C5 - Orquestra Sinfónica Portuguesa | Concerto de Encerramento dos Dias da Música em Belém

Candide ou o Otimismo

(c) David Rodrigues

(c) David Rodrigues

João Paulo Santos

Lara Martins

Mário Alves

Leila Moreso

Diogo Oliveira

Nuno Dias

Christian Lujan

Candide, ou o Optimmismo, é um conto filosófico em tom de sátira publicado pela primeira vez em 1759 por Voltaire. Foi escrito, ao que parece, em três dias, em 1758, ainda sob a impressão do terremoto de Lisboa, com assinatura de um pseudónimo, "Monsieur le docteur Ralph", literalmente, "Senhor Doutor Ralph". Narra a história de um jovem, Cândido, que vive numa espécie de mundo à parte, onde recebe os ensinamentos sobre optimismo de Leibniz através de seu mentor, Pangloss. A obra retrata a abrupta interrupção deste estilo de vida quando Cândido se desilude ao testemunhar e experimentar as dificuldades do mundo. Voltaire conclui a obra-prima com Cândido — se não rejeitando o optimismo — pelo menos substituindo o mantra leibniziano de Pangloss, "tudo vai pelo melhor no melhor dos mundos possíveis", por um preceito enigmático: "devemos cultivar nosso jardim."
Cândido é caracterizado pelo tom sarcástico, bem como pelo enredo errático, fantástico e veloz. Este romance picaresco parodia diversos clichês do romance e da aventura, cujas provas são caricaturadas num tom mordaz. Ainda assim, os eventos discutidos no livro são muitas vezes baseados em acontecimentos históricos, como a Guerra dos Sete Anos e o já citado terramoto de Lisboa de 1755. A problemática do mal, tema comum aos filósofos da época, é exposta também neste conto, de forma mais direta e irónica: o autor ridiculariza a religião, os teólogos, os governos, o exército, as filosofias e os filósofos, por meio de alegorias; de maneira mais conspícua, chega a roubar Leibniz e o seu otimismo.
Tal como esperado por Voltaire, Cândido desfrutou de um enorme sucesso e causou grande celeuma. Imediatamente após a sua publicação secreta, o livro foi proibido por conter blasfémias, sedição política e hostilidade intelectual, escondidos sob um véu de ingenuidade. Graças à sua inteligência afiada e ao retrato profundo da condição humana, influenciou diversos autores, nomeadamente o 1984 (1948) de Orwell, o Admirável Mundo Novo (1932) de Huxley e a reflexão sobre pessimismo e optimismo em Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e Quincas Borba (1891) de Machado de Assis. Também inspirou artistas como Leonard Bernstein, que compôs  em 1956.
Candide  uma opereta baseada no romance homónimo de Voltaire, e com libretto escrito por Lillian Hellman. A estreia de Candide foi em 1956, mas em 1974 foi apresentada novamente, com um novo libreto, de Hugh Wheeler, sendo esta a versão apresentada nos Dias da Música. Para além de Hugh Wheeler, colaboraram ainda para o libreto: John Latouche, Dorothy Parker, Lillian Hellman, Stephen Sondheim e o próprio Bernstein. Hershy Kay, John Mauceri e Maurice Peress contribuíram para a orquestração.

Candide ou o Otimismo

Leonard Bernstein Candide

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Joana Carneiro m
aestrina titular

Coro do Teatro Nacional de São Carlos
Giovanni Andreoli
maestro titular

João Paulo Santos direção musical

Mário Redondo barítono
Lara Martins soprano
Mário Alves tenor
Patrícia Quinta meio-soprano
Leila Moreso meio-soprano
Diogo Oliveira barítono
Marco Alves dos Santos tenor
Bruno Almeida tenor
Nuno Dias baixo
Christian Luján baixo
João Oliveira baixo
Sérgio Martins tenor


Coprodução | CCB | TNSC

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30 abril 2017 | 21:30

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