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C13 – DSCH na América

Filipe Pinto Ribeiro ©Rita Carmo

Filipe Pinto Ribeiro ©Rita Carmo

Adrian-Brendel

Corey Cerovsek ©JBMillot

George Gershwin Suite de Porgy and Bess (arr. Heiffetz), para violino e piano
I. Summertime and A Woman is a Sometime Thing / II. My Man’s Gone Now / III. It Ain’t Necessarily So / IV. Bess, You is My Woman Now / V. Tempo di Blues
Samuel Barber Souvenirs, op. 28 (seleção), para piano a 4 mãos
I. Waltz / II. Hesitation – Tango / III. Galop
Astor Piazzolla Grand Tango, para violoncelo e piano
Leonard Bernstein Trio para piano, violino e violoncelo
I. Adagio non troppo – Più mosso – Allegro vivace / II. Tempo di marcia / III. Largo – Allegro vivo e molto ritmico

 
DSCH – Schostakovich Ensemble
Filipe Pinto-Ribeiro piano e direção artística

Corey Cerovsek violino
Adrian Brendel violoncelo
Rosa Maria Barrantes piano

Gershwin, Barber, Piazzolla e Bernstein estão, sem dúvida, entre os mais importantes e reconhecidos compositores do continente americano. Escolhemos começar esta viagem musical do DSCH na América com uma suite de canções da ópera Porgy and Bess, obra-prima de George Gershwin, aqui num excelente arranjo para violino e piano da autoria de Jascha Heifetz, considerado por muitos o maior violinista do séc. XX. A herança de Gershwin é fortíssima, como denota a sua influência na música que o sucedeu, da erudita ao jazz. De Samuel Barber, interpretaremos uma seleção de peças de Souvenirs, obra original para piano a quatro mãos, composta em 1952 e que viria a ser orquestrada para um bailado. O compositor propõe-nos imaginar um cenário reminiscente do Hotel Plaza, em Nova Iorque, em 1914, época dos primeiros tangos, evocados no seu Hesitation-Tango. Ora, com Astor Piazzolla foi aberto um novo capítulo na história do tango argentino, o chamado “nuevo tango”. Le Grand Tango, para violoncelo e piano, foi composto em 1982, para o grande violoncelista russo Mstislav Rostropovich, e é uma obra emblemática do novo tango de Piazzolla, em que mistura ritmos tradicionais do tango com elementos da música erudita e do jazz. Para terminar a nossa viagem pela América, escolhemos o Trio de Leonard Bernstein, uma obra que compôs com apenas 19 anos e em que inclui já muitas das características intrínsecas da sua linguagem musical: elementos de blues e jazz, motivos populares, virtuosismo, humor, energia exuberante… O Trio data de 1937, precisamente o ano da morte de Gershwin, ídolo musical de Bernstein que viria a reconhecer que esse acontecimento trágico foi o momento crucial em que se tornou verdadeiramente compositor.


FILIPE PINTO-RIBEIRO


24 abril 2016 | 19:00

Sala Luís de Freitas Branco
M/6
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