C8 - Ludovice Ensemble

“Tudo aquilo que não é prosa, é verso; e tudo o que não é verso é prosa”

Ludovice Ensemble ©Tomas Monteiro

Ludovice Ensemble ©Tomas Monteiro

Fernando Miguel Jaloto ©Michal Novak

snB10C8AndreLacerda

Orlanda Velez Isidro

Hugo Oliveira

O Burguês Fidalgo é a mais perfeita e justamente a mais famosa de todas as comédias-bailado da autoria do dramaturgo e comediante francês Jean-Batiste Poquelin, dito Molière (1622-1673), um dos maiores e universais génios da literatura. Foi estreada na presença de Luís XIV, no dia 14 de outubro de 1670, antes de ser apresentada publicamente em Paris, no Teatro do Palais-Royal, sede da trupe de Molière. Trata-se de uma verdadeira "obra de arte total", concebida conjuntamente com Jean-Batiste Lully (1632-1687), mas com essenciais contributos de Beauchamp (coreografia) e Vigarani (cenografia). O tema principal é a crítica à burguesia arrivista (endinheirada mas inculta, e aqui personificada no burlesco Monsieur Jourdain) que pretendia igualar-se à nobreza. No entanto, a censura estende-se a todas as classes sociais (os serventes interesseiros, os artistas e letrados oportunistas, a nobreza falida e exploradora). Ainda que não tão polémica como outras obras (A Escola das Mulheres ou, sobretudo, O Tartufo) a peça não deixou de ser criticada pelos mais conservadores. Escrita a pedido do rei para satirizar a recente embaixada turca enviada pelo sultão otomano, a cena da Cerimónia dos Turcos não só marca a introdução do gosto pelas Turqueries no Ocidente, como se tornou numa página incontornável na história do teatro. A genial música de Lully, apesar de inseparável da criação literária de Molière, foi longamente negligenciada, mas hoje recupera gradualmente o seu lugar no teatro e, mesmo independentemente, na sala de concerto. O seu encanto deve-se sobretudo à caleidoscópica variada dos diversos intermédios – em língua e estilo francês, italiano e espanhol – bem como ao vigor ritmos e frescura das danças. No início e no fim da obra incluem-se ainda duas cenas seminais para o teatro lírico francês, em verdadeiro "teatro dentro do teatro": o Diálogo em Música premonitório das melhores páginas das futuras Tragédies-Lyriques, e a burlesca Cena do Vendedor de Libretos com a sua panóplia de personagens caricatas e tipos regionais.

                                                                                                                           FERNANDO MIGUEL JALÔTO / LUDOVICE ENSEMBLE 2017



“Tudo aquilo que não é prosa, é verso; e tudo o que não é verso é prosa”

Molière/Jean-Baptiste Lully Extratos de Le Bourgeois Gentilhomme


Ludovice Ensemble
Fernando Miguel Jalôto cravo e direção artística

Orlanda Velez-Isidro soprano (uma cantora; uma senhora elegante; uma cantora italiana)
André Lacerda tenor I (um cantor; um gascão; um espanhol; um músico do Poitou)
Carlos Monteiro tenor II (outro cantor; um senhor elegante; outro espanhol; outro músico do Poitou)
Hugo Oliveira baixo I (outro cantor; um suíço; outro espanhol; um cantor italiano)
Inês Lopes soprano II (outra senhora elegante)
Joana Nascimento alto (velha burguesa tagarela)
Rui Aleixo tenor III (outro gascão)
Armando Possante baixo II (outro senhor elegante; velho burguês tagarela)

Joana Amorim flauta traversa, flauta
Pedro Lopes e Castro oboé, flauta
Andreia Carvalho oboé
José Rodrigues Gomes fagote, flauta
Rui Silva percussão
Miguel Henry tiorba, guitarra
Luca Giardini primeiro violino
Lilia Slavny segundo violino
Miriam Macaia Martins primeira viola
César Nogueira segundo viola
Manuel Costa terceiro viola
Sofia Diniz viola de gamba
Marta Vicente violone

Produção | CCB

DOCUMENTOS

LETRAS

BIOGRAFIAS

30 abril 2017 | 17:00

M/6
Sem lugares marcados
Enviar a um Amigo