Maria Gabriela Llansol é provavelmente a mais inclassificável das escritoras portuguesas. Escreveu “nas margens da língua” e “fora da literatura”, e viveu vinte anos no exílio da Bélgica, onde colheu inspiração para uma Obra sem paralelo na literatura portuguesa.
SALA ALMADA NEGREIROS | GALERIA MÁRIO CESARINY
ENTRADA LIVRE
Entrada livre sujeita à capacidade da sala *
O núcleo principal da sua Obra inicia-se com duas trilogias (Geografia de Rebeldes e O Litoral do Mundo) que ensaiam uma releitura da história intelectual e espiritual da Europa, com recurso à metamorfose ficcional de uma ampla galeria de figuras, das beguines medievais e dos místicos flamengos e ibéricos a Camões, de Hölderlin a Nietzsche ou de Bach a Fernando Pessoa. Depois disso, envereda por uma “ordem figural do quotidiano” em cerca de vinte livros reveladores de uma escrita visionária e intensa de grande originalidade, que lhe valeu por duas vezes o Grande Prémio de Romance e Novela da APE, e que faz jus ao prognóstico de Eduardo Lourenço segundo o qual “Llansol será o próximo grande mito literário português, por paralelo com o próprio Pessoa”. Deixou um imenso espólio manuscrito de milhares de páginas inéditas, em curso de publicação (Assírio & Alvim).
Organização Espaço Llansol
PROGRAMA
15:00 Inauguração da Exposição Sobreimpressões
Maria Gabriela Llansol: Uma visão da Europa
Galeria Mário Cesariny
16:00 Llansol: Europa em sobreimpressão
Apresentação da temática da exposição
por João Barrento, Presidente da Direcção do Espaço Llansol
Sala Almada Negreiros *
16:30 Escritores lêem Llansol
Testemunhos e leituras pelos escritores
Hélia Correia, Gonçalo M. Tavares, José Tolentino Mendonça, Manuel Gusmão,
Maria Velho da Costa e António Mega Ferreira
Sala Almada Negreiros *
Intervalo
18:30 Ervilhas e Bach
Um concerto para Maria Gabriela Llansol
Para piano e voz, com peças de J. S. Bach, György Kurtág e João Madureira.
Ana Teles piano
Diogo Dória voz
Sala Almada Negreiros *