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D7 - La Piccola Morte - Madrigais Eróticos

Grupo Vocal Olisipo

Grupo Vocal Olisipo

Grupo Vocal Olisipo

Armando Possante direção musical
Grupo Vocal Olisipo
Elsa Cortez, Patrycja Gabrel sopranos / Lucinda Gerhardt, Maria Luísa Tavares meios-sopranos / Carlos Monteiro tenor / Armando Possante barítono

Jacob Arcadelt (c.1507-1568) Il bianco e dolce cigno
Claudio Monteverdi (1567-1643) Si, ch’io vorrei morire; Ohimè, il bel viso
Luca Marenzio (1553-1599) Tirsi morir volea; Basciami mille volte
Giaches de Wert (1535-1596) Ah dolente partita
Hans Nielsen (1580–1626) T’amo, mia vita
Carlo Gesualdo (1566-1613) Moro lasso
Heinrich Schütz (1585-1672) Tornate, o cari baci
Alessandro Scarlatti (1660-1725) Mori, mi dici
Marc’Antonio Ingegneri (c.1535-1592) Mirate occhi miei

A associação entre o êxtase amoroso e a morte era corrente na poesia italiana séculos antes de se generalizar a utilização da expressão «la petite mort» como eufemismo poético para o orgasmo. É recorrente para autores do cinquecento esta conotação que permite abordar a sexualidade de uma forma simultaneamente oculta e ostensiva, como um segredo conhecido por todos. Apesar do anacronismo, utilizámos a versão italiana desta expressão oitocentista como título do nosso programa de madrigais eróticos, «la piccola morte».
As referências ao acto sexual eram traduzidas pelos compositores em gestos musicais facilmente identificáveis, como as pausas expressivas imitando os suspiros amorosos, o entrelaçar de pares de vozes, trocando de posição entre o agudo e o grave, aproximando-se nas dissonâncias e afastando-se nas consonâncias, à imagem dos movimentos e gemidos de um par de amantes.
A origem da associação à morte é difícil de encontrar, mas poderá estar ligada à crença comum de que o espírito deixava o corpo no momento da morte e também no do clímax sexual, sendo desta forma o corpo imbuído do espírito no momento da concepção.
Um dos pontos máximos de descrição explícita é o poema Tirsi morir volea. É na frase final deste poema que o poeta Guarini descreve o que, no fundo, está presente em todas as menções de morte neste programa: «Assim morreram os amantes afortunados, de morte tão suave e grata que para mais morrer voltaram à vida!» - ARMANDO POSSANTE

                                                                                                      
O autor escreve segundo a antiga otografia


Produção | CCB


28 abril 2018 | 15:00

Sala Luís de Freitas Branco
M/6
Duração aprox. 1h
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