D11 - Muito Barulho por Nada

Doppio Ensemble

Doppio Ensemble

Doppio Ensemble

Doppio Ensemble
  Evandra de Brito Gonçalves violino
  Ana Queirós piano

Erich Wolfgang Korngold (1897-1957) Much Ado About Nothing, op. 11, para violino e piano
I. Maedchen im Brautgemach
II. March der Wache
III. Gartenscene
IV. Hornpipe

Sergei Prokofiev (1891-1953) Três peças do bailado Romeu e Julieta
I. Montagues and Capulets
II. Dance of the Antilles Girls
III. Masks

Sergei Prokofiev (1891-1953) Sonata n.º 2 para violino e piano, op. 94bis
I. Moderato
II. Presto
III. Andante
IV. Allegro com brio

Korngold escreveu em 1918 a música de cena para a peça de Shakespeare Much Ado about Nothing, originalmente para pequena orquestra. Reduzida a 5 andamentos para serem executados por um grupo de câmara, em 1920 foi novamente utilizada na produção da peça em Viena. A falta de músicos para todas as apresentações levou a que o compositor adaptasse a música a uma formação de duo piano/violino, interpretando ele próprio a parte do violino. Surgiu assim a suite de 4 andamentos. O primeiro andamento representa as damas na câmara nupcial, num tom nostálgico. O segundo andamento é uma marcha grotesca que parece parodiar Mahler. A Cena no Jardim, terceiro andamento, é uma valsa lenta e idílica e a obra termina com uma Masquerade alegre.
Prokofiev compôs em 1943 a sonata para flauta e piano e, por sugestão do violinista D. Oistrakh, decidiu transformá-la numa sonata para violino e piano. O compositor pretendia uma sonata num estilo «gentil, clássico e fluido», qualidades evidentes no primeiro andamento com ambos os temas líricos e eloquentes. O scherzo fervilha de energia numa escrita de ritmos marcados e rápidas mudanças de registo, enquanto as breves e expressivas passagens lentas possuem, nas palavras de Alan Rich, «a ternura de um andante de Mozart». O último andamento passa por várias mudanças de carácter e tempo, concluindo num brilhante e arrebatador finale.
A obra Romeu e Julieta tornou-se tema de composições de Mendelssohn, Bellini, Gounod, Schumann, Lizst, Verdi e Strauss e, numa ligação remota, Delius e Bernstein.
O baliado de Prokofiev teve a sua origem em 1934 e foi composto entre 1 de julho e 8 de setembro de 1935, enquanto compunha o Concerto para violino n.º 2. Segue com fidelidade a obra de Shakespeare e foi estreada em Brno, Checoslováquia (1938). Prokofiev utilizou muita da sua música em duas suites para orquestra, atribuindo diferentes temas a diferentes personagens caracterizadas pelas suas emoções, repetindo e transformando motivos condutores na partitura.
A suite para violino integra Die Montagues and Capulets, retratando a rivalidade entre as duas famílias. A segunda parte do andamento, uma marcha de carácter sinistro por vezes denominada Dança dos Cavaleiros, é um dos excertos mais populares da obra. Masques é a procissão grotesca de Romeu, Mercúcio e os seus amigos mascarados a caminho do baile, da Suite n.º 1.

 

Produção | CCB


28 abril 2019 | 18:00
Sala Sophia de Mello Breyner Andresen
M/6
Duração estimada 50 min
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