C4 - Orquestra Sinfónica Metropolitana

Hino à Alegria

Orquestra Sinfónica Metropolitana © David Rodrigues Metropolitana

Pedro Amaral ©David Rodrigues Metropolitana

Coro da Fundacão Princesa das Astúrias

Ana Paula Russo

Maria Luisa Freitas

Marco Alves dos Santos

 A Nona Sinfonia foi estreada em 1824 na cidade de Viena. Muitos consideram ser a primeira grande sinfonia da História da Música. Com efeito, a sua orquestração apontava novos horizontes criativos. Era uma composição que apresentava uma complexidade formal sem precedentes e uma tal ousadia, no que respeita às premissas artísticas e ideológicas, que assumia um alcance verdadeiramente gigantesco.
Beethoven tinha completado a Sinfonia n.º 8 havia já doze anos. Apesar de os gostos musicais então se reorientarem para a ópera italiana (em particular Rossini), o compositor mantinha-se uma figura respeitada. O anúncio de um concerto com novas obras da sua autoria incendiava expetativas. Relatos da época não deixam dúvidas de que a receção foi entusiástica. O empolgamento do segundo andamento, o lirismo do terceiro e o fervor épico do final não passaram despercebidos. Ainda assim, a sua verdadeira dimensão só se descobriu mais tarde.
Ao longo dos tempos, em cada vez que a Nona Sinfonia é interpretada, revela-se sempre algo novo. Desde logo na sua dimensão musical intrínseca, sendo fascinante acompanhar o desenrolar das soluções criativas, até nos mais insignificantes detalhes. Por outro lado, e em sintonia com a sinfonia Eroica, transmite uma profunda reflexão filosófica moral e espiritual acerca da natureza humana. O seu lugar transcende a condição de uma obra artística. Como se nos mostrasse o caminho desde as trevas ao esplendor da existência, soergue-se como um monumento da Humanidade.



                                                                                                                                                RUI CAMPOS LEITÃO


Hino à Alegria

Ludwig van Beethoven Sinfonia n.º 9 em Ré menor, op. 125, Coral


Orquestra Sinfónica Metropolitana
Pedro Amaral direção musical

Coro da Fundação Princesa das Astúrias
José Esteban García Miranda maestro do coro

Ana Paula Russo soprano
Maria Luísa de Freitas meio-soprano
Marco Alves dos Santos tenor
André Henriques barítono



Produção | CCB

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30 abril 2017 | 19:00

M/6
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