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D1 - The Fairy Queen

Ana Quintans ©Cristovão

Ana Quintans ©Cristovão

Claire Debono

Marcel Beekman ©Sarah Wijzenbeek

André Henriques

Carlo Vistoli ©Gianandrea Uggetti

António Carrilho ©Rita Delille

Ana Quintans soprano I
Claire Debono soprano II
Carlo Vistoli contratenor
Marcel Beekman tenor
André Henriques barítono

La Paix du Parnasse/Javier Aguirre & António Carrilho
Emmanuel Resche-Caserta concertino
Diego Fernandéz Rodriguez contínuo
António Carrilho direção musical

La Paix du Parnasse
   Emmanuel Resche-Caserta (concertino), Álvaro Pinto, Raquel Cravino, Koos Verhage            violinos I
   Sergio Suarez, Irene Martínez Sevilla, Zofía Pajak violinos II
   Juan Mesana, Isabel Martín violas
   Javier Aguirre, Elsa Pidre violoncelos
   Duncan Fox contrabaixo
   Katherine Rawdon, Gonçalo Freire flautas
   Josefa Megina, Román Álvarez, Guillermo Beltrán oboés
   Anita Rosman fagote
   Hugo Santos, Daniel Louro trompetes
   Pedro Estevan percussão
   Diego Fernández Rodriguez cravo

Henry Purcell (c.1659-1695) Excertos da semiópera The Fairy Queen

Ato I:
• Abertura
Fill up the bowl

Ato II:
• Prelúdio
Come all ye Songsters of the sky
May the God of Wit inspire
See, even Night herself is here
I am come to lock all fast
One charming night
Hush, no more

Ato III:
Dance for the fairies
Dance for the green man
Dialogue between Coridon and Mopsa

Ato IV:
• Sinfonia
Now the night
Let the fifes, and the Clarions
Entry of Phœbus
When a cruel long Winter
Thus the ever Grateful Spring
Here´s the Summer, Sparingly, Gay
Next Winter comes Slowly

Ato V:
The Plaint
• Sinfonia
Thus The Gloomy World
Hark! How All Things
Hark! The Ech´ing Air
Sure The Dull God
• Prelúdio
See, see, I obey
Turn then thine Eyes
My Torch, indeed
Chaconne
They shall be as happy


The Fairy Queen, apesar de ser frequentemente descrita como ópera, é, em verdade, uma «semiópera», género muito popular no barroco inglês, constituído por uma peça teatral (falada) com cenas musicais, chamadas «masques», interpoladas. Neste caso, o libreto é derivado da peça de Shakespeare, Sonho de uma Noite de Verão.
A obra foi estreada em 1692, após um longo período de preparação para a encenação, durante o qual Purcell continuou a alterar a música, fazendo com que haja várias versões da mesma, sem que nenhuma seja definitiva. A partitura existente perdeu-se após a morte do compositor, sendo redescoberta apenas no século XX. É provável que uma encenação completa, com toda a música, durasse umas quatro horas.
No contexto da semiópera, em que a música é em grande parte independente da acção cénica, era tradicional as intervenções musicais serem feitas por personagens ou sobrenaturais ou pastorais ou, eventualmente, bêbedos: este último fenómeno vê-se na cena do poeta bêbedo no primeiro acto, cena adicionada após o grande sucesso da estreia. Todas as masques em The Fairy Queen são apresentadas ou por Titania ou por Oberon, e o tema de cada uma tem uma relação com a acção cénica. Assim, Purcell cria uma espécie de «comentário» paralelo à peça de Shakespeare, explorando os temas da noite, do sono, do encanto e do amor.
The Fairy Queen é considerada talvez a melhor obra de Purcell para palco, contendo não só melodias altamente memoráveis e por consequência frequentemente interpretadas fora do contexto original, mas mostrando um sentido harmónico extremamente subtil (sobretudo nos coros) e um uso refinadíssimo de contraponto. Além disso, a grande coerência da música, notável dadas as circunstâncias da composição, faz dela uma das obras-primas do barroco inglês.-IVAN MOODY


O autor escreve de acordo com a antiga ortografia

CONCERTO LEGENDADO EM PORTUGUÊS


Produção | CCB


28 abril 2019 | 15:00
M/6
Duração estimada 50 min
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