A companhia Hotel Modern procura imaginar o inimaginável: o maior massacre da História, cometido numa cidade construída propositadamente para esse efeito.
Em Kamp, a companhia Hotel Modern procura reencenar a realidade histórica. Um
protótipo de Auschwitz preenche o palco. Casebres sobrepovoados, uma linha-férrea,
um portão com as palavras “Arbeit macht Frei” [O Trabalho Liberta]. Milhares de
pequenas figuras construídas à mão representam os prisioneiros e os carrascos. Os
actores movem-se em palco como repórteres de guerra gigantes, filmando os
acontecimentos horríveis com câmaras em miniatura, e o público transforma-se em
testemunha, num momento em que todas as testemunhas reais estão a desaparecer.
ARLÈNE HOORNWEG
PAULINE KALKER
HERMAN HELLE
EM PARCERIA COM O FESTIVAL FIMFA LX8