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B1 - A Criação, de Haydn

Orquestra de Câmara Portuguesa

Orquestra Câmara Portuguesa ©Patrícia Andrade

Orquestra Câmara Portuguesa ©Patrícia Andrade

Pedro Carneiro ©Nuno Ferreira Santos

Voces Caelestes

Sérgio Fontão ©Joana Nascimento

Carla Caramujo ©Ana Castro

Thomas Michael Allen ©Oliver Mark

Peter Kellner

Ana Quintans

Wolfgang Holzmair

Carla Caramujo soprano GABRIEL
Thomas Michael Allen tenor URIEL
Peter Kellner baixo RAPHAEL
Ana Quintans soprano EVA
Wolfgang Holzmair barítono ADÃO
Voces Caelestes
Sérgio Fontão maestro do coro
Orquestra de Câmara Portuguesa
Pedro Carneiro direção musical

Joseph Haydn (1732-1809) A Criação

«Gastei tempo porque quero que ela dure», dizia Haydn da sua oratória A Criação. Tal como as últimas composições de Bach, minuciosamente preparadas e impressas, A Criação destinava-se à posteridade, iniciativa ainda pouco habitual na profissão musical.
Com libreto de Gottfried van Swieten, a partir de um poema anónimo inglês inspirado no Génesis e no Paraíso Perdido, de John Milton (1608-1674), A Criação é uma das maiores obras-primas da história da música, propondo-nos uma reflexão sobre o episódio bíblico da Criação do Mundo. Foi apresentada pela primeira vez numa sessão privada em Viena, no Palácio de Schwarzenberg, a 29 de abril de 1798, tendo chegado ao grande público aproximadamente um ano depois, no dia 19 de março de 1799, no Burgtheater de Viena, com Haydn na direção e Antonio Salieri no cravo.
A introdução é uma das páginas mais espantosas de Haydn. Para descrever o caos, explica ele, «evitou as resoluções esperadas; é que ainda nada tomou forma». Três elementos alternam nesta grande obra animada pela filosofia das luzes e pelos ideais da Maçonaria: a narração (recitativo secco dos arcanjos e depois do Génesis); os comentários líricos ou descritivos (recitativos acompanhados, árias, excecionalmente coro); e os cantos de louvor (conjuntos e coro). A influência de Händel foi, sem dúvida, determinante: Haydn tinha podido ouvir as suas oratórias durante as suas duas estadas em Londres. Mas A Criação é, sobretudo, fruto da sua própria experiência. É o primeiro exemplar de um novo tipo de oratória, a do século XIX e XX. - ANDRÉ CUNHA LEAL

                                                                                                   

Concerto legendado em português.


Produção | CCB

 

 


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26 abril 2018 | 21:00

M/6
Duração aprox. 2h c/intervalo
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