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D4 - To Play Or Not Play

Os Músicos do Tejo

Os Músicos do Tejo

Os Músicos do Tejo

João Fernandes

Os Músicos do Tejo
  Mauro Lopes e Sara Llano violinos I
  Nuno Mendes e Lígia Vareiro violinos II
  Paul Wakabayashi, Pedro Braga Falcão, Lúcio Studer e Maria Bonina violas
  Pedro Massarrão violoncelo
  Filipa Meneses violone
  Débora Bessa, Janaina Nóbrega flautas
  Nicolas André fagote
  Daniel Zapico teorba
  Marta Araújo cravo e coordenação
  Marcos Magalhães cravo e direção musical

João Fernandes baixo e narrador


Conceção de João Fernandes, Marcos Magalhães e Marta Araújo.

William Shakespeare (1564-1616): Excerto de As you like it – Ato II, Cena 7
John Dowland (1563-1626): In Darkness let me dwell
William Shakespeare: Excerto de Hamlet – Ato III, Cena 1 (Tradução de D. Luís I)
William Lawes (1602-1645): Consort sett a seis, em Sol menor – Pavan
William Shakespeare: Excerto de Hamlet - Ato II, Cena 2
Compositor Anónimo: Go from my Window – Balada
Orlando Gibbons (1583 - 1625): Go from my Window
William Shakespeare: Soneto 128, How oft when thou, my music, music play’st
William Byrd (1543-1623): The Queens Alman
Henry Purcell (1659-1695): If Music be the Food of Love
William Shakespeare: Excerto de Hamlet - Ato III, Cena 2 (Tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen)
John Dowland: The Earle of Essex Galiard
William Byrd: La Volta
Compositor Anónimo: Watkin’s Ale – Balada
William Byrd: Callino Casturame
William Shakespeare: Excerto de Hamlet – Ato III, Cena 2 (Tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen)
Antonio Salieri (1750-1825): Sorte pettegola – Ária extraída de Falstaff
William Shakespeare: Três citações tiradas de Othello – Ato III, Cena 3
Antonio Salieri: Reca in Amor – Ária extraída de Falstaff
William Shakespeare: Soneto 129, Th’expense of spirit in a waste of shame
William Byrd: Fantasia a 6 
Compositor Anónimo: Tom O’ Bedlam – Balada
William Shakespeare: Excerto de Henry VI – Ato III, Cena 2

 

No seguimento do tema proposto, vamo-nos debruçar sobre o grande autor William Shakespeare e a sua obra maravilhosa, tão perfeita que parece magia. Obra que sendo teatro é em grande parte poesia em verso, por vezes livre, por vezes em rima. E assim também está próxima da música. O mundo artístico de Shakespeare é portanto mistério, música, poesia e todos os sentimentos humanos.
O mundo dramatúrgico, demiúrgico de Shakespeare, povoado de centenas de personagens com acções e personalidades tão diversas, é um mundo da interioridade do próprio Shakespeare, que as criou. E assim lhes deu vida. É este mundo interior que pretendemos evocar no nosso programa, com recurso à música dos sons harmoniosos, à música das palavras, à música do encontro das pessoas no palco em conjunto e passando por vários estados emocionais, sociais e artísticos. Da música de taberna, que conta baladas narrativas e poesia popular, ao contraponto caprichoso, que os ingleses tanto apreciavam e cultivavam, ao tesouro político poético das peças do bardo de Stratford-upon-Avon.
E assim, com o talento multiforme de João Fernandes, questionar se as muitas vozes que saem da cabeça são uma forma de loucura ou uma forma de lucidez quase divina.


Produção | CCB


28 abril 2019 | 15:00
M/6
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