C12 - DSCH – Schostakovich Ensemble

La Bonne Chanson

CCB

DSCH

Filipe Pinto Ribeiro ©Rita Carmo

Hagar Sharvit

O ciclo de nove canções La Bonne Chanson ocupa um lugar cimeiro na obra de Gabriel Fauré e no maravilhoso universo da “mélodie française”.  A obra é baseada em poemas do livro homónimo de Paul Verlaine. A maior parte de La Bonne Chanson foi composta nos Verões de 1892 e 1893, que Fauré passou em Bougival, como convidado do banqueiro Sigismond Bardac e da sua mulher, a cantora Emma Bardac, por quem Fauré se apaixonou (apesar desta vir a casar mais tarde com Claude Debussy). Fauré escreveu que La Bonne Chanson foi a sua composição mais espontânea, com Emma a  cantar-lhe diariamente o novo material musical. Obra de grande arrojo harmónico e profunda expressividade, La Bonne Chanson não foi bem recebida na estreia em Paris pelo público musical conservador: Camille Saint-Saëns disse que Fauré tinha enlouquecido mas, em contraste, Marcel Proust escreveu que adorou. Johannes Brahms escolheu o seu instrumento de arco preferido, a viola, para enriquecer a sonoridade das belíssimas Duas Canções, op. 91. A segunda “Canção de embalar sagrada” (segundo o poema “Canción de cuna sacra”, de Lope de Vega), foi composta por ocasião do baptismo do seu afilhado, filho do grande violinista Joseph Joachim e da igualmente célebre cantora Amalie Joachim, em 1864. A primeira canção, Saudade saceada, nasceu provavelmente só 20 anos mais tarde, no período mais tardio de criação do grande compositor alemão. Em oposição, Schostakovich compôs o Trio, op. 8, n.º 1, para piano, violino e violoncelo, que intitulou de Poema, com apenas 16 anos, enquanto aluno do Conservatório de São Petersburgo. A génese desta obra está relacionada com circunstâncias pessoais: o Trio é dedicado a Tatiana Glivenko, que Schostakovich conheceu na Crimeia no Verão de 1923 e com quem teve a sua primeira e intensa relação amorosa, que durou até 1929. Este Trio Poema, um poema sem palavras, impressiona pela qualidade de composição e pela grande expressividade e lirismo do ainda muito jovem compositor russo.


                                                                                                                                                     FILIPE PINTO-RIBEIRO


La Bonne Chanson

Johannes Brahms Duas Canções, op. 91, para Meio-Soprano, Viola e Piano
I. Saudade saceada (Poema de Friedrich Rückert)
II. Canção de embalar sagrada (Poema de Emanuel Geibel após Lope de Vega)
Dmitri Schostakovich Trio n. º 1, op. 8, Poema
Gabriel Fauré La Bonne Chanson, op. 61, para Meio-Soprano, Dois Violinos, Viola, Violoncelo, Contrabaixo e Piano (Poemas de Paul Verlaine)
    I. Une sainte en son auréole 
    II. Puisque l'aube grandit 
    III. La lune blanche luit dans les bois 
    IV. J'allais par des chemins perfides 
    V. J'ai presque peur, en vérité 
    VI. Avant que tu ne t'en ailles 
    VII. Donc, ce sera par un clair jour d'été 
    VIII. N'est-ce pas? 
    IX. L'hiver a cessé

DSCH – Schostakovich Ensemble
Filipe Pinto-Ribeiro piano e direção artística
Hagar Sharvit meio-soprano

Corey Cerovsek violino
Isabel Charisius viola
Quirine Viersen violoncelo
Tiago Pinto-Ribeiro contrabaixo
Rosa Maria Barrantes piano


Produção | CCB

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30 abril 2017 | 17:00

Sala Luís de Freitas Branco
M/6
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