Este evento já decorreu.

C9 - Os Músicos do Tejo

O Sonho de Uma Noite de Verão

Os músicos do Tejo

Os músicos do Tejo

Marcos Magalhães ©Denis Stetsenko

Joana Seara

Arthur Filemon ©Carolina Bermejo

Bruno Almeida ©Vasco Pereira

João Fernandes

Começámos por ler o Fairy Queen pela última página, como tantas vezes se gosta de ler o jornal, e, dada essa subversão da ordem, acabámos por conjugar peças com base em ligações poéticas e subtis. Já não se trata de ler da última para a primeira página, mas, talvez, de ler um livro de poesia de forma semi-aleatória e depois relê-lo saltando de associação em associação. Em todo o caso, como todos sabemos, Fairy Queen não é uma ópera tal como as a que nos habituámos. Dentro da tradição britânica da Masque, foi concebido como uma obra de teatro com muitos números musicais, números esses que não se inserem diretamente no enredo principal mas que são pequenos desvios paralelos e/ou subterrâneos. Respirações, repousantes paragens do mecanismo dramático em que mergulhamos, por mágicos momentos. Esses mundos paralelos, Purcell encheu-os de música. Por mais curta que seja a peça, Purcell enche-a de tanta microscópica riqueza que a sua audição (e execução) exige uma atenção e concentração como se se tratasse de um fragmento de Kurtag ou um haiku de Bashô.
A ligação Shakespeareana é mais indireta do que se possa pensar, a peça para a qual Purcell compôs a sua música era uma adaptação total da obra do bardo de Stratford-upon-Avon. O autor anónimo do texto de Fairy Queen baseou-se na história da peça Midsummer Night's Dream (1595/96) mas escreveu-a à sua maneira, “modernizando” uma peça teatral (à época) com quase 100 anos.


                                                                                                                      MARCOS MAGALHÃES


O Sonho de Uma Noite de Verão

Henry Purcell Excertos de Fairy Queen
Acto II, n.º 10 [Prelúdio]  
Acto II, n.º 11 May the God of Wit inspire (trio)
Acto II, n.º 9 Come all ye Songsters of the Sky (canção)
Acto V, n.º 58 They shall be as happy (trio)
Acto V, n.º 59 They shall be as happy (coro)
Acto V, n.º 57 Chaconne. Dance for Chinese Man and Woman
Acto IV, n.º 32. Let the Fifes, and the Clarions (duo)
Acto I, n.º 5 Overture
Acto V, n.º 50 Prelude & Hark how all things   
Acto V, n.º 52 Sure the dull God of Marriage (duo e coro)
Acto V, n.º 56 Hymen: My Torch, indeed (canção)
Acto IV, n.º 31 Attendant: Now the Night is chas'd away (canção e coro)
Acto IV, n.º 30 Symphony 
Acto I, n.º 8 First Act Tune. Jig
Acto III, n.º 22 Dance for the Fairies
Acto V, n.º 49 Monkeys' Dance
First Music, n.º 2 Hornpipe
Act III, n.º 29 Third Act Tune. Hornpipe
Acto III n.º 27 A Dance of Haymakers
Acto III n.º 25 Coridon e Mopsa: Now the Maids and the Men (duo)
Acto I n.º 7 Scene of the drunken Poet: Fill up the Bowl (canção, duo e coro)
First Music n.º 1 Prelude
Second Music n.º 4 Rondeau
Acto III, n.º 23 Dance for the Green Man  
Acto IV, n.º 39 Winter: Now Winter comes Slowly (canção)
Acto V, n.º 43 The Plaint. O let me weep
Acto II, n.º 16 Secresy: One charming Night
Acto II, n.º 17 Sleep: Hush, no more, be silent all (canção e coro)


Os Músicos do Tejo
Marcos Magalhães direção musical e cravo

Joana Seara soprano
Mariana Caldeira Pinto soprano
Inês Madeira alto
Artur Filemon contratenor
João Pedro Cabral tenor
Bruno Almeida tenor
João Fernandes baixo

Álvaro Pinto, Denys Stetsenko, Lígia Vareiro, Raquel Cravino violino
Paul Wakabayashi e Lúcio Studer viola
Peter Krivda viola da gamba soprano
António Carrilho flauta de bisel
Debora Bessa flauta
Ana Raquel Pinheiro e Pedro Massarrão violoncelo
Jarrod Cagwin percussão
Hugo Santos, Daniel Louro trompetes
Marta Araújo cravo

DOCUMENTOS

LETRAS

BIOGRAFIAS

30 abril 2017 | 19:00

M/6
Sem lugares marcados
Enviar a um Amigo