Druração aprox. 2h45 c/intervalo
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