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C6 – A Canção da Terra

Ensemble Mediterrain

CCB

Ensemble Mediterrain ©Bruno Borralhinho

Bruno Borralhinho ©Bruno Borralhinho

Karolina Gumos ©Karolina Gumos

Fernando Guimaraes ©Fernando Guimaraes

Gustav Mahler A Canção da Terra, versão de câmara de A. Schoenberg e R. Riehn
I. Das Trinklied vom Jammer der Erde / II. Der Einsame im Herbst / III. Von der Jugend / IV. Von der Schönheit / V. Der Trunkene im Frühling / VI. Der Abschied

Ensemble Mediterrain
Bruno Borralhinho direção musical
Karolina Gumos meio-soprano
Fernando Guimarães tenor*

Gabriel Adorján violino
Laura Volkwein violino
Sonsoles Jouve del Castillo viola
Raquel Reis violoncelo*
Hiroaki Aoe contrabaixo
Matthieu Gauci Flauta
Fabian Schäfer oboé
Iva Barbosa clarinete*
Ricardo Ramos fagote*
Luís Vieira trompa*
Dunja Robotti piano
Rui Sul Gomes percussão*
Marco Fernandes percussão*                  
* Músicos convidados

A Canção da Terra foi composta numa fase especialmente delicada da vida de Gustav Mahler, coincidindo com a morte de uma filha com apenas quatro anos e com a sua demissão da Ópera de Viena por pressões externas e com motivação supostamente antissemita. Baseada em textos da antologia A flauta chinesa, de H. Bethge, sobre poemas populares chineses, a obra é por muitos considerada a principal do compositor, de certa modo autobiográfica, e a sua Nona Sinfonia, justificando assim o subtítulo original de Symphonie für eine Tenorund Alt-Stimme und Orchester. Esta fascinante versão para orquestra de câmara, iniciada por A. Schoenberg em 1921 e concluída em 1983 por R. Riehn, ocupa entretanto um lugar destacado no repertório camerístico: “A ambição de Schönberg [...] não tinha como objectivo uma nova interpretação, mas sim uma tentativa respeitosa, humilde e de grande dificuldade técnica de preservar o som original com uma incomparável economia de meios” (Riehn). O lugar passageiro que o Homem ocupa no mundo eterno, a solidão, a juventude, a beleza, a ilusão e, por fim, a despedida, são os temas dos seis maravilhosos andamentos desta obra que Anton Webern descreveu como “o percurso da vida e de quem a viveu, na alma de quem enfrenta a morte”.

BRUNO BORRALHINHO

[O AUTOR ESCCREVE SEGUNDO A ANTIGA ORTOGRAFIA]


24 abril 2016 | 13:00

M/6
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