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C2 - Jovem Orquestra Portuguesa

Meditação e Êxtase

CCB

JOP ©Patrícia Andrade

Pedro Carneiro ©Nuno Ferreira Santos

Tatiana Samouil

Meditação e Êxtase, ou a meditação como meio para chegarmos ao êxtase. Se essa é a grande prova pela qual Tannhäuser tem de passar, abdicando da tentação da carne para poder alcançar o amor puro e idealizado, em The Lark Ascending o poeta propõe-nos como meditação a contemplação do voo da calhandra, para que com esse voo nos deixemos deslumbrar pela natureza.
Ralph Vaughan Williams baseou a sua romança para violino e orquestra, The Lark Ascending no poema homónimo do poeta britânico George Meredith, e colocou o seguinte fragmento à cabeça da partitura:

“Sobe e começa a girar,
Soltando a sua argentina cadeia de som,
Múltiplos elos ininterruptos
De gorjeios, silvos, portamentos e trilos...

Cantando até encher o céu,
O amor à terra nos inspira
E sempre em alada ascenção
Faz do nosso vale sua dourada taça,
E ela é de vinho transbordante,
Que nos eleva ao partir...

Até que, perdidos na luz os seus dourados anéis,
Canta por sua vez a fantasia.”

Tannhäuser (1845) de Richard Wagner apresenta-nos o mito do Trovador dividido entre os amores da deusa Vénus e de Santa Isabel da Turíngia. Na abertura assistimos a um quase resumo do enredo, com o tema de Vénus em confrontação com o tema dos peregrinos, com o qual chegamos ao êxtase final. Nesta ópera, encontramos uma personagem, um trovador e poeta, que será uma das grandes fontes para as futuras óperas de Richard Wagner sobre a demanda do Graal: Wolfram von Eschenbach.

 

Meditação e Êxtase

Ralph Vaughan The Lark Ascending
Richard Wagner Abertura e Bacanal de Tannhäuser


Jovem Orquestra Portuguesa
Pedro Carneiro direção musical

Tatiana Samouil violino


Produção | CCB

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30 abril 2017 | 15:00

M/6
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